Os pais devem amar e mandar nos filhos

Demasiada miudagem que hoje está entre os 9 e os 28 anos, foi e é educada, por bondade dos pais, com poucos ou nenhuns “não”.

Por certo, que tal se deve a excessivos “não”, que a geração dos seus avós ouviu, e que por tal, para serem positivamente diferentes, facilitou a vida de seus filhos – pais dos actuais pais- havendo quase nenhumas regras, valendo quase tudo.

E, como regras é algo que alguns, ainda hoje ou até mais hoje, pensam ser a antecâmara de ditaduras, essencialmente de direita, há que aboli-las. Assim, andamos ciclicamente a saltitar entre extremos.

Se no meio é que está a virtude, será mais um frase estafada e em desuso, que não necessariamente tenha que ser seguida, mas, nos extremos de certeza que não está a forma mais aconselhável de se estar na vida.

Assim, o necessário e indispensável amor que os pais têm pelos filhos – ainda para mais num tempo que são quase heróis, os que ainda filhos, hoje, querem ter – não pode implicitamente significar “vale tudo para bem da criancinha”. Não vale! Nunca valeu! Nunca valerá!

Parece que se interiorizou que a criançada tem que estar sempre a ouvir “sim” e nunca “não”. Parece que o “não” pode causar traumas para a vida.

Parece que o ser humano não é por natureza um agregado de contrariedades, que ainda mais complica, e que isso deve ser orientado para seu próprio bem, para o seu futuro, para ter uma concepção desde pequeno de saber ter respeito, respeitar e evidentemente ser respeitado. Menos individualismo, mais sociedade, mais regras, assumidas, mas não excluídas. E claro sempre amor, e carinho, não comprado , antes, “dado”! Claro que brincar, fazer um disparate e um ou outro brinquedo, dá jeito, mas há-os didáticos, e fazem bem a todos, adultos e canalhada.

Está chegado – ou não! – o tempo de o amor de pais ter que ser/estar tão ou mais presente, que implique carinho, afecto, relações de proximidade – de preferência sem televisões, telemóveis, ipad, iphone, pelo meio – mas com respeito, regras, normas para não se expandir a ideia, já tão instalada de que quanto mais “´à balda”, melhor.

Por certo, para tal, haverá cada vez mais necessidade de os pais conseguirem criar com os filhos “tempos e espaços” de convívio, sem os tais aparelhos de permeio. Só pai, mãe, até uns livros, uma bonecada, conversa e proximidade. Pouco que seja por dia, é melhor que nada todo o ano.

Para haver troca de comunicação e informação, carinho, amor, mas respeito consentido e assumido, e mães e pais nunca se demitirem de “mandar”, amigos serão todos, quando já crescidos.

Augusto Küttner de Magalhães

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