Quarta-feira, 28 de Janeiro, 2015


The Vaccines, Handsome

contrariou os pac(c)óvios. Sem combinações factoriais.

 

 

daqui a pouco igualam-se as cargas

 

Porque não se trata de uma medida reclamada por pais, alunos, professores, pessoal não docente e dirigentes da área da educação; não corresponde a uma verdadeira reforma do modelo de gestão das escolas; e está limitada a um número reduzido de municípios, esta decisão governamental deve ser interpretada no contexto do movimento de redução da administração central do Estado, tanto ao nível das suas competências como ao nível da redução do seu número de funcionários.

(…)

O simples facto de os municípios passarem a gerir todos os recursos financeiros afetos à educação pública de nível não superior na sua área territorial, quer se trate de escolas com contrato de autonomia, quer nos outros casos, importa uma alteração considerável da esfera do poder de decisão em matéria educativa e levará, quer se goste quer não, à politização das escolas.

Nesse sentido, esta proposta de descentralização administrativa rompe com a linha que foi adotada, até agora, de aprofundamento da autonomia dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que, enquanto serviços locais do Ministério da Educação e Ciência, conquistaram um estatuto próprio no panorama da administração pública que, lamentavelmente, é posto em causa com esta “novidade” legislativa.

… ter de aturar tanta bicho careta a falar de Educação e da “qualidade dos professores”. Parece que um tipo dá um pontapé numa pedra e aparecem imensos “especialistas” a dizer que se está mesmo a ver que a prova pacóvia era mesmo necesária, a avaliar pelos erros cometidos.

Ainda há pouco era aquela deputada do PSD que meteram a vice-presidente da Comissão de Educação, que pode ser uma excelente pessoa e amiga dos seus amigos, mas que parece não saber dizer nada de seu, uma palavrinha ou frase que não pareça eco.

Vamos lá a ver umas coisas:

  • As pessoas que foram fazer esta prova nem sequer estão a leccionar ou se estão serão meia dúzia.
  • Mesmo as que passaram têm hipóteses muito remotas de leccionar com regularidade, para além de uns contratos de substituição.
  • Todas têm uma certificação profissional passada por uma instituição reconhecida pelo estado português e em particular pelo MEC.
  • Não faço a ponta de ideia da competência ou certificação especial de quem fez esta prova, de quem elaborou os critérios de correcção e de quem a classificou, porque o Iavé é o reino da opacidade nos seus processos e protagonistas.
  • Esta prova [mas com outro tipo de conteúdos] teria sentido como exame final de um curso de habilitação para a docência ou, em alternativa, para acesso a um concurso para vagas no quadro, nunca como prova desligada de qualquer contexto razoável.
  • Não reconheço a estas criaturas nascidas para a vida pública do carreirismo jotista, que agora aparecem a perorar inanidades, qualquer legitimidade para falarem sobre a qualidade dos professores portugueses.
  • O mesmo se aplica a senadores do jornalismo de sofá e restaurante, que aproveitam toda a oportunidade para debitar preconceitos e exibir uma autoridade nascida do nada ou então de um passado em que contribuíram activamente para o abandalhar do ensino nos seus tempos de revolucionários.
  • E haveria ainda outros etc que não vou desenvolver para não dar demasiada largueza à vontade de desancar o senhor Iavé e a sua arrogâncian inaceitável.

(nada disto serve para justificar a iliteracia, quantas vezes a par da vazia arrogância, de muita gente que gosta de criticar os “velhos”, mas ainda tem muito a aprender com eles…)

… perante a capacidade de sedução e pressão do queirozeze e seus mandantes no MEC.

O problema não está no visto do TdC, está na incopmpetência do MEC e na sua permeabilidade a interesses diversos do público.

O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que é necessário “alterar procedimentos” no que diz respeito aos pagamentos dos contratos aos colégios particulares, atrasados este ano devido à necessidade de um visto prévio do Tribunal de Contas (TdC).

“Temos que alterar procedimentos. Não queremos manter os atrasos”, declarou hoje Nuno Crato perante os deputados da comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, no âmbito de uma audição regular do ministro na Assembleia da República.

Em causa estão os pagamentos relativos aos contratos com os colégios particulares que asseguram funções de ensino público, estando já regularizada a situação das instituições que asseguram o acesso ao ensino especial, faltando ainda pagar as dívidas aos colégios privados de ensino artístico especializado e ensino profissional.

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