… para os professores na opinião publicada é que muita gente já deu aulas, algures, no seu remoto passado, quase sempre há mais de 20-25 anos, quando precisou de um biscate e havia vagas para quem tivesse uma licenciatura ou mesmo menos do que isso.

Aconteceu muito nos anos 70 e 80, só desaparecendo nos anos 90 e à medida que as profissionalizações foram sendo exigidas e as vagas escassearam para os part-times, enquanto se esperava por algo diferente, que quase todos os que agora escrevem sobre “a qualidade dos professores” consideram ter sido melhor.

Isto inclui quem deixou de ser professor para assumir outro tipo de cargos na administração pública, incluindo no MEC.

É bem verdade que quase tod@s ess@s escrevinhador@s têm estórinhas de arrepiar para contar, de falta de profissionalismo, de fuga às obrigações, de más práticas.

O curioso é que – excepto quando têm uma história lapidar passada com um filhinh@ ou netinh@ – são quase sempre estórinhas dos tempos em que realmente todo o bicho careta conseguia fazer um bico (sem segundas intenções, que essas ficam para fazer outras insinuações) no ensino e agora dizerem mal daquilo de que fizeram parte e que consideram ainda ser a regra.

Eu poderia desenvolver, explicar que, se calhar, muitos dos que ficaram no ensino não o fizeram por não conseguirem fazer bicos (agora, talvez, já esteja a ter segundas intenções) em outras ocupações, mas sim por não o quererem ou porque, quiçá, até gostavam do ensino.

Mas não sei se vale a pena. Basta dizer que não devem medir os actuais professores pela sua própria forma de estar ou dos que lhes eram próximos.

Quanto ao resto, há muita gente, mesmo muita gente, com amnésia selectiva, que @s faz apagar episódios de um passado de que aionda há quem se lembre. Eu, por exemplo, lembro-me de muita gente de há 30-25 anos e do que fizeram para fazer o que fazem.

Eu não conseguiria, admito.

El@s foram e são muito melhores nesses particulares. Só lhes falha a memória em relação a detalhes do trajecto e não é raro ficarem com ar chocado quando se lhes faz o necessário lembrete só para chatear.

PC1