Estou habituado a que assuntos como o que fará a substância deste post acabem a dar confusão, ameaças, mails, telefonemas e coisas assim. Seja como for, sempre protegi a identidade das fontes nestes casos, mesmo que à custa de aborrecimento diversos.
Mas, se começar um processo de auto-censura na divulgação de casos concretos baseados em documentação oficial e necessariamente pública, mais vale fechar a porta.
Obviamente, o espaço está aberto ao contraditório por parte de quem se sinta visad@.
Acrescento ainda que desconheço pessoalmente @s envolvid@s.
Boa tarde, Paulo Guinote
.
Sigo atentamente o seu blogue e interesso-me pelas questões ligadas à educação. No entanto, penso que a educação em nada ganha com dirigentes com falta de princípios, que ambicionam tirar proveito dos cargos que exercem, que se tentam servir em vez de trabalhar ao serviço de um bem tão precioso, como é a educação. Tivemos recentemente o caso do Secretário de Estado, que fez plágio de trabalhos académicos e que acabou por se demitir. Relato-lhe, agora, o que se está a passar no Agrupamento de Escolas de Grândola e que tem a ver com o processo eleitoral para diretor, que foi conduzido de forma vergonhosa. Passo a descrever os factos:
.
Maria Ângela dos Santos Filipe liderou, durante 17 anos, a Escola Secundária António Inácio da Cruz – Grândola. Em abril de 2014, a desempenhar o cargo de Presidente da Comissão Administrativa Provisória, candidata-se a diretora do recém-criado “mega-agrupamento”, para um mandato de 4 anos, tendo vencido a eleição, no dia 29 de maio de 2014, com 15 votos a favor; do universo de 21 votantes (do Conselho Geral Transitório) os restantes 6 votos foram para a outra candidata admitida a concurso.
.
A candidatura vencedora está, contudo, a ser objeto de averiguações, por se ter constatado que um dos requisitos obrigatórios, por força da lei – o projeto de intervenção, apresentado pela candidata vencedora, não era de sua autoria, mas sim cópia literal (20 em 27 páginas) do projecto de intervenção do Agrupamento de Escolas do Monte da Lua – Sintra, disponível na Internet, da autoria de Maria de Lourdes Cabral de Mendonça, diretora eleita, nesse Agrupamento, em 2013. O plágio só foi detetado após a eleição, através de denúncias às autoridades competentes. A Direção Geral da Administração Escolar, ao analisar e comparar os projetos em causa, reconheceu a fraude, tendo proferido um despacho de não homologação (ver anexo). Refere esse despacho, datado de 12 de agosto, que a candidata vencedora não apenas plagiou a estruturação e índices, como também copiou “parágrafos inteiros, citações, necessidades e estratégias de atuação, não havendo qualquer referência ao projecto original”.
.
O Conselho Geral Transitório, órgão responsável pela eleição da diretora, composto docentes, funcionários não docentes, Encarregados de Educação, Alunos, Representantes da Câmara Municipal e Representantes da Comunidade Local, perante as suspeitas e provas do plágio perpetrado pela candidata eleita, recusou-se, no entanto, a assumir e pronunciar-se sobre esses factos, mesmo depois dos serviços da DGAE, antes da decisão de não homologação, terem exigido que fosse este órgão a tomar posição, com vista à reposição da legalidade. Mesmo confrontado com provas documentais indiciadoras de fraude, este órgão colegial, conformou-se com esses factos e optou por não atuar, negando pôr em causa a legitimidade da eleição, não reconhecendo, desta forma, quaisquer erros ou irregularidades no processo (ver anexo).
.
Mesmo após a comunicação à comunidade educativa da não homologação do resultado eleitoral, por parte da Direção Geral da Administração Escolar, por motivo de plágio, Maria Ângela dos Santos Filipe mantém-se a dirigir o Agrupamento de Escolas de Grândola, não como diretora, mas como Presidente da CAP (Comissão Administrativa Provisória), dando continuidade ao cargo para o qual foi nomeada em abril de 2013. A própria informou a comunidade educativa de que, apesar de o seu mandato como Presidente da CAP ter terminado a 31 de agosto, terá sido convidada, pela Delegada da Direção de Serviços da Região do Alentejo (DGESTE – DSR Alentejo) a manter-se à frente da gestão e administração do Agrupamento.
.
Neste momento, estão a decorrer os procedimentos para as eleições para o Conselho Geral (definitivo), procedimentos que entretanto foram cancelados por terem sido detetadas novas irregularidades por parte da Presidente do CGT. Quando eleito (esperemos que de forma legal…) será este o órgão a lançar o novo procedimento concursal para Diretor. A senhora presidente da CAP poderá, assim, voltar a candidatar-se, quem sabe com um novo plágio (talvez mais disfarçado…) de um projeto de intervenção de outro Agrupamento…
.
É este o estado deplorável das atuações em alguns Agrupamentos, com a complacência da Administração Educativa. Aqueles que deveriam ser os primeiros a adotar atitudes exemplares (Presidentes de CAP, Conselhos Gerais Transitórios…) são, lamentavelmente, em casos como este, os que mais revelam falta de ética e de responsabilidade moral. Penso que estes casos devem ser conhecidos publicamente. Não podemos compactuar com atuações que em nada enriquecem a Educação..Anexo o Despacho da DGAE: Despacho DGAE Grandola.Atenciosamente,.
