E para piorar o conteúdo, agora passou a falar sempre com aquele ar de seminarista engonhado e amnésico (será que ele se esquece quando fez de rufia que não aceitava sugestões de ninguém?) que não sei se mete dó, se mete outra coisa.
Gente crescida, gente preparada?
Mas que raio de intervenções públicas são estas, vindas de quem a cada oportunidade diz coisas do mais bacoco e infantil que se pode arranjar?
Exemplos:
“Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida.”
11-05-2012
“O Governo não está a preparar um aumento de impostos. Não estamos a pôr porcaria na ventoinha e a assustar os portugueses.”
Debate do Estado da Nação, 11-07-2012
“Todas as dificuldades porque passámos não terão servido para nada. Servirão para alguma coisa (…) quando não nos comportarmos como baratas tontas e soubermos bem para onde vamos.”
25-07-2012
“Amigos. Fiz um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer – informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, que os sacrifícios ainda não terminaram.”
Facebook, 09-09-02012
“O ano que agora está a terminar foi talvez o ano mais difícil de que tenho memória desde 1974, mas foi também o ano em que mais semeámos para futuro.”
21-12-2012
“[O programa de rescisões na Função Pública] deverá ser encarado como uma oportunidade e não como uma ameaça para trabalhadores e serviços.”
18-03-2013
Fonte: Jornal de Negócios.