… a completa vergonha que se está a passar nas urgências dos nossos hospitais e no sector da Saúde, mais em geral?
Tenho procurado não comentar isto, porque é demasiado sensível e porque – sinceramente – esperava que alguma coisa mudasse após as primeiras ocorrências fatais.
Será que já atingimos este nível de desprezo pela saúde e vida/morte alheias?
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Janeiro 18, 2015 at 9:52 pm
A resposta à tua pergunta faz-se como uma outra pergunta: Como se contabiliza uma morte numa das folhas de Excel dos economeses da treta?
Janeiro 18, 2015 at 9:58 pm
O colapso dos serviços públicos…
Janeiro 18, 2015 at 10:20 pm
Quantos mais morrem melhor, segundo a mentalidade dos que decidem. Morrendo não terão mais peso na despesa com reforma nem com médicos. Assim é só somar! Isto até convém, porque se há de mudar a situação? São doidos ou quê?
Janeiro 18, 2015 at 10:26 pm
No Interior o desprezo pelos doentes, especialmente se forem velhos há muitos anos que é uma realidade. Só agora a mentalidade dos que exercem na saúde começa a mudar. Este governo é reacionário em relação a esta mentalidade.
Janeiro 18, 2015 at 10:27 pm
“Será que já atingimos este nível de desprezo pela saúde e vida/morte alheias?”
Há muito. Quanto mais reformados morrerem, melhor. Menos despesa.
É assim que os ” economeses da treta” (parafraseando #1) pensam.
Ou já esqueceram esta sra?
Polémica
Insuficientes renais querem desculpas de Ferreira Leite
por Lusa11 janeiro 201285 comentários
I
A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais exigiu hoje um pedido de desculpas à ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, que sugeriu que idosos que tenham meios paguem os tratamentos de hemodiálise.
“Atualmente temos dez mil doentes em hemodiálise cuja idade média é 68 anos. A doença renal atinge mais as pessoas com baixos e médios rendimentos…não vemos milionários a fazer diálise. Esta senhora não tem informação para dizer uma coisa destas”, afirmou Carlos Silva em declarações à Agência Lusa.
A APIR “exige um pedido de desculpas” à ex-ministra e líder social-democrata, que “devia preocupar-se com quem são os donos das clínicas [onde se faz hemodiálise], porque é que está tudo no privado e porque é que o Estado não mete a hemodiálise nos hospitais públicos”, acrescentou.
“Além dos tratamentos, as pessoas precisam de pagar transporte, medicamentos e hospitalizações. Não temos culpa que um tratamento que temos que fazer dia sim, dia não, que implica estarmos ligados a uma máquina, custe tanto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, frisou.
(…)
Ler mais:http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2234888&page=-1
Janeiro 18, 2015 at 10:35 pm
É a nova fase segundo Passos Coelho..deitar fora o lastro..velhos deficientes…poupar na segurança social..
Janeiro 18, 2015 at 10:37 pm
E andavam por aí a dizer que o Ministro da Saúde era, apesar de tudo, um bom ministro… Um assassino, como os outros.
Janeiro 18, 2015 at 10:43 pm
Se vocês soubessem como estão a funcionar os Hospitais. Os médicos e enfermeiros andam todos rebentados, falta meios…
João Carlos Silveira
Peço desculpa pelo que vou dizer mas ESTOU MUITO REVOLTADO!
A minha mãe acaba de falecer há uma hora e meia, no Hospital Garcia d’Orta e, depois de ter dado entrada cerca das 11:00 horas da manhã, só foi vista cerca das 20:15 horas, depois de inclusive eu ter participado de um Médico, para mim indigno da profissão que diz que professa e, depois de muitas outras peripécias na Urgência deste Hospital!
Independentemente de todas as queixas que possa ter, de muitos “profissionais” que trabalham nesta Urgência, o culpado maior da morte da minha mãe é filho da outra senhora, que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho e o gang dos seus lacaios!
