Imaginemos que dona Felismina da Purificação Sarzedas deixava na sala uma carteira repleta de notas de 50 euros (se fosse uma Frau seriam de 500), fechando a dita sala à chave apenas com o senhor Salcedo Benevides Mão Leve lá dentro e as janelas devidamente trancadas.

Ao voltar, encontra a carteira limpinha, limpinha, enquanto o Salcedo se escapa pela porta.

Não tendo apanhado o dito cujo em flagrante, com duas testemunhas com depoimento assinado em papel selado e lambido, Salcedo poderá sempre dizer que tudo é circunstancial e que a gravação do acto do surripianço colhido por uma câmara oculta não é admissível, pois a sua imagem foi registada sem disso ter conhecimento e a tal ter dado consentimento.