na TVI24, com moderação de Constança Cunha e Sá e como convidados Paulo Rangel(PSD), Francisco Assis (PS) e José Pureza (BE). Confrangedora a argumentação de Paulo Rangel. “Cuidado com o que estamos a meter-nos”, alerta. “Isto pode acabar mal”, ou seja, a Grécia pode mesmo sair do euro. “Em que posição ficaríamos, caso isso acontecesse, depois de darmos sinais aos mercados de que temos reivindicações relativamente ao pagamento de dívida”?
Quanto às palavras do Presidente, verbera contra os “tabus” do discurso dominante. Os cidadãos devem saber quanto lhes custa a solidadriedade europeia. É uma questão de transparẽncia, alegou.
Segundo Paulo Rangel, as circunstâncias constituem o guia único para a acção. As circunstâncias determinam que devemos fazer figura de corpo presente nas reuniões da Ecofin e do Conselho Europeu e Paulo Rangel acha bem. Só que, depois, continua a chamar a isto “debate político”. É de força.
A defesa da transparência é ainda mais risível. Os principais aspectos da subserviẽncia dos pequenos países da Europa aos ditames dos grandes estão pasmados nos sucessivos tratados que foram sendo assinados por governos do PSD (com ou sem CDS) ou PS (com ou sem CDS). Nunca procurartam, PSD ou PS, chamar a atenção dos eleitores para a hipoteca de soberania que estes tratados acarretavam. Nunca aceitaram submetê-los a referendo. Vir agora pugnar por transparẽncia nas decisões, enfim, talvez o alivie de algumas dores de consciência.
Excedida a Dose Diária Recomendada de resistência a ideias preconcebidas, tive que desligar a televisão.
Fevereiro 12, 2015 at 11:56 pm
Política Mesmo,
na TVI24, com moderação de Constança Cunha e Sá e como convidados Paulo Rangel(PSD), Francisco Assis (PS) e José Pureza (BE). Confrangedora a argumentação de Paulo Rangel. “Cuidado com o que estamos a meter-nos”, alerta. “Isto pode acabar mal”, ou seja, a Grécia pode mesmo sair do euro. “Em que posição ficaríamos, caso isso acontecesse, depois de darmos sinais aos mercados de que temos reivindicações relativamente ao pagamento de dívida”?
Quanto às palavras do Presidente, verbera contra os “tabus” do discurso dominante. Os cidadãos devem saber quanto lhes custa a solidadriedade europeia. É uma questão de transparẽncia, alegou.
Segundo Paulo Rangel, as circunstâncias constituem o guia único para a acção. As circunstâncias determinam que devemos fazer figura de corpo presente nas reuniões da Ecofin e do Conselho Europeu e Paulo Rangel acha bem. Só que, depois, continua a chamar a isto “debate político”. É de força.
A defesa da transparência é ainda mais risível. Os principais aspectos da subserviẽncia dos pequenos países da Europa aos ditames dos grandes estão pasmados nos sucessivos tratados que foram sendo assinados por governos do PSD (com ou sem CDS) ou PS (com ou sem CDS). Nunca procurartam, PSD ou PS, chamar a atenção dos eleitores para a hipoteca de soberania que estes tratados acarretavam. Nunca aceitaram submetê-los a referendo. Vir agora pugnar por transparẽncia nas decisões, enfim, talvez o alivie de algumas dores de consciência.
Excedida a Dose Diária Recomendada de resistência a ideias preconcebidas, tive que desligar a televisão.