Eu hoje vi de tudo naquela urgência… A título só de exemplo, há hora de almoço, as Voluntárias que davam sopa aos doentes em espera a certo ponto deixaram de dar, inclusive à minha mãe, porque já não tinham mais tijelas de plástico para servir sopa… Portanto, quando se acabaram as tijelas, acabou-se a sopa…
Independentemente de todas as queixas que possa ter, de muitos “profissionais” que trabalham nesta Urgência, a verdade é que são muito poucos para atenderem tanto doente… O Serviço de Saúde está uma miséria e, o nosso querido filho daquela senhora Coelho, cada vez vive melhor!
Não há profissionais suficientes, não há material suficiente, não há camas suficientes, não há macas suficientes (um dos Bombeiros que levou a minha mãe esta manhã, ao chegar e ao mudar a minha mãe da maca da ambulância para outra maca, confessa-me que a outra maca também é dos Bombeiros de Cacilhas, que já lá tem algumas há vários meses, pois o HGO não tem macas suficientes…)
Como é possível que um conhecido que trabalha no HGO, cerca das 22:00 horas ao tentar saber no sistema informático como estava o processo da minha mãe, tenha dado com a informação que a minha mãe tinha tido alta à revelia do parecer do Médico, por vontade própria, com ela deitada numa maca, nos corredores da Urgência ligada ao oxigénio????
Como é possível que cerca das 00:00 horas, ao voltar para junto da maca, vindo da Sala de Espera (de estar a falar com o meu sobrinho) tenha dado com ela com dificuldades respiratórias e, a senhora do lado me ter dito que já tinha chamada a atenção das Enfermeiras para isso e, que uma tinha ido lá abrir mais a pressão do Oxigénio, eu olho para o Manómetro da Botija e, o mesmo estava a ZEROS e ninguém via que a botija já não tinha oxigénio nenhum!!!
Estou revoltado, por tudo aquilo que passei, assisti e vivi hoje no HGO!!!
Como á possível que, a Médica que atendia a minha mãe, cerca da meia noite, à 1:30 horas da manhã me dissesse:
– Olhe, a sua mãe não está bem para ir para casa mas, também não a posso internar, pois não tenho camas disponíveis… Assim, vai ter que ir ficando por aqui…
Isto não é possível a não ser num país de terceiro Mundo, ou num país governado por verdadeiros gatunos, que não têm compaixão por quem está a sofrer, por quem tem (fazia dia 10 de Fevereiro) 90 anos, por quem precisa de ser atendido quando chega ao Hospital, por isso vai a uma Urgência, e não mais de 8 horas depois…
É UMA VERGONHA!
16/1 · Editado
(…)
Ler mais:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203158973481244&set=a.1195788340915.2027884.1414670043&type=1&theater
Janeiro 18, 2015 at 10:46 pm
Terça-feira, 06 de Janeiro de 2015
…
Há mortes por falta de assistência médica em tempo útil. Isto até poderia ser uma noticia de um qualquer país africano, mas não. Acontece em Portugal com a maior parte das urgências dos hospitais em plena rotura. E pasme-se ! O sr ministro da saúde não toma medidas, não assume responsabilidades. Brinca-se com a vida humana assim desta forma em Portugal. Já tinha acontecido na educação, na justiça. Agora acontece na saúde só que a diferênça aqui é que o preço desta rotura é a Morte e pelos vistos o sr ministro continua com a consciência em paz.
Ler mais:http://alertamadrugada.blogs.sapo.pt/15291.html
Janeiro 18, 2015 at 10:46 pm
Gente jovem e séria.
Janeiro 18, 2015 at 10:53 pm
“(…)Portugal é um país da Europa ou do Corno de África?…”
Ler mais:http://russomanias.blogs.sapo.pt/uma-indescritivel-vergonha-chamada-27382
Tenho de responder?
Janeiro 18, 2015 at 10:58 pm
Bastonário dos Médicos
Falhas nas urgências. “Só não foram noticiadas mais mortes porque as famílias, provavelmente, não se aperceberam”
Bastonário da Ordem dos Médicos afirma que as falhas nas urgências dos hospitais públicos poderão ter provocado mais mortes do que as duas noticiadas. A falta de recursos e os cortes impostos pelo Governo são algumas das explicações referidas por José Manuel Silva.
