Necessidade de mais participação activa e efectiva

Estando todos certos de que as forças partidárias existentes, e as que se posicionam para aparecer, não conseguem aglutinar a sociedade civil, esta, tem que ser voluntariamente, mais participativa e activa.

Já chega de dizer mal dos partidos e movimentos e de tudo o que em torno dos mesmos acontece, e, ficar à espera que tudo mude por artes mágicas. Como é evidente, não vai mudar.

Em todo o País, mas essencialmente nos maiores centros urbanos, periodicamente são organizadas Conferencias – não por, e para partidos – sobre os mais diferenciados temas, que a todos nos interessam, e deveriam importar. Sendo que, não poucas vezes a assistência é escassa, e noutras se verifica uma repetição, por vezes exaustiva, de oradores. Mesmo que sem sombra de dúvida, de qualidade.

Como é evidente, se todos estivessem interessados em participar, em assistir e em vez disso ficarem em casa, por estar chuva, ou frio, ou calor, ou a ver “qualquer coisa” nas televisões, tudo deixaria de “fica na mesma”. E continua-se de tudo a dizer mal, mas a deixar que tudo na mesma continue!

Se não houver cada vez mais presença dos cidadãos em tudo o que lhes diz respeito, e tantas destas conferências e reuniões, são a custo zero ou a muito baixo custo, nada muda e fica na mão dos que achamos deverem que mudar.

Hoje, estagnar é ficar cada vez pior. Hoje, não se fazer estar presente em todos ou pelo menos em alguns destes eventos, e ficar-se pelas comodidade e até anonimato de redes sociais, e não poucas vezes de forma insultuosa, é não querer de facto e efectivamente participar na resolução do bem colectivo, na procura de um tempo melhor. Pelo menos não prespectivando, para ainda pior.

Cabe a todos estar no que lhes interessa presente sentir-se, ouvindo, sabendo, apreendendo propondo alterações, sugerindo novas vias fundamentadas para alterar o que todos sabemos, estar mal.

Claro que para sugerir, para participar, para mudar convirá para além de “estar” – sabendo estar, sem estar à conversa com no vizinho do lado ou a falar ao telemóvel – fazendo-o fundamentadamente, com bases minimamente credíveis, e não tendo que ter muitos títulos académicos ou outros antes do nome, mas sendo indispensável saber ouvir, saber ler, e querer ajudar educadamente a mudar, mudar. Enquanto é tempo!

A. Küttner de Magalhães

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