Porque não se trata de uma medida reclamada por pais, alunos, professores, pessoal não docente e dirigentes da área da educação; não corresponde a uma verdadeira reforma do modelo de gestão das escolas; e está limitada a um número reduzido de municípios, esta decisão governamental deve ser interpretada no contexto do movimento de redução da administração central do Estado, tanto ao nível das suas competências como ao nível da redução do seu número de funcionários.
(…)
O simples facto de os municípios passarem a gerir todos os recursos financeiros afetos à educação pública de nível não superior na sua área territorial, quer se trate de escolas com contrato de autonomia, quer nos outros casos, importa uma alteração considerável da esfera do poder de decisão em matéria educativa e levará, quer se goste quer não, à politização das escolas.
Nesse sentido, esta proposta de descentralização administrativa rompe com a linha que foi adotada, até agora, de aprofundamento da autonomia dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que, enquanto serviços locais do Ministério da Educação e Ciência, conquistaram um estatuto próprio no panorama da administração pública que, lamentavelmente, é posto em causa com esta “novidade” legislativa.
Janeiro 28, 2015
A Ler
Posted by Paulo Guinote under Autonomia, Educação, Escolas, Legislação, Municipalização[4] Comments
Janeiro 28, 2015 at 10:37 pm
Hum!, se os pilotos em causa soubessem pilotar…
Janeiro 28, 2015 at 10:53 pm
Mas todos sabemos que não sabem !
Janeiro 28, 2015 at 10:55 pm
Boas ideias. Por momentos pensei tratar-se se algum diretor. Afinal não é. Era demasiado…
Janeiro 28, 2015 at 11:02 pm
Mete dó ver os directores já a 4 patas e o incómodo dos municípios face às incipientes manifestações dos professores. Passou a ser proibido pensarem por si mesmos , óviram?