Quinta-feira, 22 de Janeiro, 2015


The Black Crowes, Remedy

Resolução5

Resolução do Conselho de Ministros n.º 5/2015 – Diário da República n.º 15/2015, Série I de 2015-01-22, da Presidência do Conselho de Ministros
Determina a criação de uma equipa técnica visando o estudo de um modelo de governação transversal ao subsistema da Direção-Geral de Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública, ao subsistema de saúde dos militares das Forças Armadas, ao subsistema de assistência na doença da Guarda Nacional Republicana, e ao subsistema de assistência na doença da Polícia de Segurança Pública

O cruzamento com a política deu-se pela primeira vez em 1991, quando integrou como espião a campanha de Cavaco Silva. Na década de 90 passou pelo gabinete de Mário Pinto, militante histórico do PSD e então ministro da República para os Açores. Na década seguinte voltou a sair do SIS para apoiar Carrilho. Voltaria aos Serviços de Informações para trabalhar por um curto período no gabinete de Rui Pereira, e voltaria a abandonar as secretas, anos depois, pela mão de José Sócrates, que lhe daria os cargos de maior relevância política. Almeida Ribeiro começou por trabalhar na sombra, como estratego político e um dos homens que faziam os discursos do ex-primeiro-ministro – é conhecido como o homem dos sound bites –, acabando por ser promovido a secretário de Estado adjunto já no segundo governo de Sócrates.

Com a derrota eleitoral do ex-primeiro-ministro, em Junho de 2011, Almeida Ribeiro estava de volta às secretas: desta vez pediu transferência do SIS para o SIED. Mas a passagem pela secreta externa foi curta. Foi requisitado pelo ISCTE em 2012, onde ainda hoje é professor na IPSS-IUL, a escola virada para as políticas públicas. É primo de Luís Antero Reto, reitor do ISCTE-IUL. Ambos são membros da mesma loja maçónica: a Universalis, considerada a mais poderosa do Grande Oriente Lusitano (GOL).

Colocação de professores poderá voltar a ser gerida por directores

Ministério da Educação e Ciência está a contactar directores e sindicatos para evitar repetição dos “erros dramáticos” registados no ano passado.

Mas vamos lá a ver uma coisa… afinal, existiram erros dramáticos?

Greek Polls Give Radical Syriza Party A Solid Lead Before Sunday’s Election

… a forma como alguns críticos irrevogáveis da intervenção do BCE na compra da dívida pública em 2010 ou 2011 se tornaram apoiantes dessa mesma medida por estes dias.

 

Caros colegas
 
      A notícia-artigo do “Público” de  dia 18 , vem publicamente chamar a atenção — parece-nos que pela primeira vez para fora do círculo fechado do nosso quotidiano profissional — para uma das grandes fragilidades deste processo de Avaliação Externa que a IGEC tem vindo a prosseguir: a absurda inexistência da observação de aulas, particularmente no vector da docência. Esta denúncia, porque disso se trata, vem agora a público pela primeira vez — mas o nosso sindicato, desde o início do processo e por diversas vezes, tem vindo a alertar para essa grave lacuna, que, com outras, inquina em grande medida a validade desta avaliação. Acresce que, neste quadro, estamos confrontados com um verdadeiro retrocesso no trabalho da IGEC, uma vez que a observação de aulas constava dos procedimentos e do guião do anterior Programa de Avaliação Integrada das Escolas, da IGE, tendo sido muito bem recebida pelos Professores — pelo que o seu desaparecimento na Avaliação Externa, desaparecimento que ninguém cientificamente defende, só se entende (…) à luz da imposição aos Inspectores de uma lufa-lufa obreirista, ao serviço de estatísticas meramente quantitativistas. Era e é óbvio para toda a gente, gente sensata e conhecedora desta realidade, que a observação de aulas constitui uma vertente indispensável de qualquer avaliação externa, mas, defensável no plano qualitativo, apresentava e apresenta um óbice quantitativo, orçamental e financeiro (a qualidade bem poderia ser deixada no armário!) — ocupava mais tempo, ocupava mais Inspectores, custava mais dinheiro. E era fundamental cobrir muitas muitas muitas escolas…
 
     Esta notícia do “Público” em nada altera a nossa posição sobre esta matéria. Nem sequer nos sentimos reforçados com o facto de Portugal estar na companhia de apenas outros dois países. Poderíamos até estar sozinhos — e estar a fazer bem; poderíamos até integrar uma maioria esmagadora — e estar a fazer mal. Aliás, os ventos que de há uns tempos para cá nos sopram da “Europa” são frequentemente pouco recomendáveis, e a educação não foge à regra. A virtude da notícia do “Público” reside em chamar a atenção para o absurdo da não-observação de aulas — e é irrelevante o saber de há ou não outros países nessa circunstância.
 
     Saudações sindicais!
 
     Pel’A Direcção do SIEE
 
     José Calçada
 
     (Presidente)

Página seguinte »