Poiares Maduro é um óptimo teorizador, mas uma desgraça quanto a conhecer o país e as suas distorções…
Como revelou um grau zero de habilidade política mandaram-nos “descentralizar” áreas da governação destinadas a ser desorçamentadas a nível central e ele ficou feliz e, provavelmente, acredita que está a fazer uma grande “revolução”.
A verdade é que ele nunca será responsabilizado por qualquer asneira, pois irá passear para outras paragens, enquanto nos deixará nas mãos um problema grave, com base num problema ficcionado num país com a dimensão do nosso.
Na área da Educação, a grande “reforma” de Poiares Maduro vai traduzir-se no fim de qualquer veleidade de autonomia das escolas, mas isso a ele não interessa nada. Tem uma visão mais 2ampla”, mais “alargada”, conhece coisas de lá de fora e sente-se um estrangeirado dos bons, daqueles que são essenciais para fazer avançar a piolheira.
A prosa, em plural majestático, é de quem se sente um reformador à moda dos oitocentistas… muito ambicioso nas pretensões, mas um fracasso nas concretizações, muitas delas a ter de ser abandonadas a meio caminho, mesmo se de alguns dos reformadores ficámos com nomes de ruas em Lisboa.
Descentralizar nas palavras e nos atos
Ahhh… já sei… quando digo e escrevo estas coisas, não é raro chamarem-me nomes que acham ser feios e ofensivao, em especial que sou centralista, estalinista, fascista, anti-democrático e tudo isso.
Seja.
Eu ralo-me pouco com a adjectivação do momento e um pouco mais com os factos concretos e esta reforma é uma enorme necessidade inventada.
Conheço o país no qual vivo e sei que o ministro Poiares Maduro se fosse mesmo corajoso deveria fazer a reforma municipal que este governo prometeu e deixou na gaveta, porque preferiu aliar-se aos autarcas do que ser derrotado em toda a linha se avançasse com a anunciada extinção ou fusão de municípios.
Mas Poiares Maduro é apenas o que é e nada mais do que isso.
Fevereiro 12, 2015 at 1:30 am
Municípios endividados … deverá ser boa gestão… e, como tal, tomem lá mais umas competências… que afinal, demonstram ser bons a gerir a coisa pública.
Fevereiro 12, 2015 at 12:47 pm
Este pobre diabo (disseram-me – se não forem estas as palavras, o sentido é o mesmo – que é assim que ele é chamado nos meandros da maioria, onde o seu apelido de Maduro é motivo de pilhérias várias) pretende compensar o seu estrondoso falhanço no domínio da coordenação das políticas do governo e da propag, digo, comunicação – missão que primeiramente lhe fora atribuída – com um ímpeto reformista de última hora, para tentar deixar a “sua marca” nestes tristíssimos anos de governação da direita, com a secreta e ilusória ambição de ficar porventura com o título de o “Reformador” deste executivo e de a pequena história lhe vir a reconhecer alguns laivos de “iluminado”.
Fevereiro 12, 2015 at 2:10 pm
Não me agradou a integração na Europa, quando todos andavam fascinados com a possibilidade de ir ali, a Espanha, comprar caramelos, com a mesma. Não suporto o poder autárquico que só quer caçar votos e oferece espetáculos pimbas, arranjos de cabelos e outros enfeites em Dia da Mulher.,,,para depois.as esquecer, todo o ano! E assim, não duvido que vai ser uma desgraça a municipalização da educação .