Quarta-feira, 10 de Dezembro, 2014


The Detroit Spinners, It’s A Shame

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Umas das maiores falácias em defesa da municipalização da Educação é que ela vai “aproximar” os “centros de decisão” das populações e “descentralizar” os procedimentos.

Antes de mais, se quisessem mesmo fazer isso, descentralizavam a Educação para as escolas propriamente ditas e permitiam uma flexibilidade do seu modelo de gestão para além do que agora existe, baseado numa hierarquia de nomeações e não numa partilha de responsabilidades.

Em seguida, mesmo admitindo que o objectivo é admitir a aproximação da gestão dos estabelecimentos de ensino do “povo”, eu gostaria de fazer uns dois ou três reparos preliminares.

Primeiros… é sempre giro quando se invoca o povo em vão para umas coisas, mas não para outras. Ou seja, o que é válido para a Educação, não é válido para muita outra coisa. Mas essa é a parte de demagogia populista da coisa. Até porque, paradoxalmente, se parece promover uma lógica de “dar ao povo o que ele quer” quando se acha isso mal para coisas como o futebol na televisão.

Segundos… se a “aproximação” e a “responsabilização” eleitoral dos autarcas pelo seu desempenho nesta matéria significa que para além dos calendários eleitorais do governo/MEC passamos a ter de levar em cima nas escolas com os calendários eleitorais locais, estamos duplamente tramados. Porque essa coisa de os autarcas serem mais “sensíveis” às necessidades locais presta-se muito a soluções para consumo rápido, a muita propaganda, a muito aproveitamento e a políticas educativas locais atomizadas e fragmentárias que dificilmente acabarão com bons resultados.

Terceiros… se é o “povo” que está mesmo em causa… então… vamos lá consultá-lo. Por mim, sou todo favorável a referendos nesta matéria e eles são possíveis de acordo com a Lei Orgânica n.º 4/2000, de 24 de Agosto, com as alterações introduzidas pela Lei Orgânica n.º 3/2010, de 15 de Dezembro, e Lei Orgânica n.º 1/2011, de 30 de Novembro. Estão assim com tanta pressa que o processo de decisão tenha de passar apenas por grupos de “interesses” e não pelas populações abrangidas? Há assim tanta urgência que o “povo” não possa ser consultado sobre estas matérias. Garanto que se a opção pela municipalização fosse aceite pela maioria da população de um dado município, eu daria todo o benefício da dúvida à iniciativa, até porque nada tenho contra quem, em consciência, decide atirar-se da ribanceira abaixo.

O jogo de hoje nunca foi decisivo. A nabice no jogo inaugural com o Maribor é que acabou por lixar tudo, pois hoje já deveria estar tudo decidido.

(e nem falo na vergonha que se passou na Alemanha, porque seria de esperar…)

Será que amanhã, em Torres Novas, se saberá algo mais em concreto? As convocatórias já chegaram às direcções seleccionadas….

Currículos locais
Com a transferência de competências previstas nestes contratos de autonomia, as autarquias vão gerir 25% do currículo de todos os níveis de ensino, podendo alterar até o calendário escolar, desenhando-o em semestres, e vão poder criar disciplinas que se adequem ao contexto regional. Esta gestão pedagógica será transferida em Setembro de 2015, por forma a vigorar no próximo ano lectivo
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crazy lady

Onde estão as personagens como Nogueira Leite, João Duque, Camilo Lourenço e por aí fora que eram infatigáveis nos laudos aos DDT,s enquanto receitavam cortes a eito nos do costume?

daltons

 

BEDUINO

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