Docente do AE.
Novembro 12, 2014 at 6:18 pm
Infelizmente casos destes são cada vez mais frequentes: em Abrantes aconteceu algo muito parecido mas, surpreendentemente sem consequências para a candidata nem para os membros do CGT que pactuaram com esta situação:
Novembro 12, 2014 at 7:00 pm
A preguiça e o amor ao poder dá nisto.
Também na Educação Especial se arranjaram uns cursos da treta de 6 meses que são uma autêntica fraude. Os antigos cursos de 2 anos eram bem diferentes.
Novembro 12, 2014 at 7:27 pm
Mais uma pedra na engrenagem dos que salivam pela “autonomia” e pela “descentralização”…
O problema não está naqueles conceitos considerados per si; em abstracto toda a gente tende a concordar com eles.
O problema surge nas estruturas e nas pessoas concretas que constituem as múltiplas realidades locais – onde uma cultura deletéria de clientelismo e de caciquismo já instalou múltiplos vícios -, onde aqueles conceitos vão esbarrar e perverter-se, tornando-se numa sua vil e irreconhecível caricatura.
Só um modelo de gestão democrática das escolas é que conseguiria dar verdadeira expressão àqueles conceitos. E, já agora, uma reforma radical no sistema partidocrático – cujo “ovo” está no poder local – também ajudaria muito…
Novembro 12, 2014 at 7:48 pm
Plagium vinces.
Ou uma coisa assim.
Novembro 12, 2014 at 7:49 pm
Já estive nesse agrupamento e fui sempre tratada com todo o respeito por essa Directora. Infelizmente não posso dizer o mesmo de muitos outros agrupamentos por onde passei. Lamento muito que esta situação esteja a acontecer…
Novembro 12, 2014 at 8:36 pm
#5
O que escreveu contém alguns vestígios de racionalidade argumentativa?
Novembro 12, 2014 at 9:37 pm
O Mário Pereira perdeu a eleição para a Ângela e faz parte do agrupamento não deveria proferir nenhum despacho (SECÇÃO VI – Das garantias de imparcialidade – CPA)
Novembro 12, 2014 at 9:43 pm
#7,
Pois… por acaso… e agora voltou para la… penso.
Novembro 12, 2014 at 11:38 pm
Ângela ou Agnela ?
Novembro 13, 2014 at 2:00 am
Coisa complicadas como esta, similares ou equiparadas devem ser às resmas… resmas… e resmas… quantas terão, nomeadamente, seguido para tribunal???
Donde decorre tudo isto? – Das supostas autonomias (que nem existem efectivamente, tal como não existem condições para o seu exercício – a nível de recursos humanos (independência/ ética e moral – veja-se a maioria, que existem excepções, dos directores que proliferam por aí) , a nível financeiro e a níveis administrativo e legal …
Pois… mas como somos um país de avaliação já estarão, certamente, em marcha um conjunto de relatórios que identificam as dificuldades/ constrangimentos com as evidentes propostas de alteração para melhorar a eficiência… o que seria de nós sem serviços centrais que fazem esse glorioso trabalho…
… é que para descartar, ainda mais, responsabilidades e fragilizar ainda mais a prestação de serviços públicos, precarizando e vulnerabilizando os seus agentes e sujeitando-os às politiquices e conveniências locais sem sujeição ao controle e fiscalização públicas/ nacional (nomeadamente através dos meios de comunicação) … a pressa é mais que muita… as propostas vão chegando ao destinatários… pois… quais terão sido os estudos/ as comparações de condições/ as avaliações/ … que conduziram a tais propostas????… pois…
anda tudo amorfo… é um saltinho até nos transformarem em mofo…
Novembro 13, 2014 at 5:51 pm
A municipalização da educação no seu melhor!!
O que estiveram a fazer nesse conselho geral os elementos representantes da autarquia? Será que também aceitariam para diretora uma candidata com plágio, quase total, do projeto de intervenção? Afinal essa candidata foi uma fraude para todos! Para os pais, para os alunos, para os funcionários, para os professores, para a comunidade!!!
Como é que alguém consegue convencer uma comunidade inteira, com propostas que não são suas e que foram pensadas para outras realidades?
O que dirão os alunos desse Agrupamento a um professor que os penalize por apresentarem trabalhos plagiados ou por copiarem nos testes?
Como é que alguém com estas atitudes tem legitimidade para continuar a dar a cara por uma comunidade educativa inteira?
E ainda lá está?? Por amor da santa!!! Que falta de ética! De que está à espera para se demitir? Por menos, outros já se demitiram…
Novembro 14, 2014 at 3:29 pm
Que situação estranha…
Será que se passou tudo assim?
O que está atrás desta denúncia? e deste despacho?
Quinze dos vinte e um membros do CGT votaram a favor de uma candidata que governa à 17 anos os destinos de uma escola?
