Terça-feira, 23 de Dezembro, 2014


U2, Exit

North Korea Loses Its Link to the Internet

De forma velha e antiquada ou moderna e tecnológica. A ver se ainda me lembro.

Tenho estado demasiado ocupado na aquisição dos livros, digo, das prendas para as minhas semanas (quase só semana e meia) de repouso.

Este foi por tua conta, João S.

IMG_7771

 

Novo líder da JSD: ‘Não fomos nós que mandámos os jovens emigrar’

Copinho de leite laite.

É outro estudo que contraria certas narrativas dominantes no nosso debate público sobre Educação. Fica por aqui, embora esteja linkado dois posts abaixo: H_Reis__C_Pereira_CNE_5_dez_2014.

Se é verdade que se considera que a retenção tem efeitos negativos no 1º ciclo (ISCED1), é falso que isso seja verificável para os 2º e 3º ciclos (ISCED 2), verificando-se mesmo um ligeiro efeito positivo a médio prazo.

Como é essa a experiência que tenho, foi bom verificar que essa sensação individual tem fundamentação empírica válida.

Retencao1Retencao1RetencaoARetencao

Vamos lá a ver uma coisa… eu não defensor dos chumbos por dá cá aquela palha e os primeiros a sabê-lo são os meus alunos.

O que não gosto é de andarem por aí a venderem banha da cobra sobre o assunto, raramente com algum fundamento para além das “evidências” de esplanada, típicas dos especialistas preguiçosos, embora sempre pejados de boas intenções e prontos a acusar quem deles discorda de coisas horríveis.

Não tenho os meios e as competências para fazer o trabalho que uma equipa da Nova fez e que permite demonstrar (embora isso seja suavizado no texto público) que a amostra dos alunos para os PISA 2009 foi, digamos assim, moldada para dar melhores resultados.

Na altura bem que protestei, mas não fui o único, para se saberem os critérios de selecção de escolas e alunos, pois ouvi informalmente que nem tudo teria sido transparente.

O estudo é este (Balcão_Reis_CNE_5_dez_2014) e permite perceber que os progressos dos alunos portugueses foram praticamente constantes entre 2006 e 2012, se ponderarmos a distorção da amostra de 2009.

PisaEstudosPisaEstudos1PisaEstudos2

Estes dados permitem ainda desmentir a teoria de que o sistema de ensino português esteja em crise de “paradigma” e que precise de uma reforma profunda do seu funcionamento. E é muito grave que isso seja do conhecimento de decisores e consultores que aparecem publicamente a afirmar o seu inverso. Se em 2015 os resultados forem abaixo do esperado, nesse caso sim, perceberemos os erros do presente e do passado mais imediato.

Muitos e bons materiais. tenho pena de não ter assistido à apresentação no CNE, até porque sabia de alguns resultados preliminares de estudos muito, muito interessantes.

Página seguinte »