Local Natives, Wide Eyes
Janeiro 21, 2015
Local Natives, Wide Eyes
Janeiro 21, 2015
Se eu me colocar para os fundos que virão em barris – ficar-me-á mais caro do que simplesmente plantar mais cinco mil amendoeiras aonde eu quero e sei. E não terei idiotas a verificar papéis!
Não promovo o desemprego, os pobres dos idiotas invejarão eu enriquecer fora do trabalho deles.
Janeiro 21, 2015
… há incidentes que são meros pretextos para justificar pretensões destinadas a tornear todo e qualquer controle sobre os movimentos financeiros do MEC para os queirozes&muñozes.
Ainda não percebi bem se isto é apenas aproveitamento daqueles e azelhice do MEC ou se é algo mais… sei lá… esquisito.
Ensino particular quer ser liberto da obrigação de ter vistos do TdC
Vai link para quem não tiver esgotado os artigos gratuitos.
Janeiro 21, 2015
A estratégia do actual desgoverno é já bastante clara, até porque se as eleições estiverem lixadas não haverá mais tempo para fazer a obra.
A ideia é vingar o PREC, tirar completo desforço de todos aqueles que se considera terem sido beneficiados ali por meados dos anos 70 e em alguns momentos posteriores e reconduzir Portugal a uma situação de penúria ou pelintrice a fazer lembrar os tempos saudosos em que só alguns podiam gabar-se de ser “algo” e em que eram ainda mais fácil distinguirem-se da arraia-miúda.
Em termos de serviços públicos começa a verificar-se uma degradação assinalável em virtude do desinvestimento financeiro, da não actualização de alguns meios técnicos (excepto no caso do fisco) e da activa hostilização dos meios humanos para que se afastem ou aceitem a precarização e proletarização sem grandes protestos.
Se sempre foi esse o plano e apenas andámos algum tempo enganados?
É possível (há malta que tanto grita fogo que, de quando em vez até acerta), mas também é possível que a coisa se tenha descontrolado com um excesso de hubris do séquito de Passos Coelho, daquele relvettes e borginhos muito liberais que querem um Estado magro desde que lhes paguem para serem gestores públicos e poderem desmembrar e privatizar as empresas que poderiam ser lucrativas no sector público ou desde que os contratem como consultores de coisa nenhuma.
Já assistimos a isto na Inglaterra dos anos 80 com a mamã espiritual destes rodriguinhos e insurgentes afins de economia de algibeira, a firme e hirta Margareta. Recuperar daqueles danos foi complicado e nunca foi conseguido por completo. E por cá é o que se pretende.
Com um PS entalado entre o complexo de ser “responsável” e a deriva socrática, que tarda em apresentar alternativas ou em ir além da crítica contra aquilo que iniciou, o país precisaria de uma “terceira via”, de uma alternativa à esquerda, que não fosse aprisionada pelos egos imensos de gente que precisa ser vizir em lugar de qualquer vizir e ter uma plataforma ou movimento em que esteja na fila da frente, fazendo lembrar uma velha passagem de A Vida de Brian.
Mas voltemos ao início… o anti-PREC acelerou muito para além de qualquer troika e este ano de 2015 – apesar de todas as cortinas de fumo da propaganda – será o ano da demolição do que foi sendo construído durante as últimas décadas e está a ser feito de um modo que pretende ser mais ou menos irreversível.
Os danos na Segurança Social, no funcionamento da Educação e da Saúde já são bem evidentes, mas o pior, mesmo o pior, ainda está reservado para este ano, com a cumplicidade de grande parte de um poder local que acede a tudo em troca de um envelope financeiro.
Para quem possa achar que o pior já passou, eu diria que o pior está ainda para vir, porque há menos de nove meses para concluir o que terá sido pensado para dois mandatos.
Janeiro 21, 2015
Ministra da Finanças reconhece que pode haver 12 mil despedimentos na função pública
O despudor instalou-se e a estratégia é a ado não retorno, a de procurar fazer coisas de tal modo que não possam ser revertidas com facilidade, muito menos por um PS “responsável”, de acordo com o vocabulário agora muito em voga.
A consequência disto é contratualizar serviços com os privados ou fazer como com as lojas do cidadão, entregá-las aos CTT depois de privatizados, o que não deixa de ser estranho.
Se é mais barato?
É capaz de ser, mas ainda seria mais se transformassem tudo em marca branca nos supermercados à maneira da RDA.
Janeiro 21, 2015
Janeiro 21, 2015
Divulgação com a devida autorização
Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo. Este blogue discorda ortograficamente. Contacto: guinote@gmail.com
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