Ou mudamos mentalidades e atitudes ou nada muda.

Continuamos com demasiadas dificuldades em mudar atitudes e comportamentos, para de facto conseguirmos sair destas “tantas e acumuladas” crises. Continuamos a ter uns discursos, algo diferentes, mas sem conseguir, de facto, mudar tudo o que a todos compete mudar, para ficarmos de facto diferentes. Continuamos a achar que as mudanças são sempre no “campo” dos outros e nunca no nosso. E como “isto” se pega, em cadeias e vícios, nada muda.

Por certo a nível de despesa de Estado, que não só cortar no Estado Social adaptando-o ao estado do País, talvez devesse ser tempo de reduzir – verdadeira e comprovadamente – as outras despesas fixas diárias do Estado, com o funcionamento da Presidência da República, dos vários Ministérios do Governo, com a Assembleia da República (180 deputados?), com unificação de Câmaras Municipais (para menos de metade?). Mas “isto” não, para daqui a uns quantos anos, antes para, no máximo 2015, se não for possível no 2º semestre de 2014. Com a abertura e o acolhimento de todos os Partidos e Movimentos, da actual governação e de todas as Oposições! Sem medo de consensos e entendimentos, que não havendo destrói-se, ainda mais, este desgraçado País!

Deixarmo-nos de notícias de “momento”, que bloqueiam pensamentos e fica tudo e todos a falar no mesmo, no instante, até aparecer a próxima noticia, que ofusca a anterior e vai dar evidência durante uns dias, e assim sucessivamente. Desde fogos no Verão, chuvas no Inverno, assim no Outono e Primavera, praxes aqui e ali, quadros a ser vendidos que não deviam ter sido, ou deviam, estaleiros que não foram e continuam a não ser bem governados, e por aí adiante.

E arrancar de vez com a Economia, para de facto criar “valor”, criar emprego, criar trabalho, criar riqueza, movimentar de facto o País.

Assumir-se, de facto, que temos demasiados pobres, e que se nada fizermos pelos que hoje assim estão, amanhã, estaremos muitos mais como esses hoje estão, e sem nos continuarmos a ajudar. Muito egoísmo, muito individualismo, muitos quintais!

Evitar a todo o custo criar conflitos de gerações, novos contra velhos, velhos à defesa por já não terem hipótese de voltar a ser jovens. Pais e mães a terem que saber sê-lo, de facto, e filhos perceberem que há regras para se viver em Família e em comunidade.

Os jovens com mais ou menos habilitações, começarem a tentar querer enfrentar um tempo diferente, que já não é aquele – e nunca mais será – em que foram criados, onde tudo iria ser linear, o Audi, o bom apartamento, os jantares de luxo, os ipads e ifones, as melhores férias nos melhores locais do Mundo. Isto já não volta. Acabou-se! Mas ainda, faltando pouco, não está tudo perdido, e avançar com vontade e não ficar à espera que tudo apareça feito. Não vai acontecer, por milagres, porque “tem que ser”, nada virá ter connosco, nós todos temos que mexer-nos, principalmente os mais jovens a fazer as mudanças, já! Pode-se andar de Dácia, não é necessário andar em topos de gama, novos em folha!

E haver conceitos a recuperar e usar, à séria, como Família, respeito, educação, e pontualidade, inorganização, planeamento.

Qual viver um dia de cada vez? Viver um dia com passado, presente e futuro, com vontade de ver à distância, de fazer melhor, de ter futuro. Já.

Ou todos nos mudamos, ou todos nos perdemos. E desligamo-nos, ainda mais, da realidade!

A. Küttner de Magalhães