71
Carlos Abreu e Vera Lúcia Arreigoso |
17:20 Segunda feira, 5 de janeiro de 2015
(…)
Ler mais:http://expresso.sapo.pt/falhas-nas-urgencias-so-nao-foram-noticiadas-mais-mortes-porque-as-familias-provavelmente-nao-se-aperceberam=f904914
Janeiro 18, 2015 at 11:12 pm
A saúde em Portugal está ao serviço dos médicos (sobretudo se especialistas) e dos ricos. Mas toda a gente finge que não sabe.
Janeiro 18, 2015 at 11:13 pm
Profecias auto-realizadas do neoliberalismo.
Janeiro 18, 2015 at 11:45 pm
https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&ik=454f260bcd&view=fimg&th=14afac53582aaecf&attid=0.1&disp=inline&realattid=1cbe674d94600d76_0.1&safe=1&attbid=ANGjdJ98fPFAkv83KNlHbCt0VovBrtLRPw3xOVlI6BqEmhxK9WkN8SNDstVRdlEf2BOIwGyuI7cRaNBwLSIFoIdXrAAAfHUzr4eP04Sl-KA39ZXdckuTeXbNL1dWLMc&ats=1421624550678&rm=14afac53582aaecf&zw&sz=w1338-h502
Janeiro 18, 2015 at 11:57 pm
Mas é so a saúde que esta sem meios e sem gente?
E a Educação? E a Seg. Social? E a Justiça? E a Policia?
Nao se esqueçam em Outubro de continuar a não colocar os pés nas urnas dizendo que é tudo igual…
Janeiro 18, 2015 at 11:59 pm
Sondagem. PSD e CDS aproximam-se do PS
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/sondagem-psd-e-cds-aproximam-se-do-ps=f906582#ixzz3PDkExz3O
Janeiro 19, 2015 at 12:31 am
Pode haver empolamento da comunicação social, pois morre-se em qualquer lado, mesmo dentro de um hospital.
Há meia dúzia de anos estive internado com uma crise de vesícula.
Por volta da 1 da manhã, chegou numa maca um doente. Como não havia lugar na enfermaria, ficou no corredor.
O homem gritou toda a noite. Dizia «acudam-me», «Dêem-me uma pinha de água». Ninguém dormiu durante meia dúzia de horas. Ninguém lhe acudiu. Mas não faltavam risadas e galhofadas no gabinete das enfermeiras. Como internado várias vezes em diferentes hospitais, fiquei com a ideia de que as noites da juventude da enfermagem, são noites de diversão: riem e conversam mais do que trabalham. Parecem alegres noitadas…
Quem já tenha estado internado, sabe que há sempre quem grite de noite: pela mãezinha, pela mulher, por nossa senhora. O pessoal de enfermagem, de tão habituado, já não liga. Acha que não é nada.
De manhã quando acordei, o infeliz estava todo coberto por um lençol…
—-
Tudo isto era previsível. Os médicos a partir de certa idade estão dispensados de fazer urgências. Muitos médicos têm-se reformado. Entraram alguns novos, mas a Medicina, como o Direito, é sobretudo uma praxis. Não se aprende em sebentas. E pôr caloiros nas urgências é quase o mesmo que não pôr lá nada.
Há vários anos que se discute criar uma especialidade de urgências. Discute-se, discute-se e não se faz. Parece que há interesses contrários…
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O País vai regredindo… em todos os sectores…
Janeiro 19, 2015 at 12:45 am
É ir em procissão a Évora.
Janeiro 19, 2015 at 9:34 am
A austeridade mata.
E o neoliberalismo, tal como o nazismo ou o estalinismo, tem as mãos cobertas de sangue.
Em Portugal, e para já, é apenas a versão soft da coisa, que vai apanhando apenas os mais azarados ou desvalidos.
Insista-se na receita e logo se verá o que aí vem…
Janeiro 19, 2015 at 10:49 am
SÓ EXISTE LUGAR AOS FORTES OS OUTROS A LEI DA MORTE OS VAI LIBERTANDO..
Janeiro 19, 2015 at 11:10 am
A técnica é sempre a mesma: desvalorizar e transformar toda a força de trabalho em precariado.
Médicos, professores, juízes, advogados, pilotos de avião, maquinistas, etc. As classes que ainda detinham alguma identidade e poder de negociação estão a ser reduzidos a nada pelo rolo compressor do poder do Estado.
