… ter de aturar tanta bicho careta a falar de Educação e da “qualidade dos professores”. Parece que um tipo dá um pontapé numa pedra e aparecem imensos “especialistas” a dizer que se está mesmo a ver que a prova pacóvia era mesmo necesária, a avaliar pelos erros cometidos.

Ainda há pouco era aquela deputada do PSD que meteram a vice-presidente da Comissão de Educação, que pode ser uma excelente pessoa e amiga dos seus amigos, mas que parece não saber dizer nada de seu, uma palavrinha ou frase que não pareça eco.

Vamos lá a ver umas coisas:

  • As pessoas que foram fazer esta prova nem sequer estão a leccionar ou se estão serão meia dúzia.
  • Mesmo as que passaram têm hipóteses muito remotas de leccionar com regularidade, para além de uns contratos de substituição.
  • Todas têm uma certificação profissional passada por uma instituição reconhecida pelo estado português e em particular pelo MEC.
  • Não faço a ponta de ideia da competência ou certificação especial de quem fez esta prova, de quem elaborou os critérios de correcção e de quem a classificou, porque o Iavé é o reino da opacidade nos seus processos e protagonistas.
  • Esta prova [mas com outro tipo de conteúdos] teria sentido como exame final de um curso de habilitação para a docência ou, em alternativa, para acesso a um concurso para vagas no quadro, nunca como prova desligada de qualquer contexto razoável.
  • Não reconheço a estas criaturas nascidas para a vida pública do carreirismo jotista, que agora aparecem a perorar inanidades, qualquer legitimidade para falarem sobre a qualidade dos professores portugueses.
  • O mesmo se aplica a senadores do jornalismo de sofá e restaurante, que aproveitam toda a oportunidade para debitar preconceitos e exibir uma autoridade nascida do nada ou então de um passado em que contribuíram activamente para o abandalhar do ensino nos seus tempos de revolucionários.
  • E haveria ainda outros etc que não vou desenvolver para não dar demasiada largueza à vontade de desancar o senhor Iavé e a sua arrogâncian inaceitável.

(nada disto serve para justificar a iliteracia, quantas vezes a par da vazia arrogância, de muita gente que gosta de criticar os “velhos”, mas ainda tem muito a aprender com eles…)