Os membros do CGT devem ter eleito esta candidata, porque durante os dezassete anos esta candidata realizou um mau trabalho…. e os representantes do CGT são muito incompetentes e não verificaram se o projecto se adaptava ao Agrupamento.
Um despacho assinado por um professor do Agrupamento, que confusão….
A AUTARQUIA tinha quantos votos?
Como podem questionar o voto dos representantes da AUTARQUIA, sabem em quem votaram?
Novembro 14, 2014 at 4:19 pm
Pois é, comentários como este só revelam que, infelizmente, há sempre quem defenda a impunidade, considerando que quem está mal não é quem pratica o crime, mas sim quem o denuncia… O grave não é roubar, mas ser apanhado a roubar. A teoria da cabala sempre deu e continua a dar jeito a muito boa gente. Se a denúncia e o despacho suscitam assim tantas dúvidas, que venha a público o projecto com que a candidata se apresentou a concurso, para que cada um o possa comparar com o original e tirar as suas conclusões. Se os textos plagiados do Secretário de Estado foram publicados, por que razão os desta senhora não o poderiam ser?
Não está em causa o trabalho que a pessoa realiza há dezassete anos, mas sim um ato criminoso, com o qual se apresenta num concurso público, tentando manter-se no poder, ad aeternum, através de uma aldrabice…
Novembro 14, 2014 at 5:25 pm
http://www.conjuga-me.net/verbo-haver
Novembro 14, 2014 at 9:03 pm
Não conheço o caso, mas por vezes as “coisas” até não são o que parecem… pode ser ou não o caso.
Li o texto deste post com atenção e reparei logo que quem o escreveu está muito bem informada e dentro do assunto. Sim, informada, porque quase de certeza foi uma senhora que o escreveu, nota-se pela escrita.
Agora, pergunto eu:
Será que essa pessoa não estará também “obcecada” pelo poder?
E será, essa pessoa, credível perante os colegas/escola?
De tudo o que li, posso desde já tirar quatro conclusões:
1º – Esse tal Sr. Mário Pereira, que se encontra demitido das suas funções, e que pelos visto até perdeu umas eleições para a candidata em questão, não deveria ter legitimidade nenhuma para assinar seja o que for contra a pessoa em questão;
2º – Fico pasmada como é que um despacho desta natureza se torna público. Até tenho sérias dúvidas se será legal esta “publicidade barata”. Só poderá vir de quem saiu derrotado;
3º Se fosse eu, e tivesse perdido por uma diferença de 9 votos, nunca iria impugnar nada (mesmo que fosse um qualquer plágio)… pois era sinal que não me queriam lá! Hoje em dia, não só os conselhos gerais (como também os comuns cidadãos) votam mais nas pessoas do que nos projetos em si;
4º Por fim, como (e quem) é que descobriu este plágio? Não é suposto os documento analisados por a comissão não saírem da escola? É possível as pessoas que têm acesso ao projeto trazerem as anotações (quer sejam notas, fotografias de telemóvel, etc) para casa?
Com tudo isto, não quero dar razão seja a quem for!
Novembro 15, 2014 at 9:23 am
Eh pá… Vamos lá ver…
Obsessões pelo poder, orgulho ferido de derrotados… ver as coisas assim, não me levem a mal, parece-me demasiado básico…
Se a candidatura em causa tivesse sido a única, continuaria a ser ilícita, ou não?
Se em vez do Mário Pereira, tivesse sido outro a dar o despacho, continuaria a ser considerada ilícita… ou não? vale tudo?
Para mim, há coisas que um professor, e muito menos um director, não pode fazer. copiar é uma delas.
Tirar ideias, toda a gente o faz… Citar, claro que sim… Copiar, nunca! Ou será que devemos aceitar? Vale tudo?
Concordo que contam mais as pessoas que os projectos. Mas que se escolham pessoas honestas para as nossas escolas!
Novembro 15, 2014 at 10:33 am
Bom dia a todos!
Revejo-me e partilho os pensamentos explicitados nos comentários 11, 13 e 16. De facto, é imperativo que, na escola, a escolha de líderes seja orientada por princípios e valores (justiça, imparcialidade, transparência, igualdade) que, na situação em apreço, parecem ter sido severamente violados pelos principais intervenientes – candidata e conselho geral – em benefício de uma estratégia de conservação no poder. E que, no caso de violações a estes princípios e valores, haja uma instância de regulação e controlo que, a tempo e horas, intervenha para anular as ações violadoras e punir os seus agentes, de modo a colocar a cidadania no centro da ação educativa de professores, alunos e comunidade.
Novembro 15, 2014 at 10:58 am
#15,
Sem querer tomar partido por ninguém, o seu comentário contém diversas imprecisões (desde logo a esquecer que todos estes documentos são necessariamente públicos) e apreciações dificilmente admissíveis como o facto de, na ausência de outras candidaturas, uma candidatura se torna legal mesmo que o não seja.
Penso que se reler o que escreveu, e sendo verdade que não é para tomar partido, perceberá que inclinou toda a sua análise.
