Quarta-feira, 11 de Fevereiro, 2015


Rilo Kiley, Silver Lining

O debate público local surge tarde e com tudo já pré-decidido. Os “especialistas” convidados são os consultores da autarquia no processo e todos pró-pró-pró e pagos para dizer amén-nossa-senhora.

A convocatória é feita a uma semana de distância e gostava de saber se a urgência do verbo tem equivalência na divulgação.

Enfim… ainda tentarão passar por muito democratas e que consultaram o “povo”.

MunicipalObidos

 

Poiares Maduro é um óptimo teorizador, mas uma desgraça quanto a conhecer o país e as suas distorções…

Como revelou um grau zero de habilidade política mandaram-nos “descentralizar” áreas da governação destinadas a ser desorçamentadas a nível central e ele ficou feliz e, provavelmente, acredita que está a fazer uma grande “revolução”.

A verdade é que ele nunca será responsabilizado por qualquer asneira, pois irá passear para outras paragens, enquanto nos deixará nas mãos um problema grave, com base num problema ficcionado num país com a dimensão do nosso.

Na área da Educação, a grande “reforma” de Poiares Maduro vai traduzir-se no fim de qualquer veleidade de autonomia das escolas, mas isso a ele não interessa nada. Tem uma visão mais 2ampla”, mais “alargada”, conhece coisas de lá de fora e sente-se um estrangeirado dos bons, daqueles que são essenciais para fazer avançar a piolheira.

A prosa, em plural majestático, é de quem se sente um reformador à moda dos oitocentistas… muito ambicioso nas pretensões, mas um fracasso nas concretizações, muitas delas a ter de ser abandonadas a meio caminho, mesmo se de alguns dos reformadores ficámos com nomes de ruas em Lisboa.

Descentralizar nas palavras e nos atos

Ahhh… já sei… quando digo e escrevo estas coisas, não é raro chamarem-me nomes que acham ser feios e ofensivao, em especial que sou centralista, estalinista, fascista, anti-democrático e tudo isso.

Seja.

Eu ralo-me pouco com a adjectivação do momento e um pouco mais com os factos concretos e esta reforma é uma enorme necessidade inventada.

Conheço o país no qual vivo e sei que o ministro Poiares Maduro se fosse mesmo corajoso deveria fazer a reforma municipal que este governo prometeu e deixou na gaveta, porque preferiu aliar-se aos autarcas do que ser derrotado em toda a linha se avançasse com a anunciada extinção ou fusão de municípios.

Mas Poiares Maduro é apenas o que é e nada mais do que isso.

Foi “inspiração da Nossa Senhora de Fátima”

Príncipe da Dinamarca inicia estudos em escola pública

Ele fará todo o ensino na escola primária de Tranegard, próxima de Copenhague.

 

cabeça abaixada para um telemóvel – tens que ir jogar à bola!

 

… competir com ela, pois está em condições de dar muito mais do que a mão e o Yanis não está em condições para recusar uma bolsa tão bem recheada quanto a dela.

E reparem lá como ela se ajeitou toda de cabedal para o receber e ele até vestiu um blazer discreto para a enfrentar.

O dia de São Valentim está mesmo ao dobrar da semana.

FMI. Lagarde dá a mão a Varoufakis

“São competentes e inteligentes”, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional depois de se ter encontrado com o ministro das Finanças grego, antes do início da reunião do Eurogrupo.

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Aquele pãozinho sem sal (foi assim que o ex-embaixador Seixas da Costa o descreveu recentemente) do holandês do Eurogrupo é dos regionais quando comparado com esta parelha.

Olhem para ele, ali de lado…

Yanis Jorgen

(as imagens são da Reuters, não quero chatices…)

… a turmas de miudagem da pré ou dos primeiros anos de escolaridade?

Se nunca o fizeram com gosto e para gozo da audiência não sabem o que perderam.

… a quem aconteceu um infeliz problema de saúde, do qual foi recuperando.

O chá e os bolinhos estiveram tão bem que nem nos lembrámos de fotografar para fazer prova no livro das caras.

 

despirem-se para um calendário

 

 

 

 

 

porque, se eu tiver dito puta que os pariu – ficarei infeliz com um resultado que seja eu ter considerado acerca dos cabeças de candeeiro. E com a inversa.

 

Os pais devem amar e mandar nos filhos

Demasiada miudagem que hoje está entre os 9 e os 28 anos, foi e é educada, por bondade dos pais, com poucos ou nenhuns “não”.

Por certo, que tal se deve a excessivos “não”, que a geração dos seus avós ouviu, e que por tal, para serem positivamente diferentes, facilitou a vida de seus filhos – pais dos actuais pais- havendo quase nenhumas regras, valendo quase tudo.

E, como regras é algo que alguns, ainda hoje ou até mais hoje, pensam ser a antecâmara de ditaduras, essencialmente de direita, há que aboli-las. Assim, andamos ciclicamente a saltitar entre extremos.

Se no meio é que está a virtude, será mais um frase estafada e em desuso, que não necessariamente tenha que ser seguida, mas, nos extremos de certeza que não está a forma mais aconselhável de se estar na vida.

Assim, o necessário e indispensável amor que os pais têm pelos filhos – ainda para mais num tempo que são quase heróis, os que ainda filhos, hoje, querem ter – não pode implicitamente significar “vale tudo para bem da criancinha”. Não vale! Nunca valeu! Nunca valerá!

Parece que se interiorizou que a criançada tem que estar sempre a ouvir “sim” e nunca “não”. Parece que o “não” pode causar traumas para a vida.

Parece que o ser humano não é por natureza um agregado de contrariedades, que ainda mais complica, e que isso deve ser orientado para seu próprio bem, para o seu futuro, para ter uma concepção desde pequeno de saber ter respeito, respeitar e evidentemente ser respeitado. Menos individualismo, mais sociedade, mais regras, assumidas, mas não excluídas. E claro sempre amor, e carinho, não comprado , antes, “dado”! Claro que brincar, fazer um disparate e um ou outro brinquedo, dá jeito, mas há-os didáticos, e fazem bem a todos, adultos e canalhada.

Está chegado – ou não! – o tempo de o amor de pais ter que ser/estar tão ou mais presente, que implique carinho, afecto, relações de proximidade – de preferência sem televisões, telemóveis, ipad, iphone, pelo meio – mas com respeito, regras, normas para não se expandir a ideia, já tão instalada de que quanto mais “´à balda”, melhor.

Por certo, para tal, haverá cada vez mais necessidade de os pais conseguirem criar com os filhos “tempos e espaços” de convívio, sem os tais aparelhos de permeio. Só pai, mãe, até uns livros, uma bonecada, conversa e proximidade. Pouco que seja por dia, é melhor que nada todo o ano.

Para haver troca de comunicação e informação, carinho, amor, mas respeito consentido e assumido, e mães e pais nunca se demitirem de “mandar”, amigos serão todos, quando já crescidos.

Augusto Küttner de Magalhães

VAillant46

Vaillant (1946)

Numa monarquia são sempre os mesmos a roubar, numa república democrática sempre há a  alternância dos mesmos.

É melhor, porque aquilo é estatístico e cada um agora bota o que é alegre no seu argel fora da moda.

 

 

vamos ao marcelo

o binho lá é qu’é bão

afeito ao martelo

ou ao marcelão

é quaisi, é quaisi,

nova banhoca

toda badalhoca,

beber Tagus é qu’é bão.