Adoro sempre que a Confap e a Fenprof se reúnem e afirmam estar de acordo, quando depois se sabe que nada de concreto e efectivo sai dali. Não é a primeira vez, não é a quinta, não é a décima nos últimos anos em que encontramos a enunciação de preocupações similares, a que se seguem práticas completamente divergentes.
Já agora, uma coisa… o que é que o representante da Confap entende por maus resultados? Subida nos testes internacionais no desempenho dos alunos portugueses ao longo das últimas décadas? E uma subida que, quando se fazem comparações internacionais e se retiram os truques estatísticos eleitoralistas, é das mais elevadas e constantes?
Sobre a cristalização, eu teria uma ou duas coisas a dizer sobre a forma como algum associativismo parental me parece ter entrincheirado mais do que cristalizado.
Quanto ao evento para falar ao ministro da tutela (a Confap adora estas coisas em que se possam fazer seduções ao poder), não se percebe se é aquele que está de saída e nem sequer compareceu a um debate promovido pelo Conselho de Escolas sobre a municipalização e quero quase apostar que dificilmente aparecerá no do Conselho Nacional de Educação ou só irá se for quase obrigado, pois detesta ter de ouvir coisas desalinhadas.
Janeiro 25, 2015 at 3:29 pm
Independentemente de quem o diz (como sempre só me interessa o que é dito), que o sistema está cristalizado lá isso está.
E muito.
E há muito.
E eu digo ao que me refiro:
– currículos;
– metodologias;
– avaliação;
– formação de professores…
E estou sempre disponível (e disposto) para explicar e fundamentar…
Janeiro 25, 2015 at 4:04 pm
Eventos, inventos, inconseguimentos…
Cada actor/parceiro institucional desenha as suas coreografias para manter o estandarte ao vento e ir lembrando que ainda tem as posições no terreno, que gosta de ir marcando ritualmente (mormente a Fenprof).
Quanto ao problema dos “maus resultados”, ó Confapezinha, ainda muito bons são eles para os “ovos” que o MEC põe à disposição das escolas e dos professores, para a falta de educação com que os alunos chegam às aulas por os pais não terem vagar ou pachorra para isso lá em casa…
E, já sabermos, se os “resultados” – não interessa lá muito como… – fossem melhorzitos, a preocupação voltaria aos níveis do costume: os zecos que vão aguentando o barco…
Para finalizar, a única coisa para que se deve convidar NC será para se dirigir para a porta da rua.
Janeiro 25, 2015 at 4:07 pm
#1
Poupa-nos, ó educador da classe docente (volta, Arnaldo Matos, que estás perdoado!).
Janeiro 25, 2015 at 6:12 pm
Não sabia que o ministro estava “de saída”.
Já constava há muito tempo que vontade não lhe falta, mas a verdade é que até para cruzar de vez a porta para a rua é preciso, já nem direi especial coragem, mas, no mínimo, iniciativa própria.
Ora a triste figura que temos no MEC é a mesma que, confrontada com a ordem do PM – o sr. ministro fica até ao fim! – resolveu não o contrariar.
Portanto, temos um responsável pela política educativa do actual desgoverno – se não o confrontamos a ele, responsabilizamos quem?
Janeiro 25, 2015 at 6:25 pm
Novo paradigma na UE ?
O partido Syriza venceu as eleições legislativas realizadas na Grécia, contudo não conseguiu alcançar a maioria absoluta.
As projeções indicam que o partido deverá conseguir entre 35,5 e 39,5 por cento dos votos
Janeiro 25, 2015 at 9:20 pm
“um grande evento que falasse ao ministro”? Os grandes eventos falam? Um concerto? Uma manif como a dos palermas à choça do 44? Uma marcha popular? Um concerto com os GNR a canta “Liga a cadeira eléttrica/ Sente a energia.” (Alinho)