Novembro 15, 2014 at 8:26 pm
Paulo Guinote,
Ao contrário do que refere, não me esqueci que “todos estes documentos são necessariamente públicos”. Contudo, e como é referido no texto acima que “A candidatura vencedora está, contudo, a ser objeto de averiguações” (não sei se de inspeção da educação, se de tribunal ou outro), pensei que por esse motivo este tipo de despacho não fosse propriamente público. Talvez tenha pensado mal…
Quanto à outra situação que refere, “na ausência de outras candidaturas, uma candidatura se torna legal mesmo que o não seja”, não foi de minha autoria. Aliás, ninguém no seu perfeito juízo poderá dizer tal. Apenas referi que, se fosse eu a perder por tanta diferença, não impugnaria a eleição.
Discordo completamente (e até fico chocada) que alguém faça uma “cópia literal” de um outro projeto. No entanto, e a ser verdade, cabe às instituições competentes decidirem o que fazer, não a “praça pública”.
Por fim, não foi minha intenção inclinar a minha análise… se o fiz, foi talvez por discordar da forma como o texto está escrito!
Novembro 16, 2014 at 11:45 am
#19,
Concordo com o Guinote. O seu discurso é contraditório. Que confusão.
A ser verdade ficou “chocada”. Mas no lugar da candidata que perdeu, nada faria. Então como é que as “instituições competentes” poderiam actuar?
Para quem diz não conhecer o caso e não querer tomar partido, a análise é, de facto, bastante “inclinada”.
Novembro 16, 2014 at 12:44 pm
O (A) docente deve estar muito bem informado(a) para saber, tão ao pormenor, TODOS, os detalhes do que se passou no Conselho Geral. Não será algum(a) dos conselheiros que não ficou satisfeito(a) com a eleição da referida diretora? Ou será somente uma vingança pessoal, não resolvida que saiu agora do baú, não tendo havido outra oportunidade anterior? Como explicaria a cópia do despacho? Esse não é sigiloso? Fica aqui a minha dúvida.
Novembro 16, 2014 at 1:47 pm
#21,
Vou esclarecendo detalhes… não, não é sigiloso. qualquer pessoa poder requerer a sua consulta, nem precisa ser do agrupamento em causa.
Um secretário de Estado demitiu-se por uma questão de plágio menor, sem ser para concurso para um cargo.
Para as direcções temos outro padrão de exigência?
Novembro 16, 2014 at 4:26 pm
Sinceramente! Há, alguns comentários que são de arrepiar! Para eles, a transparência, a legalidade, a justiça e a lei não devem contar. Se estes comentadores forem docentes, quais são os valores que transmitem aos alunos?
Novembro 17, 2014 at 1:53 am
Quero felicitar o Dr. Paulo Guinote pelo excelente serviço público que está a prestar a bem da transparência na administração pública. O artigo publicado é de um ou uma professora do Agrupamento de Escolas de Grândola, Agrupamento no qual eu também sou professor, mas desconhecia em absoluto, quais as razões pelas quais a eleição da diretora não tinha sido homologada. Tomei contacto com o Despacho de não-homologação, apenas através do artigo que publicou.
É de lamentar que os colegas que estão no conselho geral, que foram eleitos para representar todo o corpo docente, e em especial, a sua presidente que também é uma colega, nunca se tenha dignado fazer uma comunicação oficial dos factos. É um direito que assiste a qualquer professor, ser informado por quem os representa no Órgão máximo de Administração da Escola. Por isso, não me admiro nada que alguém indignado com tanta falta de respeito pelos colegas, tenha usado dos meios ao seu alcance para pôr a descoberto aquilo que foi vergonhosamente escondido. Aliás, concordo plenamente com o comentário #13 quando refere que se deveria tornar público o projeto para tirar todas as dúvidas sobre o plágio!!
Lamento igualmente a falta de ética dos colegas do atual conselho geral transitório que, não satisfeitos com as ilegalidades já cometidas até aqui, são candidatos para o novo conselho geral. Qual a credibilidade e a confiança que a comunidade escolar pode depositar numa nova equipa que comporta elementos que violaram os princípios e os valores enunciados no despacho? Não será esta uma forma de perpetuar as ilegalidades e o vício dos processos?
Novembro 17, 2014 at 7:35 pm
Pois bem, também eu sou docente do Agrupamento de Escolas de Grândola e tomei hoje conhecimento deste “post” no blogue do Professor Paulo Guinote, através de uma colega na sala dos professores.
Se de facto houve plágio, a candidata vencedora não tem (ou tinha) condições para continuar… mas, continuou. Razões para tal, não conheço. Ouvi dizer, no início do ano letivo, que a presidente da CAP colocou o seu lugar à disposição, mas a DGEST não aceitou. No entanto, parece que a acusação de plágio está ainda em averiguações, e por isso mesmo, a pessoa em questão não deveria ser sujeita (para já) a esta exposição, pelo menos até ser de facto acusada. Deixemos a justiça atuar!
Acredito que muitos dos docentes não tenham tido conhecimento do despacho proferido pela Direção Geral da Administração Escolar. No entanto, no dia em que o mesmo saiu, foi reenviado para muitos colegas… alguns receberam mesmo a cópia do despacho via email institucional!
