A cada dia ficamos mais sem conserto

Começa a ser uma quase certeza que o nosso País, a cada dia que passa, fica mais sem conserto. E, já não chega uns quantos acharem que temos um “qualquer diabólico prazer” de sistematicamente de nós, dizer ma, e amesquinharmo-nos.

Se nos quisermos ir iludindo por mais algum tempo, podemos ver nuns “quaisquer acontecimentos”, uma espécie de potencial melhoria, porém o nosso quotidiano, indica-nos exactamete o contrário.

E, parece que o País só existe desde 2008, e, nada haveria de enaltecido em 800 e tal anos, antes!

Mas, se assim fossem, que não é, nestes últimos 3 anos de apertos consecutivos com a troika – mas sem troika ainda mais grave seria! – , estamos se não pior, na mesma que em 2011. Mas com a simples diferença que é, estarmos muito mais desesperançadas, muito mais desanimados, com muitas mais certezas das fortes incertezas que nos esperam.

Sendo evidente que, insistimos gloriosamente desde o pós-descobrimentos, nos mesmíssimos erros, crassos – de quando em vez somos ricos e gastamos à toa -, continuando colectivamente a fazer tudo por tudo para ocultarmos o passado, a história e a memória, parecendo que esta situação aconteceu, sabe-se lá porquê, mas claro, nunca culpa nossa, e unicamente no final da primeira década desde século XXI.

Se não quisermos recapitular a História, se insistirmos em só ter “a” memória televisiva” do que aconteceu ontem, vamos piorando mais e mais. Se continuarmos a repetir alegremente os erros consistentes, com centenas de anos, não tenhamos dúvidas que consequentemente vamos voltar a mais um grande trambolhão.

E, podemos arranjar culpados por todo o lado, desde a Europa aos EUA, passando pela Chima, se nos der jeito, enquanto não mudarmos à séria, cá dentro, todos, todos vamos colapsar de certeza.

Augusto Küttner

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