Será fácil entender que economia cresce se empresas crescerem.

Por certo, nem necessário será chegar a economista para entender que a Economia crescerá consistentemente, quando o que faz a economia crescer, de facto, cresça. Parece uma daquelas verdades iluminadas, mas é das verdadeiras. Ainda o 2 e 2, ser 4.

E, o aumento que vem sendo registado na nossa economia, ainda foi feito com a capacidade instalada, há 5 sanos atrás, até porque, mesmo que com bastantes dúvidas, fosse possível que desde 2008 até hoje, houvesse crescimento sustentando de algumas empresas, verificou-se um decréscimo acentuado de muitas outras.

Assim, por certo, para o nosso País começar de facto a crescer, para não nos andarmos sempre a iludir com o acessório em vez de com o essencial, seria de pelo menos quanto a um aspecto estarmos todos sintonizados. Precisamos de mais empresas, mais eficiência, melhor aproveitamento do que já temos, prémios por mérito e não por amiguismo.

Quando conseguirmos todos e cada um mudar, mas como é evidente, quem se acha com capacidade para ser governação e oposições, tem, por isso mesmo que muito mais mudar, vamos conseguir dar a volta, enquanto não o fizermos, vamos andar a entretermo-nos com mais do mesmo. E ainda é muito pouco, dado que se exagerou no corte da despesa pública, e paradoxalmente até se conseguiu fazer crescer a dívida pública. Podia ainda ser pior? Podia! Mas isto foi menos seguro, para tantos a achar que tanto fizeram!

Como é evidente, o Estado se existe, tem que cumprir algumas tarefas e para isso nos cobra impostos. E maioritariamente têm a Saúde, Educação e Assistência Social que ser da conta do Estado, bem como a Segurança Interna de Pessoas e bens, e alguma segurança externa, se bem que, esta, só incluída na Nato e na União Europeia. E claro, uma Justiça a sério.

E, projectos privados de Economia verdadeira, produtiva, com mérito pelo mérito, com aumentos reais efectivos, com produtividade. Com planeamento, com pontualidade, com qualidade, com muito maior capacidade instalada.

E sem ser para as clientelas do costume, devendo ser, única e exclusivamente, para quem demonstre seriamente competências, capacidades, vontades, esforço, podendo e devendo haver cruzamentos destas com detentores de capital. E todos, com direito a receber a sua merecida quota-parte.

E aqui os verdadeiros economistas a ajudar e dar o seu contributo. E muito menos conversa, muito menos comentadores que aparecem como cerejas por todo o lado a falar de tudo e de nada. Com mais programas televisivos culturais e menos fantasiados, com telejornais de 15 minutos, com formas e conteúdos a todos sabermos educada e comportadamente estar em sociedade e “puxar” pelo País, pela Economia, por tudo que é nosso, sendo todos parte das soluções e cada vez menos dos problemas.

Por certo assim faremos recuperar a sério este País. O resto é continuar a fazer de conta. E chega!

A. Küttner de Magalhães