Por outro lado, e ao contrário do que foi dito no comentário #24, penso que o Conselho Geral não tem autoridade alguma para se pronunciar acerca de um qualquer plágio, pois esse tipo de acusação não faz parte das suas competências, mas sim da administração central… ou melhor, dos tribunais. E olhem que faziam parte deste Conselho mais do que um membro com licenciatura em direito. Por este motivo, não vejo problema em que qualquer elemento do Conselho Geral Transitório volte a integrar uma lista para a nova eleição, pois acho que agiram em conformidade com a lei.
Por falar em Conselho Geral Transitório, faziam parte do mesmo, membro(s) muito “ligados” à candidata derrotada. Aliás, um dos membros, não só fez parte desta Comissão Eleitoral (para avaliação dos projetos), como também integrou anteriormente (penso que como assessora) uma equipa de Direção onde a referida candidata era Subdiretora!
Diz-se também no agrupamento que um dos membros do Conselho Geral Transitório tem “assuntos mal resolvidos” com a Presidente da CAP… Tal como referido no comentário #21, não será também “uma vingança pessoal, não resolvida que saiu agora do baú”?
Para terminar, referir que a candidata derrotada, fazia parte do Conselho Geral que elegeu (por um voto) há 5 anos atrás um outro Diretor. Nada de estranho se passava, não fosse o facto da referida conselheira ter integrado posteriormente a equipa do Diretor vencedor.
Talvez seja legal, mas parece-vos ético?
Novembro 17, 2014 at 10:24 pm
Bem, o post e os respetivos comentários dão uma análise muito interessante.
Em primeiro lugar, temos um texto informativo, factual, acompanhado de uma prova documental. Parte-se do princípio de que os factos descritos corresponderão à verdade, não só pela prova, mas porque a sua substância não foi desmentida. Outras provas poderão existir (como foi referido, o projeto de intervenção) em benefício da clarificação da verdade.
Os comentários, por sua vez, dividem-se em duas categorias:
– os que defendem que deverá existir um novo modelo de gestão e de administração ou que o atual, a manter-se, deverá reger-se pelos princípios da transparência, da legalidade, da justiça, imparcialidade e igualdade, princípios estes que, no caso concreto, parecem não ter sido respeitados; e que há atitudes, valores éticos e morais que um professor/diretor não pode deixar de respeitar. Comprova-se com o exemplo do Secretário de Estado que, acusado de plágio e, até não estando a candidatar-se a um cargo, apresenta a sua demissão (sem que tenha esperado pela atuação da justiça), por uma questão de responsabilidade moral. Parece-me que esta tese é aceitável.
– depois há os que defendem que: um documento oficial, público e de acesso livre não deveria ter sido divulgado (ocultação de informação); há uma conspiração contra a candidata vencedora; um elemento do conselho geral decidiu vingar-se/ajustar contas por coisas antigas; a obsessão pelo poder fez com que a candidata vencida impugnasse a eleição. Bem, só faltará dizer que o elemento do conselho geral/candidata vencida instigaram a candidata vencedora a fazer plágio só para se vingarem… E chegam ao ponto de dar a entender (com que fundamento?) que a candidata vencida, há 5 anos atrás, votou (como o sabem, o voto não é secreto?) no diretor que, posteriormente, a integrou na sua equipa… Bem, quando vemos o mundo de uma forma enviesada/distorcida, tendemos a ver os outros à nossa medida…
Bem sei que contra factos não há argumentos. Que será muito difícil defender uma candidatura tão suspeita. Mas tantos comentários sem provas, sem fundamento, irracionais e irascíveis só enfraquecem quem tanto tentam defender.
Novembro 18, 2014 at 2:52 pm
Obrigado Mário Sanches por esta análise interessante.
Novembro 18, 2014 at 6:50 pm
Lamento o que se está a passar neste agrupamento, ao qual também pertenço. Todo este processo revela muita maldade de alguns e alguma ingenuidade de outros. Penso que a candidata Ângela não precisava de ter plagiado nenhum projecto, pois ao fazê-lo errou e cometeu crime, punido por lei. Se plagiou não é o Conselho geral que pode avaliar mas sim os órgãos competentes. Não percebo onde é que está a falta de ética e de responsabilidade atribuída, por alguns, aos representantes do referido Conselho.
Novembro 18, 2014 at 8:23 pm
# 27
A análise feita no comentário 26, entre outros, aliás, de grande pertinência (11, 13, 16, 17, 24 …), é, de facto, muito lúcida. No entanto, por uma questão de honestidade e de reconhecimento ao respetivo autor, pelo olhar atento e esclarecido que evidencia, não me cabe a autoria desse texto. Acompanhei o desenvolvimento desta “coisa complicada” e as sucessivas intervenções, mas, por entender que deveria manter a distância possível, considerando a investigação em que estou envolvido, optei por não emitir a minha opinião pessoal. Em todo o caso, os comentários são um contributo importante para o meu trabalho na medida em que revelam interpretrações sobre a vida da organização por parte de pessoas e grupos, que poderão ser mobilizados para a análise e caraterização da cultura organizacional do nosso mega-agrupamento.
