As arrumações de final de ano fazem aparecer coisas curiosas que nos fazem sentar, abrir e ler umas páginas.

Quem disse/escreveu isto e quando, sendo que eu eliminei apenas alguns termos muito próprios do contexto em causa?

As escolas custam ao povo português enormes meios financeiros. Não é de admitir que muitos milhares de jovens filhos de classes trabalhadoras queiram estudar e não possam por falta de recursos e, ao mesmo tempo, existam numerosos estudantes que não querem trabalhar nem estudar, que querem passar o ano a perturbar, desorganizar e paralisar a vida escolar, que querem passar o ano dando o permanente espectáculo da arruaça, dos golpes, da chantagem, das desordens e ainda com a exigência de, no fim de tudo isso, obterem a passagem administrativa.

(…) não é de admitir que entre na escola quem pensa que na escola não interessa estudar. As escolas devem ser para aqueles que queiram estudar. Quem não quer estudar vá trabalhar para as oficinas, nos campos ou nos escritórios como fazem centenas de milhar de jovens.

Não se pode aceitar que o povo português, de cujo trabalho vêem afinal os recursos para pagar o funcionamento das escolas, esteja a alimentar a ociosidade e o parasitismo [dos que] nem estudam nem deixam estudar os outros.