Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 2015


Dandy Warhols, Get Off

Ainda não percebi se foi sempre assim tão idiota, se lhe lavaram o cérebro nuns quantos retiros.

É capaz de acagachar-se todo se de Angola o mandarem dar pulinhos ao pé coxinho, mas com um homólogo europeu, com a mesma legitimidade democrática porta-se com um menino birrento, engraxador da mamã-ângela e todo borradinho de medo que se perceba que não passou de um capacho ocasional daqueles que encara como donos de Portugal.

O primeiro-ministro ouviu as «preocupações» de Alexis Tsipras, mas avisou que é no «quadro» do programa de resgate que «devem ser discutidos quaisquer alterações ou ajustamentos». E destacou ainda que Portugal foi, «de longe», o país que mais ajudou a Grécia, quando comparados os «esforços» ao PIB.

(…)

Questionado pela TVI sobre não ter cumprimentado Tsipras, Passos Coelho confirmou a informação, mas notou que espera «conversar» com o primeiro-ministro grego numa «próxima ocasião», até porque não tem nenhuma «antipatia» em relação ao seu homólogo.

Eu sei que formalmente é ele que representa Portugal lá fora, mas a mim não representa absolutamente nada e volto a citar aqui João Quadros:

Queria começar por lhe pedir desculpa pelo nosso primeiro-ministro. Não. Esse é o Paulo Portas. O nosso primeiro-ministro é o alto. Um que caminha a passos largos para ser como o vosso Varoufakis; infelizmente, só a nível capilar.

Gostava muito que nos perdoasse, pelo menos, metade das coisas horríveis que o nosso PM tem dito sobre si. Mas se acha que as declarações do nosso PM ofendem a sua pátria, lembre-se que ele usa um pin com a nossa bandeira. Como é que acha que nós nos sentimos?! Se ele não usasse o maldito pin, talvez passasse por PM da Baviera e não tínhamos de sofrer tanta vergonha.

A maioria absoluta está garantida.

Câmara de Lisboa aprovou perdão fiscal de 1,8 milhões ao Benfica

O Tribunal de Contas (TC) decidiu não homologar as contas do município de Murça referentes aos anos de 2008, 2009 e 2010, quando o presidente da Câmara era João Teixeira (PS), hoje condecorado.

Não chegavam os diasloureiros?

E quando se digna criticar a Grécia, apetece logo, claro que apetece, ir buscar a prosa do João Quadros:

Quanto ao nosso Presidente, eu podia usar a desculpa de que ele já não está em condições, mas não quero enganar ninguém. Ele sempre foi assim. É uma pessoa horrível, mas somos nós que temos de viver com ele desde pequeninos, Querida Grécia.

Veja que, por exemplo, quando o nosso Presidente da República diz: “Muitos milhões de euros estão a ser tirados dos bolsos dos portugueses para a Grécia”, e diz com os dentes todos para percebermos melhor a brutalidade da quantia – “miiiil e cem miiiil milhões” -, é óbvio que é muito ofensivo para vocês. Mas acredite, Querida Grécia, é muito mais ofensivo para nós. Imagine o nosso sofrimento, que ouvimos isto, e tivemos de nos juntar para pagar umas seis vezes mais, com o banco feito por ex-colegas do nosso Presidente. E, Querida Grécia, nunca o vimos vir a público dizer – “saíram seis miiiiiil miiiiiilhões de euros do bolso dos portugueses para o BPN”. Ou: “Ganhei umas centenas de miiiiiiiiilhares de euros no BPN que acabaram por sair do bolso dos portugueses”.

… e a vitória dos centralismos locais ao serviço da desorçamentação central:

Decreto-Lei n.º 30/2015 – Diário da República n.º 30/2015, Série I de 2015-02-12, da Presidência do Conselho de Ministros
Estabelece o regime de delegação de competências nos municípios e entidades intermunicipais no domínio de funções sociais.

E eu interrogo-me seriamente sobre o sentido de andar a debater isto, quando as decisões estão tomadas e retomadas.

E eu questiono que sentido faz “consultar a população” (como em Óbidos) depois da legislação publicada.

Isto é uma completa e total palhaçada…

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ProgramaMinhoMat2015_Programa_final.

O tipo decidiu ir ter com a Cristina um pouco mais aperaltado e colocou um cachecol com griffe e que custa os seus 400 euros.

A “direita inteligente” gritou que ai-jesus que o gajo é da esquerda-caviar.

Claro que é, mas é assim que vocês gostam deles e delas, pázinhos… ou não sabemos como vocês desdenharam (mas vibraram) com a ausência de gravatas e gostam tanto de amesquinhar quem não se veste com as vossas etiquetas? Dizem logo coisas daquelas muito delicadas, que aprenderam à saída do berço, como se estivessem a falar com as vossas sopeiras ou jardineiros.

Nem questionaram a pipa de massa que deve ter custado aquele blusão quase motard-chic da Cristina que deve andar pelos milhares bem medidos. Porque isso, para estas mentes iluminadas, é natural e faz parte dos privilégios da casta dominante.

Por cá é a mesma coisa…

E, já agora, alguém teve o cuidado de explicar que os 400 euros de um cachecol daqueles é muito menos do que recebem certos budas sentados para ir a reuniões do tipo eurogrupo ou parecidos como “consultores” ou “especialistas”? Nem é preciso eurogrupo, basta uma empresa de família cá do burgo.

Basta uns negóciozitos, quantas vezes com escritórios ou etc de vultos da esquerda mais tradicional e burguesa, com pergaminhos e brasão. Que nisto do perfume os filhinhos d’algo não escolhem mãos.

O que fez mal o Yanis?

Foi não ter os tintins de assumir que ele veste o que bem entende com o dinheiro que ganha.

Atirar as culpas para a mulher que lhe terá dado o cachecol como prenda é que não está com nada.

É um bocado medricas.

Era assumir que gosta de alguns adereços especiais para se adornar e não se acagaçar com as críticas, entrando a justificar-se por via conjugal.

Afinal, o Yanis é ainda um menino nestas coisas.

 

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