Quem não percebe isto não entende o que se passa na realidade. O PS, tal como o PSD, CDS, BE, PCP ou outra qualquer organização que aposte no Estado para gerir os interesses do Capital e/ou aumentar o poder repressivo, reduzirá o trabalho à insignificância da escravatura pseudo livre.
Basta recordar o que o PCP fez na TAP e nos Correios no tempo do gonçalvismo para se ver que os partidos tradicionais são todos iguais: os trabalhadores devem submeter-se à vontade do Estado e não provocar prejuízos à “Nação” (leia-se, o poder instalado).
Só um boicote activo às eleições poderá provocar uma mudança. O resto é mais do mesmo.
Janeiro 19, 2015 at 11:13 am
Há três anos atrás o meu pai sofreu um AVC ,esperou horas e horas…..e eu sempre a dizer que ele era um doente de alto risco !!! Ninguém quis saber ,nem sequer há um ficheiro com todo o histórico do doente ou se existe ,os médicos não consultam . O meu pai voltou para casa com Ben-Uron ,o médico disse que era uma virose……enfim ,por não ter sido tratado a tempo e por não me terem ouvido o meu pai ficou incapacitado.
Em dezembro ,estive com ele nas urgências do Sto António durante 17 horas, sim 17 !!!! O mais grave é que ao fim de 17 horas num corredor ,sem qualquer assistência acabei por assinar o termo de responsabilidade e levei-o para um hospital privado Tivemos que pagar muito ,eu e os meus irmãos mas não podíamos deixar o meu pai morrer ali !!! Este país é uma vergonha ,é para isto que pagamos tantos impostos ????
Janeiro 19, 2015 at 11:19 am
é verdade que agora só se vê médicos muito jovens nas urgências.Estes entraram com médias de 19 em Medicina mas muitos não demonstram qualquer interesse pelos doentes ,nenhuma compaixão , é assustador ! Têm muito pouca experiência e realmente não há nas urgências médicos mais velhos para aconselhar os mais .Além disso nota-se que estes não sabem trabalhar em equipa.
Janeiro 19, 2015 at 11:20 am
« para aconselhar os mais jovens »
Janeiro 19, 2015 at 5:12 pm
Ouvido recentemente a um médico: a maior parte dos outros médicos com quem ele lida só falam de uma coisa que é dinheiro. Há muitos médicos que, entre trabalhos e tachos no privado e no público, respectivamente, não fazem a coisa por menos de trinta mil euros por mês.
Janeiro 19, 2015 at 6:56 pm
No seguimento do que escrevi em #20, aproveito uma notícia do Público de hoje para ilustrar um pouco do que será a fase seguinte da política austeritária na saúde. Se os deixarmos, que vontade não lhes falta…
“Aqui passam pessoas que não têm seguro de saúde ou segurança social – na Grécia há um sistema misto entre o serviço de saúde público e seguros privados (normalmente pagos pelo empregador), quem está desempregado deixa de ter serviço nacional de saúde após três meses (com um taxa de desemprego de 25% e de desemprego jovem de 50%, isso é um problema). ”
“Ainda tentam “jogar” com as regras, que as pessoas entrem no hospital no dia da urgência (cada hospital tem um dia para emergências). “Mas vem o contabilista do hospital e pergunta: tem seguro? Então não pode ser operado.” Constantino diz que há casos de pessoas que iam começar a ser operadas mas já na sala de operação o responsável pelas contas do hospital vem decretar que não se pode operar. Em casos de acidentes graves, mal a pessoa acorda é-lhe perguntado pelo seguro. “Ou perguntam aos familiares, Não tem seguro? Mas se calhar tem algo de valor, uma casa, por exemplo.””
““É a tragédia grega”, comenta Constantino. Casos complicados como cancro, mesmo que haja por vezes medicamentos de pessoas que morreram, não vão ser tratados. “Somos testemunhas, mas não podemos fazer nada”, diz. “Essas pessoas estão condenadas.””
Janeiro 19, 2015 at 6:57 pm
#22
“Só um boicote activo às eleições poderá provocar uma mudança.”
Como???…