Domingo, 25 de Janeiro, 2015


Leonard Cohen, First We Take Manhattan… 🙂

Pela Eleição dos Representantes dos Pais no Agrupamento de Escolas de Monção

É sempre bom ver os países a seguirem os seus bons pergaminhos históricos.

Já outra coisa é ver os flik-flaks de alguns comentadores televisivos e jornalistas que de jornalistas parecem ter muito pouco, pois preferem a enxurrada opinativa à análise dos factos. e ainda há aqueles que agora fazem por esquecer que antes colaboraram de forma bem activa, embora à sua minúscula escala, no esforço para evitar este desfecho.

A evolução dos resultados pode ser seguida aqui.

Só se espera que isto não seja do género mudança à Hollande.

(agora é interessante ver que o Syriza chega ao poder através de um movimento de agregação e não de fragmentação da extrema esquerda… ou de encostanço ao PS de lá)

Hoje, em Évora.

Adoro sempre que a Confap e a Fenprof se reúnem e afirmam estar de acordo, quando depois se sabe que nada de concreto e efectivo sai dali. Não é a primeira vez, não é a quinta, não é a décima nos últimos anos em que encontramos a enunciação de preocupações similares, a que se seguem práticas completamente divergentes.

Os representantes das Associações de Pais criticaram o “estado cristalizado” nos procedimentos e metodologias do sistema educativo que deve ser repensado perante os sucessivos maus resultados.

E se a Fenprof adiantou que, este ano letivo, quer “fazer uma marcha em defesa da escola pública que una professores, estudantes e pais numa só voz a dizer que a educação tem uma importância muito grande”, já a Confap defendeu que, “em vez de pensar numa marcha ou manifestação ou greve”, os profissionais de educação deveriam “convidar toda a comunidade para um debate”, num “grande evento que falasse ao ministro” da tutela.

Já agora, uma coisa… o que é que o representante da Confap entende por maus resultados? Subida nos testes internacionais no desempenho dos alunos portugueses ao longo das últimas décadas? E uma subida que, quando se fazem comparações internacionais e se retiram os truques estatísticos eleitoralistas, é das mais elevadas e constantes?

Sobre a cristalização, eu teria uma ou duas coisas a dizer sobre a forma como algum associativismo parental me parece ter entrincheirado mais do que cristalizado.

Quanto ao evento para falar ao ministro da tutela (a Confap adora estas coisas em que se possam fazer seduções ao poder), não se percebe se é aquele que está de saída e nem sequer compareceu a um debate promovido pelo Conselho de Escolas sobre a municipalização e quero quase apostar que dificilmente aparecerá no do Conselho Nacional de Educação ou só irá se for quase obrigado, pois detesta ter de ouvir coisas desalinhadas.

 

Acabei de proceder às formalidades relativas à renovação aos 50 anos e tudo não passa de uma palhaçada completa, destinada apenas a sacar 30 euros à malta, mais o que custar o atestado (e algo haveria a dizer sobre esse negócio paralelo, mas fiquemo-nos por aqui).

Os desgovernantes sucedem-se (nesse aspecto a afinidade é total) em estratagemas para aumentar o esbulho em impostos e taxas, por tudo e nada. Se um tipo tirar a carta aos 28 anos, precisa de a renovar aos 30?

Ide…

Renovação da carta obrigatória aos 30 e 40 anos para ligeiros

Isto é como a inspecção periódica dos automóveis… há quem seja chateado por minudências e quem é que de nós não vê, numa base diárias, veículos a cair de podre, a largar mais fumo que a chaminé de uma fábrica daquelas antigas, a andar pelas estradas sem chatices? Basta serem levados pelas pessoas certas aos locais certos.

Tudo isto não passa, na sua larga maioria dos casos, de meros truques para sacar dinheiro de forma “legal”.

Página seguinte »