Novembro 19, 2014 at 12:48 am
Tenho acompanhado de perto toda esta situação e não posso deixar de lamentar que se humilhe desta forma alguém. Já ouvi muitas coisas, mas não posso deixar mencionar que todo o Litoral Alentejano se viu confrontado com todo o tipo de histórias quanto à eleição dos diretores após a criação dos mega-agrupamentos e das tão polémicas nomeações para Presidentes da CAP. Pequenos poderes que tanto se desejam. *passa-se por cima de tudo e de todos para se atingir o fim…”Ser Diretor”.
1º – O Sr. Mário Pereira (docente do quadro do AE de Grandola) que se demitiu das suas funções, perdeu umas eleições para a Ângela, não deveria ter legitimidade nenhuma para assinar seja o que for nesta situação…fica sempre a duvida terá sido vingança pessoal? Já agora alguém sabe por onde anda este Senhor? Ainda pensei que viria substituir a Ângela.
2º Se fosse eu, e tivesse perdido por uma diferença de tantos votos, nunca iria impugnar nada pois esta eleição foi um sinal claro que não me queriam lá! Revelou mau perder .O que se ganha conquistando algo à força? Penso que esta candidata tem que se “orientar” um pouco melhor. tem que arranjar outros mentores.
3º Lamento que tantos documentos circulem por aí relativamente ao concurso. Não é suposto os documento analisados pela comissão quanto ao concurso não serem públicos? Num outro Agrupamento (ouvi contar e há provas) até foi dado documentação a um possível candidato por membros da Comissão restrita.
4º Quanto ao CGT não é da sua competência analisar o dito plágio,,, é por isso que existem outras entidades. É claro que podem e devem candidatar-se novamente ou tudo isto foi feito para evitar que se retirassem…
5º É necessário tirar conclusões de tudo isto, na verdade esta leva de concursos a diretores tem sido uma vergonha:.. e a DGEST tem culpas protegendo alguns dos candidatos (regras para um agrupamento que não são válidas para o vizinho do lado, queixas que são feitas e não tem resposta, falta de acompanhamento aos CG,..)
E assim vai a nossa educação pelo Alentejo.
Novembro 19, 2014 at 1:43 am
Que pena!!!
Então deve ser da Susana Camacho. Acertei??
Novembro 19, 2014 at 9:20 am
Depois de terem organizado esta trapalhada para Grândola estão a tentar fazer o mesmo em Santiago… pequenos reis a tentar reinar sem olhar a meios.Por onde andam as autoridades que não tomam medidas? É necessário acabar com este sistema de nomeações e de concurso a diretor nada tem de democratico.
Novembro 19, 2014 at 10:35 am
Acredito que o CGT agiu dentro da lei. E que fez o melhor que podia e que sabia, face às circunstâncias de que não estava a espera.
Mas, não estou a dizer que foi por culpa eles, o processo correu mal. Também houve muita falta de informação oficial. Mesmo que não tenha sido essa a intenção, deram a entender que se estava a esconder algo, o que só contribuiu para a circulação de informação clandestina e “conversas de café”. Por isso, não pondo em causa a legalidade e a legitimidade de integrarem as listas, por uma questão de bom senso (tal como alguns o fizeram) não deviam de lá estar. Era importante um órgão completamente renovado e acima de qualquer suspeita.
Em relação às candidatas, posso dizer que conheço e trabalhei com ambas. Tanto uma como outra fazem um bom trabalho, de grande responsabilidade e profissionalismo. Uma delas terá, eventualmente cometido um erro. Terá a oportunidade de se defender e retirar as devidas consequências.
Custa-me tantos comentários maldosos, com insinuações de bradar aos céus… Com base no “ouvi dizer…”, “alguém me contou…”, lançam ataques pessoais sem dó nem piedade. Vindo de professores, considero muito grave.
Desejo ao Agrupamento e ao novo conselho geral votos de um bom trabalho, a bem da estabilidade e normalidade, que tanto estão a fazer falta.
Novembro 19, 2014 at 4:08 pm
# 30
Os seus argumentos já foram analisados em comentários anteriores. Mas vale a pena retomá-los, porque eles contêm algumas imprecisões. Vejamos, ponto por ponto.
1º – O disposto no artigo 44.º do CPA, segundo o qual nenhum titular de órgão da administração pode intervir em procedimento administativo em que tenha interesse, não é aplicável por duas razões, creio: o diretor geral não “tinha interesse” nesta eleição, mas sim numa outra realizada há 5 anos atrás; a sua decisão limita-se a manifestar concordância com a análise e a proposta técnico-jurídica de um jurista designado;
2º – O argumento de que a maioria tem sempre razão e que à minoria cabe, apenas, calar-se, é inaceitável sob qualquer ponto de vista. Um qualquer ato ou decisão da maioria pode ser ilegal ou eticamente insustentável. Deve, então, quem quer que seja ignorar esse facto e remeter-se (ou ser remetido) ao silêncio, simplesmente?
3º – Uma simples consulta do artigo 5º da Lei n.º 46/2007, de 24 de agosto, deveria reorientar a sua perceção do ocorrido: “Todos, sem necessidade de enunciar qualquer interesse, têm direito de acesso aos documentos administrativos”.
