Sim, correcto, não têm filiação partidária. Agora.

Vai uma aposta em como a fila da frente se parecerá em muito com a fila da frente de uma convenção do BE de há uns anitos, mais uns que ficavam lá mais para trás?

O auditório do Fórum Lisboa encheu-se (eram esperados 700 participantes) para votar de braço no ar o processo de eleição dos candidatos, que foi aprovado por maioria. “São eleições duplamente abertas: os cidadãos podem eleger e podem votar”, explica André Barata, membro do secretariado do Tempo de Avançar e do grupo de contacto do Livre. O objectivo é que a mobilização desta plataforma permita existirem candidaturas em todos os círculos eleitorais, com listas paritárias. Cada candidato tem de obter o apoio de 12 subscritores e pode apoiar um mínimo de 50 pessoas.

Este movimento pretende incorporar-se no Partido Livre, fundado por Rui Tavares, ex-deputado europeu do Bloco de Esquerda, para poder apresentar listas candidatas às legislativas, já que os cidadãos independentes não se podem candidatar à Assembleia da República. Essa é a aliás uma das propostas de alteração à lei defendidas pelo Tempo de Avançar. “Esta plataforma tem uma característica especial: junta cidadãos independentes, organizações e o partido Livre. Foi nossa proposta que o Livre fosse o veículo político”, afirmou aos jornalistas Daniel Oliveira, do Fórum Manifesto, assim como Ana Drago. Ambos pertenceram ao Bloco de Esquerda. Daniel Oliveira salienta que um movimento nestes termos nunca foi constituído. “É uma larga maioria de cidadãos sem qualquer filiação partidária”, disse.

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