Sexta-feira, 12 de Dezembro, 2014


George Ezra com Ian McKellen, Listen to the Man

Sir Ian mostra como é envelhecer com graciosidade e humor.

 

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É que no papelote do anúncio do Programa Aproximar Educação (MemorandoTrabalhoPAE), logo ali na página 4, a abrir e a fechar poder ler-se que:

MunicipCG1

(…)

MunicipCGO problema é que nas escolas há gente muito desverticalizada e invertebrada.

O que me custa é que muita gente sem culpa pode vir a ter de pagar pela omissão de quem não sabe exercer as funções que tem ou que se limita a ser a voz do dono para todas as ocasiões.

a-voz-do-dono

 

Os TPC aumentam as desigualdades ou as desigualdades prejudicam um melhor desempenho dos alunos ao nível dos TPC?

Trabalhos de casa podem aumentar desigualdades socioeconómicas

Vejamos o que é dito no corpo da notícia:

Nesse relatório, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta para as diferentes condições em que alunos mais privilegiados e menos favorecidos fazem trabalhos de casa.

Se os mais favorecidos podem quase sempre contar com um espaço em casa com as devidas condições para estudarem, assim como com o apoio da família, que regra geral reforça a importância do cumprimento destas tarefas tendo em vista os resultados escolares, os menos favorecidos lidam muitas vezes com a situação oposta, sem condições em casa para estudar num ambiente calmo e tranquilo, com o tempo muitas vezes ocupado em tarefas domésticas, e sem o apoio dos pais para ajudar nestes trabalhos, por muitas vezes não terem tempo ou capacidade para isso.

«Os trabalhos de casa podem, desta forma, ter a consequência indesejada de aumentar as desigualdades nos resultados escolares dos alunos com origem em contextos socioeconómicos diferentes», lê-se no relatório da OCDE.

A OCDE refere que os professores devem encorajar os alunos com maiores dificuldades a fazerem os trabalhos de casa e sugere, para os casos dos estudantes menos privilegiados, que ajudem a encontrar ambientes onde estes possam fazer os trabalhos de casa de forma tranquila, se isso não for possível nas suas casas.

Quanto à matéria em apreço, ainda bem que há dinheiro para pagar a especialistas para produzirem estudos sobre a humidade da água e a aridez do outback australiano.

Estágios do IEFP explicam um terço do crescimento do emprego no sector privado

Mas eu só escrevo aquele título ali em cima porque sou comuna nos dias pares.

Caio, com alguma regularidade, na esparrela das promoções online de algumas editoras, mas já devia ter aprendido que na maior parte dos casos a eficácia do “sector privado”, da “economia real” que enche a boca dos Pires e dos Portas está muito longe da propaganda.

Começam com limitações a determinados cartões de crédito, é preciso ir ao MB, mas mesmo assim, as 24 transformam-se em 48 e as 48 em 72 ou nas que calha.

Tirando algumas editoras de livros escolares e a Wook, mais vale comprar as coisas na Amazon inglesa porque, apesar de terem de vir de avião até cá, chegam mais depressa à porta do que as encomendas àqueles a quem basta fazer o envio na esquina mais próxima.

Neste caso, o burro sou mesmo eu,

burro-shrek

 

Fica a seguir em imagem o conteúdo de um ficheiro em Excel (claro!) com a proposta “estabilizada” da matriz de responsabilidades a constar nos contratos de Educação e Formação.

Há várias áreas que podem destacar-se para análise (desde logo a A2 e A4 ou as da gestão do currículo em que as responsabilidades dos órgãos internos das escolas e agrupamentos são esvaziadas e deslocadas para uma qualquer divisão autárquica), mas é evidente que não posso deixar de sublinhar as relativas aos recursos, em que quanto aos materiais (E2) ficará para as direcções apenas a decisão da compra de material de desgaste, enquanto tudo o que seja gestão financeira (E3) passa totalmente para o município.

No caso da gestão dos recursos humanos (E1), tudo o que for contratação de docentes ou contratualização de “serviços especializados” passará para @ senhor@ vereador@ ou para a @ chefe de divisão, ficando as escolas apenas com a gestão corrente de quem já lá está.