4.º – Pois é, são os custos da autonomia. O CGT, enquanto órgão da administração pública, tem o direito (o poder discricionário) de escolher o diretor para o agrupamento; mas tem, simultaneamente, o dever (poder vinculado) de observar e respeitar princípios de ética definidos para essa decisão, no caso, os previstos no artigo 5º do DL n.º 75/2008, de 22 de abril (legalidade, justiça, imparcialidade,competência, responsabilidade, proporcionalidade, transparência e boa-fé). Logo, a apreciação da originalidade de um elemento essencial da candidatura – o projeto de intervenção – é um dever imperativo e irrenunciável.
5º – Tem razão, porque, a partir da não homologação da eleição da candidata pela DGAE, a DGesTE deveria ter agido há 3 meses para repor a legalidade, o mínimo ético do direito.
Novembro 19, 2014 at 7:49 pm
Todos temos direito e o dever de reclamar e mostrar a nossa indignação mas não desta forma expondo tudo isto em praça publica denegrindo a imagem de alguém que esteve tantos anos à frente deste agrupamento e que deu tanto de si. Devemos agir eticamente tentando obter a verdade mas com bom senso. É nos locais próprios que estes assuntos se analisam/discutem e se assumem responsabilidades. Custa-me ver desta forma a degradação de uma classe que devia ser um exemplo. Que ganhou o Agrupamento com isto? Uma grande lavagem de roupa suja.
Existe uma prova documental logo podemos partir do princípio de que os factos descritos corresponderão à verdade. Existem entidades próprias que vão resolver esta trapalhada.
Não digo que a candidata Susana não deves reclamar deveria sim te-lo feito de forma mais discreta, com mais nível.
Novembro 19, 2014 at 9:51 pm
Tentei não dar a minha opinião relativamente a este post, mas não me consigo conter mais…
Quer queiram, quer não, os mais prejudicados no meio de tudo isto são os alunos! Senão, vejamos:
É de louvar ver aqui tanta gente (que penso serem docentes) preocupada com as ilegalidades, as legislações, as competências dos órgãos, a defesa de interesses próprios, etc… aliás, há por aqui pessoas que estudam mesmo muito bem a legislação (veja-se o exemplo do post #34).
Mas agora pergunto eu:
Será que estes docentes se preocupam assim tanto com os seus alunos como se preocupam com as leis?
Estarão estes docentes preocupados com a Educação do futuro ou apenas preocupados com o seu “umbigo”?
Será este tipo de pessoas que a escola pública necessita?
Novembro 19, 2014 at 10:58 pm
Excelente exercício democrático!
Parabéns Paulo Guinote, pela transparência que veio permitir a um processo conduzido, desde o início, com contornos muito pouco claros.
Eis que começa a transparecer a ditadura encapotada que alguns membros desse Agrupamento tentam impor, escondendo, manipulando e atacando sem defesa todos os que tentam fazer valer os valores fundamentais da nossa democracia, já aqui sobejamente enunciados em posts anteriores.
Acaso não serão conhecedores de um direito fundamental consagrado na Constituição da República Portuguesa, artigo 37º -Liberdade de expressão e informação?
Recomendo: http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
Curioso, curioso é tudo isto se passar na TERRA DA FRATERNIDADE!
Novembro 20, 2014 at 1:05 pm
# 36
O seu comentário parte de uma tese – os alunos são os mais prejudicados com tudo isto – mas não tentou demonstrá-la com quaisquer argumentos válidos. Limita-se a levantar três dúvidas genéricas que nada acrescentam ao que pretendia demonstrar, até porque um professor (ou um cidadão qualquer) preocupar-se com leis ou consigo próprio enquanto pessoa e profissional é, absolutamente, imprescindível. E, se não reparou que, ao longo de muitos comentários, esteve presente, precisamente, a preocupação com uma escola pública democrática, justa e igual, então esteve muito distraído/a.
Novembro 20, 2014 at 1:39 pm
Por falar em “escola pública democrática”, dizer que a democracia está diretamente associada ao voto!
“O Voto é a forma encontrada pelos regimes democráticos para os cidadãos exprimirem as suas escolhas políticas, sociais ou morais, (no caso de alguns referendos – atos eleitorais pelos quais se decide um assunto concreto).” – in http://www.portugal.gov.pt/pt/a-democracia-portuguesa.aspx
Logo, democraticamente, a escolha do “povo” deve ser respeitada. Em democracia, não vale tudo para se chegar ao poder!
No entanto, em todos os quadrantes da vida, “há pessoas que não olham a meios para atingir os fins”!
Novembro 20, 2014 at 3:09 pm
# 39
É verdade. O voto foi uma grande conquista democrática. E ainda bem.
No entanto, se analisar com minúcia este caso concreto e se reler o DL 75/2008, alterado e republicado pelo DL 137/2012, verá que, previamente à eleição do diretor, há um PROCEDIMENTO CONCURSAL, público e nacional. Para que os candidatos sejam admitidos, em pé de IGUALDADE, têm de preencher determinados requisitos, entre eles, a apresentação de um projeto de intervenção, pensado para dar resposta aos problemas específicos do Agrupamento. Ora aqui é que reside o “busílis da questão”! O projeto de intervenção de uma candidata, por não ser original e, mais grave, cópia quase “literal” de um outro projeto, fez com que essa candidatura violasse o disposto na lei. E o mínimo exigível, tendo em conta o cargo em questão.
