Terça-feira, 10 de Fevereiro, 2015


Maceo Parker, Shake Everything You’ve Got

… e não há alguém a comprar o direito de divulgação das coisas e, graças a critérios jornalísticos, desaparecer a maior parte da informação antes de chegar a conhecimento público.

Swiss Leaks: Portugal amnistiou cinco vezes o que os portugueses tinham no HSBC

Revelados primeiros nomes de clientes portugueses do HSBC na Suíça, onde tinham aplicados 969 milhões de dólares. Desde 2005, Portugal amnistiou mais do quíntuplo desse valor em capital irregular no estrangeiro.

Acesso aos dados do Swiss Leaks aqui.

… porque eles têm que colocar os rodriguinhos nos lugares certos para ganharem currículo e umas coroas, antes de irem para consultores lá fora… ou vice-versa.

Dispara gasto com salários de boys

Mesmo com o corte salarial no Estado, o ganho médio mensal dos políticos atingiu 6483 euros, mais 20,7% do que em outubro de 2011.

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Governos portugueses permitiram limpar rasto do dinheiro vindo da Suíça

… continua uma treta, com coisas mais velhas que o matusalém primeiro ou com pseudo-novidades que não interessam nem ao bebé jesus em cueiros.

Há excepções, claro que as há, mas são verdes.

E há sempre aqueles meios créditos promovidos pelas editoras.

E continua a não interessar ou contar seja para o que for a “produção científica” ou directamente relacionada com a actividade profissional.

E depois quem que levemos as coisas das ADD a sério?

 

Jornal publica manifesto de pais e alunos contra bullying nas escolas

… nunca se me deu para as peneirices, alegando que é só pela cólidade. É mais sol nascente.

Pub10Fev15

Público, 10 de Fevereiro de 2015

Seguidistas, colaboracionistas e os Pétain do século XXI

Mobiliário português brilha em 50 Sombras de Grey

O apartamento do sedutor milionário, palco dos encontros escaldantes entre Anastasia e Christian Grey já pode ser visitado online. E a maioria dos móveis de luxo é portuguesa.

Insultemo-nos, que é o que está a dar

De facto estamos a viver um tempo em que vale tudo. Lá chegará a hora de “arrancar olhos”. E de modo algum se trata de saudosismos, de voltar ao passado, de pretender ordem imposta e medo incutido. Não, não é isso, se bem que por este caminho, lá chegaremos.

Está na moda as pessoas públicas, essencialmente as políticas e ainda para mais as que deixaram de o ser, e já não parece ser fácil voltarem a sê-lo, apesar de dizerem sempre “nunca quererem voltar”, de insultar, de dizer palavrões, de baixar um nível, já de si muito baixo.

E, de facto entrevistas últimas que saem em tudo que é jornais, nos de qualidade e nos de menos, o insulto, o palavrão, a falta de consideração pelos outros é a norma. Quanto mais baixo o nível for, parece que mais vende ou mais lido se é.

Claro que em dados momentos “isto” é apelativo, e por certo haverá muita gente atraída pelo vocabulário para ler. Mas por certo o que fica, na maioria dos casos é muito, mas muito pouco.

Sendo que, algo onde não haverá dúvidas é a posição de desconforto que essas pessoas têm por tudo o que mexe em sua volta. A necessidade imperiosa de estarem sempre a aparecer. A necessidade de se fazerem notados. E como não estão sós no mundo usam todas as tácticas para dar nas vistas.

Vai havendo um espaço e uma audiência em que vai resultar, uma vez que como o nível de respeito, consideração, educação, bom senso entre iguais, vem sendo uma coisa de somenos importância, quanto mais se alinha r no insulto pelo insulto, na maledicência, melhor. As mães/pais estão a perder referências para saber educar e com respeito “mandar” na canalhada. Vale tudo!

E qualquer um de nós gosta de dizer mal, desde que não digam de nós, aí é uma maçada.

Agora todas as semanas, alguém aparece a ser entrevistado com um palavreado pouco necessário, mas – e parece que os próprios não estão a entender o que estão a fazer! – passa o palavreado, mas não passa a mensagem.

Claro que é “fixe, meu”, dizer palavrões, claro que é” leal” quando se está menos novo usar a linguagem dos jovens, claro que quando se acha que se pode ainda “agarrar” lugares fazê-lo pelo encontrão, mais que não seja no vernáculo utilizado, acha-se que vai resultar. Mas o esquema por vezes falha. Mas, dá uns tempos de antena e atenção! Já que não pode se de outra forma, com mais conteúdo!

Mas pode ser uma via sem retorno, e por certo não será o caminho a seguir. Dado que o respeito ganha-se, cultivando-o, mas se perde-se em minutos. O medo aparece à força, e quando tudo está perdido, quanto mais baixo o nível for, melhor para quem não tenho pejo em levar tudo à frente, à força do medo.

E depois, ai, de quem se atreva a dizer um palavrão, “vai dentro à força e caladinho”!

Augusto Küttner de Magalhães

Mad52

MAD (1952)