Quarta-feira, 4 de Fevereiro, 2015


Pet Shop Boys, Where The Streets Have No Name (I Can’t Take My Eyes Off You)

As senhoras andam em adoração completa com o Alexis e o Yanis que são todos garbosos e tal e nós, arcaicos machos de velha cepa, nem uma Thaís sequer.

Quant@s portugues@s precisam morrer (ou emigrar) para que o pedro e o paulo (e dos seus satélites abjectos) achem que o país já está suficientemente melhor?

Parece-me que como vacina, já chega e é tempo de o defenestramento ser feito e encerrado.

Defenestrar

E ainda há uns sem-vergonha que se afirmam democratas-cristãos

 

Eu sei que, outrora, li os Esteiros, os Gaibéus, o Constantino, etc, etc, percebendo boa parte do vocabulário rural ou fluvial de umas décadas antes… mas… eu vivia numa vilória de subúrbio ainda com muita ruralidade à volta e o rio depois de dois canaviais,

Agora, mesmo leccionando a menos de um punhado de quilómetros, cada vez mais constato que a relação dos putos com a Natureza se tornou escassa, asséptica ou mediada por não sei quantos filtros tecnológicos que os impedem de perceber grande parte de escritos como A Vida Mágica da Sementinha sem visitas permanentes ao Google Imagens.

Sim, é verdade, essa relação está ameaçada e devemos contraria essa tendência, mas… têm mesmo a certeza que é no 5º ano, em Português, nas leituras em sala de aula que a coisa se combate de forma eficaz?

Ultrapassar os primeiros parágrafos, por exemplo, de O Rapaz de Bronze, perante a indiferença ou alheamento total dos leitores em piloto automático, sem capacidade de compreender o que aquelas palavras significam em termos concretos, é tarefa ciclópica, homérica, digna de meia dúzia dos trabalhos de um Hércules moderno de comando em punho.

Não podemos dar-lhes apenas o que eles conhecem, concordo em absoluto.

Mas…

je suine cratô!

 

Nada contra a introdução de autores estrangeiros nas leituras recomendadas para o 2º ciclo. Alguma coisa contra contos ou obras específicas com imensos termos que, só com Inglês desde o berço, dá para a miudagem pronunciar. Não estou a falar de dois ou três incidentes, mas de bués deles.

«Em Portugal só passa fome quem quer», garante presidente da União das Misericórdias

Assim sendo, podemos ou não julgar moralmente

Nas suas respostas ao Expresso/SIC usa abundantemente a ortografia anti-acordista em especial quando se trata de manter o “c” pretensamente mudo em palavras como “director”, “espectáculo” ou “selectivo”.

 

From post-BRICS’ decade to post-2015: insights from global governance and comparative regionalisms

Sócrates insiste em não justificar o seu “estilo de vida”

Sócrates recorre a tribunal para não ficar sem botas

O Reino Unido até automóveis deixou de ter. Quem se lhe segue?

No início do seculo XX a potência mundial era o Reino Unido, no fim do mesmo século, era , este, o que hoje ainda é, um dos do G8 ou G20, e a potência mundial era e é, os EUA.

Perdeu o Reino Unido colónias, influência, poderio, dinheiro, só não perdeu, até ver a língua, como padrão mundial.

E, perdeu os automóveis. Nenhum hoje fabrica. E tantos de nós, se já passados os sessentas – os anos acumulados, também nos fazem muito aprender, apesar de muitos pretenderem o inverso, ou seja, fazer-nos desaparecer – nos lembramos que os automóveis britânicas eram os aristocráticos, mesmo o Mini da Austin. E havia o Vauxall, o Hillman, o Morris, claro o Jaguar, o Bentley , o Daimler, o Rolls, havia! Já não há!

Algumas destas marcas ainda hoje fabricadas – mundo fora, e já também a Oriente! – quer na Alemanha, quer na India, na China, por aí. Globalmente.

Ou seja, até já nem automóveis o Reino Unido fabrica, algo que lhe era uma referência. A Alemanha ainda tem as suas marcas de automóveis de prestígio – aquelas que se veem em tudo que é cerimónias públicas! – a França ainda tem algumas, mas de menos prestígio, e a melhor, dever agarrar.

O Reino Unido hoje, tem que se unir à Europa – por muito que o seu orgulho baixe um pouco mais – para poder ter futuro, dado que solitária não o tem, de certeza – como de resto nenhum país europeu, e mesmo unidos, é obra – e não se vai conseguir aliar-se aos EUA, dado estes não quererem.

E, a Alemanha, ainda a maior potência desta desunião europeia não conseguirá assim manter-se à escala global. Logo também terá que fazer por construir-se – por muito que lhe possa custar – dentro de uma Europa de facto unida, para não lhe acontecer dentro de nem duas décadas, ou bem menos, que nem fabricará Mercedes, Audi, BMW, VW.

A França por seu turno, sempre dentro do que una e depressa, esta desunião europeia, deve sempre tentar manter, quer o Renault quer o Daxia.

E uma Europa com Estados federados – Estados que nunca perderão a sua História e cuja Memoria seja bem mais e melhor recordada que hoje o é – farão o futuro Europeu.

O inverso também é exequível, mas é um suicídio e nem um automóvel será feito na Europa, se assim decidirmos. E gosto muito de Londres, e esperemos tudo bem mais unido, cá (Europa)! Mais capaz, menos arrogante, e mais humano.

Não está fácil!

Augusto Küttner

Lecho72

L’Echo des Savannes (1972)