Comecei o ano “útil” a reclamar pela primeira vez por escrito e no devido livrinho em relação ao atendimento na dependência mais próxima do meu domicílio do banco privado onde tenho conta há mais de 15 anos e onde sempre fui muito bem atendido.

A senhora embirrou logo comigo ou então não gostou de ter de deixar de atender o moçoilo jovem que estava antes de mim ou então quando viu um cheque internacional em nome da minha petiza para ser depositado, decidiu que não queria ter trabalho e mandou-me para a dependência de origem da conta (a qual até já nem existe, tendo sido fechada).

Disse-me a santa criatura que só na agência em causa seria possível tratar “desses detalhes específicos” e nem quando eu lhe perguntei se o mundo andava para trás e se os sistemas informáticos não tinham os meus dados se dignou, sequer, dizer que eu poderia abrir ali uma conta nova em nome da miúda. Claro que quando fui a uma outra dependência me disseram que tudo aquilo era treta, que o banco é o mesmo em todo o lado e que eu tenho acesso a todas as funcionalidades em qualquer ponto do país, até porque a miúda ia comigo e com todos os seus elementos identificativos. E tive o atendimento simpático que sempre tive,.

A senhorinha (daquelas com copulativa no apelido, porque eu pedi-lhe a identificação) quando me viu de novo na fila, cerca de uma hora depois (e 40 km de ida e volta pelo meio), e, após esperar 20 minutos por nova conversa dela com os clientes à minha frente, a pedir o livro de reclamações, fez-se de esquisita e quem nem percebia porque me estaria a queixar.

Só que, nestes casos, eu falo pouco e prefiro registar a ocorrência, porque dar conversa a gente parva só nos faz ficar um bocadinho mais estúpidos.

Se o 2015 continuar assim, é bom ter sempre caneta à mão e uma dose industrial de paciência.

E sim, isto por vezes também serve para ocasionais desabafos.