Logicamente, concordará que, num concurso desta natureza, uma candidatura ilegal não se torna legal só por ter sido a mais votada. Aliás, a ilegalidade detetada foi o que ditou a não homologação, pois se esta apenas se tivesse baseado no número de votos, nem sequer havia discussão. Por que será que a Lei prevê a homologação por parte dos serviços centrais?
Por fim, perante um exemplo de uma candidatura que tenta ganhar vantagem sobre outra através de um ato fraudulento, sou obrigado a concordar consigo quanto ao “não vale tudo para chegar ao poder”; “há pessoas que não olham a meios para atingir os fins”.
Novembro 20, 2014 at 4:13 pm
# 39
Oh, Alba! Então ignora que, de acordo com o artigo 113º da Constituição da República, os processos eleitorais nacionais, exprimindo a vontade do povo, também se regem por princípios como a liberdade, a imparcialidade, a igualdade e a transparência? E que a escola, uma organização cuja singularidade decorre da sua forte componente “moral” por lidar com valores e sua transmissão aos mais jovens, tem como missão respeitar e transmitir aqueles (e outros) princípios e valores de cidadania? Já imaginou que, se assim não fosse, no futuro, a democracia, circunscrita à simples contagem de votos, estaria profundamente amputada? As suas máximas – “não vale tudo para chegar ao poder” e “há pessoas que não olham a meios para atingir os fins” funcionam como os antigos oráculos de Delfos: concorda-se com eles e valem para tudo, mas são tão genéricas que não permitem analisar, interpretar e ajuizar sobre uma situação concreta.
Novembro 22, 2014 at 10:13 am
Que surpresa!!!
Constata-se que só há uma lista de docentes concorrentes ao Conselho Geral.
Será que afinal, o(s) autor(es) deste post não conseguiram reunir os membros necessários para organizar uma lista?
E não digam que não tinham interesse em formar lista, porque eu sei bem que fizeram diversos contactos…
Com este “contratempo”, o que virá a seguir? O que irão impugnar agora?
Novembro 22, 2014 at 10:30 am
#36,
As minhas intervenções aqui incidem apenas sobre coisas que gostava de ver esclarecidas e não entrar na polémica pura e dura.
Mas não percebi como os alunos são prejudicados.
Há perturbações das aulas por causa deste assunto’
As pessoas levam esses problemas para as aulas?
Invocar o interesse dos alunos é, em meu entender, uma forma um bocado demagógica de levar o assunto para outro lado.
Assim como dizer que o voto do povo, etc e tal.
É que nem o povo votou (votaram cerca de 20 conselheiros, eleitos por corpos específicos da comunidade educativa ou cooptados), nem o voto lava mais branco, como defende a teoria Fátima Felgueiras/Valentim Loureiro.
Logo hoje que um ex-PM foi dedito por suspeitas de corrupção, esse argumento deveria ser deixado de lado.
Janeiro 2, 2015 at 3:04 pm
Com tanto celeuma que este assunto deu gostaria de saber em que pontos está esta situação. Será que a Diretora permanece? Será que ficou tudo em águas de bacalhau? O CG ficou com a mesma presidente? Porque será que, de repente, todo o povo se calhou? O Paulo saberá algo da situação? Gostaria de saber o desfecho de tanto lavar de roupa suja…. Quem colocou o artigo deveria manter atualizado este blog. Bom Ano
Julho 17, 2015 at 3:39 pm
Caras e caros
Houve aqui falhas que não se entendem.
1º O C. Geral, neste caso transitório, deveria ter nomeado uma comissão ( em principio a Comissão Permanente) para elaborar e submeter á aprovação do mesmo um conjunto de critérios para a elaboração dos projetos de intervenção dos candidatos a Diretor. Cada agrupamento tem uma identidade especifica e, por conseguinte, nesse projeto devem ser espelhadas essas especificidades através das quais se operacionaliza a autonomia,
Se isso tivesse acontecido, não teria havido lugar a plágios. Infelizmente muitos dos nossos atores educativos não entendem estes mecanismos de conquista de autonomia (dá trabalho). É só olhar para as fundamentações dos projetos educativos, Regulamentos internos etc e verificar que a maioria deles é um arrazoado de legislação copiada e colada sem se vislumbrar nada de especifico e particular da realidade de cada agrupamento ou escola não agrupada.
Julho 17, 2015 at 10:04 pm
[…] O caso da presidente da CAP do mega-agrupamento de Grândola que concorreu a directora com um trabalho parcialmente copiado teve hoje atenções da imprensa escrita e de pelo menos um canal televisivo. Mas o caso não é novo, pois pelo menos em Novembro do ano passado foi largamente discutido no blogue de Paulo Guinote. […]
Agosto 27, 2015 at 9:31 am
Para quê tantas conversas e tantas atenções a estas polémicas? Ficou tudo na mesma, a diretora permanece a mesma, o único candidato foi impossibilitado de concorrer. Passado um ano a dúvida permanece…. quem será o novo/ a nova diretor/ do Agrupamento de Escolas de Grândola?