A pedido do próprio, republica-se o texto de 13 de Outubro de 2012:

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Paulo, meu caro

     Mas que grande alívio! Todos sentíamos a falta de qualquer coisa — mas de quê?… Agora, que ele chegou, tudo ficou claro: era do ranquingue que sentíamos falta! Já podemos ir dormir descansados… Apesar de — in “The New York Times”, 3 de Junho de 2012, artigo sobre as melhores escolas secundárias, a partir de ranquingues elaborados por 7 media nos USA (informação que então recolhi neste blog) — “(…) é isto o que faz a grandeza da América: qualquer pessoa pode construir uma fórmula para medir o que quer que seja, o que dá montes de possibilidades de se ser o melhor em alguma coisa”[a tradução é da minha responsabilidade].

     E pronto, até à próxima, isto é, até ao próximo ranquingue! Onde voltarão a dizer-nos que, imagine-se!, os filhos de pais mais ricos e/ou com maior formação académica obtêm mais sucesso na escola, embora os filhos dos mais pobres, vejam lá vocês!, também por vezes se safem, se se esforçarem muito muito muito por isso! Não fosse o ranquingue repetir-nos isso anualmente, nós acabaríamos por esquecer-nos.
      Sinceramente — farto, mas não desistente –,
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      José Calçada