It’s become almost conventional wisdom that throwing more money at public education doesn’t produce results. But what if conventional wisdom is wrong?
E a verdade é que a narrativa acerca do “não despejar dinheiro na Educação” atingiu tal dominância que até quem discorda se sente quase mal em defender que o investimento na Educação tem retorno, desde que seja devidamente canalizado (diz.se “alocado”) e não apenas gasto em becos sem saída como o Magalhães.
Janeiro 25, 2015 at 4:34 pm
No tempo (que parece cada vez mais longínquo, como sugere o próprio texto…) em que se falava de desenvolvimento sustentável e não de simples “crescimento económico” – ainda por cima, crescentemente quimérico por assentar em variáveis inconsistentes e especulativas -, era do senso comum perceber que o investimento na Educação significava investir reprodutivamente no futuro.
Mas, entretanto, a nossa oligarquia económico-financeira, encavalitada nos governos do Centrão, foi insuflando graças às apostas – de todo desastrosa, se tivermos em primeira conta o interesse e o futuro do país – no cimento, no alcatrão, no arrivismo tecnológico, nas aplicações financeiras “de casino”, etc., etc., conduzindo-nos a o estado em que estamos, quase arruinados e ainda mais dependentes.
Num país como o nosso, sem grandes recursos naturais (pelo menos aquele mais facilmente rentáveis, como os combustíveis fósseis), que melhor investimento se pode fazer do que na qualificação – a todos os níveis, desde logo nos culturais – recursos humanos? Aliás, mesmo os nossos melhores recursos naturais – como a nossa vasta plataforma marítima – não são devidamente aproveitados precisamente por nos faltar massa crítica adequada.
Janeiro 25, 2015 at 4:57 pm
Já se apostou muito na educação e não houve sinais de isso dar grandes resultados. Os países que investem na exigência, esses sim …
Janeiro 25, 2015 at 5:05 pm
Educação exigente: fica melhor assim?…
Janeiro 25, 2015 at 5:16 pm
Mas há petróleo. Não há é interesse em explora-lo…Os países do sul servem para ser explorados pelos do norte numa lógica de escravatura branca.
Antigamente exportávamos massa muscular, agora estamos a exportar massa cinzenta. Ou seja, quem manda ganha com o mercado da escravatura.
Reparem: quem são os professores que estão no quadro hoje em dia? São os mesmos que foram sujeitos a uma grande seleção para entrar na Universidade. São os melhores de toda uma geração. Podem estar cansados mas têm muita massa cinzenta. Formam alunos com qualidade. Esses alunos vão para o Superior e depois partem para o estrangeiro.
Janeiro 25, 2015 at 6:32 pm
Atirar dinheiro, por si só, não resolve os problemas.
Mas achar que os problemas da educação se resolvem com menos dinheiro é a receita certa para o descalabro.