Sábado, 20 de Dezembro, 2014


Interpol, Anywhere

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Tanta conversa sobre o país em crise, sobre a necessidade de todos contribuírem, de se cortar por igual em todos os sectores, e há quem receba o mesmo, sem cortes, desde 2009… pago pelo mesmo Estado que congelou progressões no sector público e impôs reduções de 20% ou mais nas despesas das escolas públicas…

O tal Estado Gordo que só o é para alguns que continuam a deliciar-se com os seus selectivos úberes.

Portaria n.º 269/2014 – Diário da República n.º 245/2014, Série I de 2014-12-19, do Ministério da Educação e Ciência
Fixa os montantes do subsídio anual por aluno concedido ao abrigo de contratos simples e de desenvolvimento celebrados entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.

(…)

Artigo 2.º
Subsídio
Para o ano letivo 2014-2015 mantêm-se os valores de referência às capitações e correspondentes escalões de comparticipação por parte do Estado, bem como o valor das anuidades médias definidas para os contratos simples e de desenvolvimento, através do Despacho n.º 6514/2009, de 11 de fevereiro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 41, de 27 de fevereiro de 2009.

O homem deles em Havana:

O Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, em 9 de dezembro de 2014.

Pensar a Educação. Portugal 2015

Quatro empresas do amigo de José Sócrates arguido no âmbito da Operação Marquês encaixaram 12,8 milhões de euros em 127 contratos celebrados por ajuste direto, 52 por concurso público e dois por concursos limitados. A maioria das autarquias que fizeram negócio com as empresas de Santos Silva é do Interior. Parque Escolar e câmaras socialistas foram responsáveis por 52,6% do valor dos contratos (7,87 milhões de euros), autarquias PSD somam 8,62% e as do PCP 5,84%. Os dados são do portal Base – plataforma criada em 2008 que publicita a contratação pública.

E ninguém o quer entrevistar?

Tenho de ir ler a edição em papel para ver exactamente que câmaras…

Cá por coisas…

Exp20Dez14

Expresso, 20 de Dezembro de 2014

O Expresso anda há um par de semanas a barafustar por ter uma entrevista ao vivo e a cores com José Sócrates, o recluso nº 44 do Estabelecimento Prisional de Elvas.

Parece-me evidente o interesse comercial de tal iniciativa.

Parece-me evidente que José Sócrates anseia imenso por tal entrevista.

Tenho sérias dúvidas sobre o seu interesse jornalístico, no sentido mais restrito e nobre do termo..

Porque quase todos sabemos o que José Sócrates responderia às 81 questões e, se quiserem, podem dizer que colocaram lá uma câmara oculta e eu escrevo-lhes as 81 respostas com um grau mínimo de diferença em relação ao que seria o original, pelo menos em termos de conteúdo.

Qualquer entrevista a José Sócrates e uma tão longa seria o palco privilegiado para ele desenvolver uma narrativa de que já nos apercebemos do essencial e para se auto-branquear com a ajuda do semanário do regime, amplificado em seguida por spots sucessivos na SIC e SICN e mais unas quantos comentadores (com o residente MST na primeira fila) a acenarem com a cabeça que sim, que tudo está perfeito e o homem mal detido.

Dificilmente seria usada para nos informar sobre algo de essencial.

Isto não significa que ache boa ou má a decisão do juiz ter negado o direito à entrevista ou a do Expresso continuar na sua luta, alegadamente sobre a transparência do processo do recluso nº 44 do E.P.E, (e de mais nenhum, não tendo eu reparado se foram entrevistar longamente aquele recém libertado em Paços de Ferreira que se descobriu não ter sido o autor do homicídio pelo qual foi condenado).

Por mim, podem entrevistá-lo as vezes que quiserem e até com 811 questões.

Acho é que o interesse da entrevista em causa não é propriamente “jornalístico”, em especial quando tanto se criticou o jornalismo de outros órgãos de comunicação social por acesso privilegiado a certas informações. Até porque sabemos bem que nenhuma informação substantiva se saberia de tal forma que Sócrates não consiga colocar cá fora através de diversas “fontes” que o visitam.

Não é bem o mesmo?

Não será.

Mas o que está em causa aqui é o interesse comercial (legítimo, claro!) de tal exclusivo para uma empresa de informação.

E o profundo interesse do recluso de – na falta de uma conferência de imprensa em directo televisivo nos vários canais – ensaiar uma peça rocambolesca como tantas que lhe conhecemos.

Mas não disfarcem isso com outros pretextos.

Pub20Dez14

Público, 20 de Dezembro de 2014

Um facilitador é sempre um facilitador. É um modo de vida…

Quando se subiu assim, fica-se com muito para retribuir.

O nome do ex-presidente do PSD e antigo ministro Luís Marques Mendes surgiu no processo dos Vistos Dourados. A TVI apurou que há registos em que Marques Mendes pede a intervenção especial do então presidente do Instituto dos Registos e Notariado, que está em prisão preventiva, para agilizar pelo menos dois processos de atribuição de nacionalidade portuguesa a cidadãos estrangeiros.

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