É que eu estava mesmo convencido que só os psiquiatras podiam fazer tais diagnósticos e passar receitas. Afinal, são os educadores e professores…

(a menos que existam especialistas e profissionais de “saúde mental” que não façam o seu trabalho e receitem qualquer coisa que lhes peçam sem avaliarem devidamente a criança ou adolescente…)

Tenho de receitar-me qualquer coisa para não mandar estes tipos para um qualquer sítio esconso.

Álvaro Carvalho critica a existência de “crianças e adolescentes medicadas com metanfetaminas para supostas hiperatividades”, obtidas em “diagnósticos rápidos feitos por educadores, professores e pais” – quando “é natural que as crianças se mostrem instáveis em ambiente onde não se sentem bem” – contribuindo, muito provavelmente, para o significativo aumento de consumo do metilfenidato.

Sobre esta matéria, o relatório deixa no ar a questão: “será que esta fúria farmacoterapêutica está isenta de consequências no funcionamento mental futuro de quem é alvo passivo de decisões tão pouco prudentes?”.

Álvaro Carvalho considera que estas crianças e adolescentes têm um risco acrescido de desenvolver défices cognitivos ou doenças que possam aumentar a morbilidade e a mortalidade.