Um tipo fica parvo ao ler certas coisas.

Nem vou fazer as referências e ligações, preferindo apenas destacar dois pontos para reflexão de quem o conseguir fazer:

  • O ataque foi a uma publicação satírica, de tipo libertário, anti todos os fundamentalismos políticos ou religiosos. Foram mortos dois símbolos maiores do exercício de uma desopilante liberdade libidinosa de expressão (Wolinski e Cabu). Não foi um ataque ao FMI, ao BCE, ao Quay d’Orsay, à sede de uma grande empresa multinacional. Foi um ataque político-cultural à liberdade de expressão e não político-económico a qualquer símbolo da dominação ocidental sobre o resto do mundo.
  • Os atacantes não foram mártires fanáticos em busca de um céu repleto de retribuições pelos seus actos. Foram tipos que agiram como treinados militares ou para-militares, apenas com menos discrição do que certas organizações que bem sabemos praticarem este tipo de assassinatos pelo mundo fora. Mataram e fugiram de modo eficaz e profissional.

Em meu entender, isto só torna mais horrível e aterrador o seu acto, pois trata-se de uma vingança personalizada e cirurgicamente dirigida.

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