Ainda não percebi se as associações de dirigentes escolares concordam com isto se andam mesmo a dormir. Recentemente, o presidente do Conselho de Escolas pronunciou-se, em artigo no Público, a favor de maior autonomia dos directores em matéria de contratação, mas não percebi se tomou alguma posição em relação a isto. Eu sei que tenho andado em trabalhos de final de período e pode ter-me escapado.

Agora que isto é a transformação das escolas em repartições sem qualquer autonomia funcional e dependendo em quase tudo de uma divisão qualquer de uma câmara municipal, lá isso é. Fica a poder decidir-se a compra de clipes e, talvez, de papel higiénico apenas com uma folha e de marca branca.

E tudo  a ser decidido em cima do Natal e da confusão e azáfama do final do período para 2015 amanhecer com tudo feito e assinado e a malta a ver as ovelhas a pastar no nevoeiro.

*

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a) / Presidente de CAP

Na sequência das reuniões tidas com os Municípios e AE/E sobre o assunto em epígrafe, foi acordado que seria enviada nova documentação já com os dados estabilizados, nomeadamente os constantes dos Anexos ao Contrato, os quais se encontram a ser ultimados.

Sem prejuízo desse facto, os Municípios e AE/E podem continuar a proceder à análise e discussão da Matriz de Responsabilidades que se junta em anexo tendo em vista a definição da correspondente relação de intervenção no âmbito das competências delegadas em sede de Contrato.

Com os melhores cumprimentos

José Alberto Duarte

MunicDez15

Estamos como aquelas famílias que já não têm dinheiro, mas!

Todos por certo sabemos de casos de famílias, que tiveram muito dinheiro e normalmente a terceira geração deu cabo de tudo. E foram vendendo o que mais dinheiro dava, mas em vez de cortar em despesas não essenciais, foram mantendo o estatuto, e vendendo o “capital”. E quem comprava entendia que estavam aflitos e tinham que vender tudo, para sobreviver, ficando só a “fachada”, a parecer que ainda havia dinheiro e futuro. Quando mais não havia a vender, foi-se o casarão e os carrões e a penúria entrou em força.

Nós, País, estamos exactamente neste percurso, e vamos vendendo, vendendo, até qualquer dia mais não ter que vender. E a Europa no seu todo, se não arrepiar caminho, vai seguir igual percurso.

O investimento do mundo na Europa em 2001 era de 45% do total hoje, não passa de 20%. A noção do exterior de que nós nos estamos a afogar, país a país, uns mais rapidamente que outros, é evidente por todo o lado. Mas, ainda se não fizeram reformas que pudessem ter consistência para um futuro melhor. Os que as podem e devem fazer, não as fazem dado que iriam ter os próprios e não só os outros, que ter de perder “alguma” qualidade de vida e essencialmente mordomias, e não o fazem, e o nosso País continua sem a tal Reforma do Estado que por todos é empurrada para frente, para um dia, quando já não houver como ser feita.

Isto é o nosso País. Mas muitos outros Europeus estão como nós com uma Europa a arrastar os pés, a não se querer unir e unificar, a perder mais indústria da pouquíssima que ainda cá existe, que ainda cá ficou, a cada dia que passa, até não ter mais que e como perder, e na penúria se entregar ao dinheiro dos Orientais.

E, nós primeiro, mas depois toda a Europa, tal qual famílias que eram ricas e tudo perderam, vamos arrendar uns quartos para não perder, já a casa toda, dado que já vendemos o ouro, as joias, parte da mobília , vamos empurrando e de repente estamos a dormir na garagem, por ter os que nos emprestam a juros elevados, a viver na parte boa da casa. E depois já nem na garagem!

E a Europa será o Museu do Mundo, onde o Oriente nos visitará e deixará umas esmolas e dirá: coitados já tiveram tanto dinheiro, e agora estão na miséria. Não se souberam governar, tal qual as famílias ricas, agora falidas.

A. Küttner de Magalhães

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