Tinha o Cardeal da Cunha, homem de muitos livros e de poucas leituras, uma biblioteca – então se lhe chamava livraria – composta por 11.000 volumes, espólio que muito o afidalgava e de que nimiamente se ufanava.
Alguém chamou a essa tão puríssima quando dilatada biblioteca, as Onze Mil Virgens, do Cardeal da Cunha.
Quantas colecções de Onze Mil Virgens não se acham derramadas pela ditosa nação, enchendo de orgulho as nossas bibliotecas escolares, onde mais se aproveita o tempo feicebucando do que se consomem as vistas com leituras livrescas?…
#1 MR: e como vai a biblioteca da tua escola? Ou não precisas mesmo disso?
Provavelmente também tens outras coisas na escola que não são necessárias e podem fechar, certo?
Já fizeste a proposta no conselho pedagógico?
Não seria melhor mostrares como se pode fazer melhor?
Um principal vermelho da Igreja Patriarcal, diante das belíssimas encadernações em pele da biblioteca da Academia Real da História Portuguesa, exclamou, sapientemente: «Que bom coiro para sapatos!».
Atrás deste cardeal não se deixou ficar o Marquês do Louriçal que trocou por
um burro os melhores livros da sua biblioteca…
Muito justamente, um poeta popular lhe dedicou os seguintes versos:
Com justa causa, a meu ver,
trocar o marquês pretende,
por um burro que ele entende,
livros que não sabe ler…
“In this instance, the new barbarism produces and sanctions a civic illiteracy and retrograde consumer consciousness in which students are taught to mimic the economic success of alleged “brands,” such as the reality TV star, Kim Kardashian. Her celebrity is promoted around a kind of idiocy, as exemplified in the publicity surrounding the publication of her new book, Selfish, the unique selling feature of which is that it contains 2,000 selfies. The challenge for higher education in this debacle goes beyond refusing to produce modes of agency that embrace this kind of deadly anti-intellectualism and rabid individualism, but to enable students to critically interrogate what stands for public engagement, and how this debased mode of being in the world gains prominence in the public sphere.”
Dezembro 2, 2014 at 11:16 pm
Tinha o Cardeal da Cunha, homem de muitos livros e de poucas leituras, uma biblioteca – então se lhe chamava livraria – composta por 11.000 volumes, espólio que muito o afidalgava e de que nimiamente se ufanava.
Alguém chamou a essa tão puríssima quando dilatada biblioteca, as Onze Mil Virgens, do Cardeal da Cunha.
Quantas colecções de Onze Mil Virgens não se acham derramadas pela ditosa nação, enchendo de orgulho as nossas bibliotecas escolares, onde mais se aproveita o tempo feicebucando do que se consomem as vistas com leituras livrescas?…
Dezembro 3, 2014 at 9:31 am
#1 MR: e como vai a biblioteca da tua escola? Ou não precisas mesmo disso?
Provavelmente também tens outras coisas na escola que não são necessárias e podem fechar, certo?
Já fizeste a proposta no conselho pedagógico?
Não seria melhor mostrares como se pode fazer melhor?
Dezembro 3, 2014 at 11:21 am
# 2:
Para compensar o mau humor:
Um principal vermelho da Igreja Patriarcal, diante das belíssimas encadernações em pele da biblioteca da Academia Real da História Portuguesa, exclamou, sapientemente: «Que bom coiro para sapatos!».
Atrás deste cardeal não se deixou ficar o Marquês do Louriçal que trocou por
um burro os melhores livros da sua biblioteca…
Muito justamente, um poeta popular lhe dedicou os seguintes versos:
Com justa causa, a meu ver,
trocar o marquês pretende,
por um burro que ele entende,
livros que não sabe ler…
Dezembro 3, 2014 at 2:26 pm
Ess tipo da igreja queria dos putos era outra coisa que não livros.
Dezembro 3, 2014 at 4:34 pm
“In this instance, the new barbarism produces and sanctions a civic illiteracy and retrograde consumer consciousness in which students are taught to mimic the economic success of alleged “brands,” such as the reality TV star, Kim Kardashian. Her celebrity is promoted around a kind of idiocy, as exemplified in the publicity surrounding the publication of her new book, Selfish, the unique selling feature of which is that it contains 2,000 selfies. The challenge for higher education in this debacle goes beyond refusing to produce modes of agency that embrace this kind of deadly anti-intellectualism and rabid individualism, but to enable students to critically interrogate what stands for public engagement, and how this debased mode of being in the world gains prominence in the public sphere.”