O Reino Unido até automóveis deixou de ter. Quem se lhe segue?

No início do seculo XX a potência mundial era o Reino Unido, no fim do mesmo século, era , este, o que hoje ainda é, um dos do G8 ou G20, e a potência mundial era e é, os EUA.

Perdeu o Reino Unido colónias, influência, poderio, dinheiro, só não perdeu, até ver a língua, como padrão mundial.

E, perdeu os automóveis. Nenhum hoje fabrica. E tantos de nós, se já passados os sessentas – os anos acumulados, também nos fazem muito aprender, apesar de muitos pretenderem o inverso, ou seja, fazer-nos desaparecer – nos lembramos que os automóveis britânicas eram os aristocráticos, mesmo o Mini da Austin. E havia o Vauxall, o Hillman, o Morris, claro o Jaguar, o Bentley , o Daimler, o Rolls, havia! Já não há!

Algumas destas marcas ainda hoje fabricadas – mundo fora, e já também a Oriente! – quer na Alemanha, quer na India, na China, por aí. Globalmente.

Ou seja, até já nem automóveis o Reino Unido fabrica, algo que lhe era uma referência. A Alemanha ainda tem as suas marcas de automóveis de prestígio – aquelas que se veem em tudo que é cerimónias públicas! – a França ainda tem algumas, mas de menos prestígio, e a melhor, dever agarrar.

O Reino Unido hoje, tem que se unir à Europa – por muito que o seu orgulho baixe um pouco mais – para poder ter futuro, dado que solitária não o tem, de certeza – como de resto nenhum país europeu, e mesmo unidos, é obra – e não se vai conseguir aliar-se aos EUA, dado estes não quererem.

E, a Alemanha, ainda a maior potência desta desunião europeia não conseguirá assim manter-se à escala global. Logo também terá que fazer por construir-se – por muito que lhe possa custar – dentro de uma Europa de facto unida, para não lhe acontecer dentro de nem duas décadas, ou bem menos, que nem fabricará Mercedes, Audi, BMW, VW.

A França por seu turno, sempre dentro do que una e depressa, esta desunião europeia, deve sempre tentar manter, quer o Renault quer o Daxia.

E uma Europa com Estados federados – Estados que nunca perderão a sua História e cuja Memoria seja bem mais e melhor recordada que hoje o é – farão o futuro Europeu.

O inverso também é exequível, mas é um suicídio e nem um automóvel será feito na Europa, se assim decidirmos. E gosto muito de Londres, e esperemos tudo bem mais unido, cá (Europa)! Mais capaz, menos arrogante, e mais humano.

Não está fácil!

Augusto Küttner

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