O racismo está à espreita!

Mais um caso a acrescer a dois tão recentes, ao do vice presidente do Senado italiano que comparou a um orangotango a ministra, preta, da Integração, e nos EUA um vigilante branco que matou um adolescente preto e foi ilibado por um júri constituído unicamente por brancos, agora um deputado de centro direita e presidente da Camara Cholet (oeste de França), incomodado com um protesto, talvez desadequado, de algumas dezenas de ciganos, disse e foi gravado por um jornalista: “Parece que Hitler não matou os suficientes”.

Supõe-se que o senhor vai ser alvo de um processo judicial, afastado do partido centrista e talvez proibido de exercer cargos políticos.

Ao que se sabe tem havido problemas em França – que não são de hoje, já vêm de Sarkozy, que só mudou de nome para Hollande, não de políticas consistentes – com acampamentos ciganos, e a extrema-direita francesa, activa uma campanha anti-cigano em força.

Como por certo a memória vai ficando propositadamente apagada, com esta espuma de não acontecimentos e não noticias com que nos bombardeiam, a todo o tempo, a História deixa de ter significado, e só é grave dado que mesmo em épocas diferentes os comportamentos humanos repetem-se. E só para lembrar quem se possa querer ter esquecido, Hitler matou entre 1938 e 1945, 6 milhões de judeus, matou, queimando-os e em simultâneo perto de 500 mil ciganos. Tudo a esquecer? Tudo a poder repetir-se?

Se de facto por vezes alguns grupos de ciganos tentam viver em guetos, o que por si pode criar graves problemas, tudo com e por todos, deve ser feito á a favor de integrar, integrar, juntar, e nunca o inverso. E muito menos excluir, insultando e até recordando tempos tão recentes que se pensava ninguém querer ver repetidos. Parecia não ser querer outro Hitler, na Europa a queimar milhões de Pessoas iguais ao próprio mandante da queima! Uma diferença para ele de raças!!!

E se em Itália a ministra da Integração é preta, é um bom sinal, mas se lá o vice presidente do Senado a compara a um orangotango – por ser preta – é dramático. Mas é Itália, dirão muitos, mas também é Franca, mas também nos EUA, e na Alemanha, há bastantes grupos neonazis.

Talvez esteja chegado o momento enquanto é tempo de se reaprender a História não apagando a Memória, de se ir criando com princípios, uma nova classe política, democrática, mas bem melhor do que a destas ultimas duas décadas, por todo o lado. E em simultâneo os jornalistas, deixarem-se do imediatismo, do que está a dar, da espuma dos acontecimentos e começarem a tratar destes “problemas” que podem ser tão sérios que para além de muitas vidas a assinar e muitas liberdades a acabar, desfaz-se a liberdade de imprensa! E aí já nada a fazer!

Augusto Küttner de Magalhães