… por um modelo “descentralizado” que permite colocações em mais de uma centena de escolas, sendo que só uma ficará com o professor e as restantes terão de reiniciar o processo e os contactos.
É um modelo estúpido, pois também permite que as pessoas fiquem na expectativa de uma colocação melhor e, ao fim de dias, abandonarem a colocação aceite inicialmente.
Nada disto aconteceria com um sistema de colocações em que os professores ordenassem as suas prioridades e, logo que fossem colocados, saíssem da lista ordenada.
Mas, dizem pessoas muito inteligentes, que orientam doutoramentos pelos isczés em políticas públicas depois de terem sido ministras (dá sempre mais jeito legitimar a posteriori as políticas implementadas com estudos a preceito), que é o “grau zero da inteligência”, estando nisso objectivamente de acordo com as políticas actuais, mesmo quando encenam o contrário.
Quem perde mais com isto são – obviamente – os alunos, que estão sem professor, podem vir a ter um por dias ou um par de semanas, ficam outra vez sem professor, etc, etc.
São eles com quem o MEC está a proceder, de forma não muito indirecta, a “experimentalismos”.
Tudo isto com especial incidências nas escolas, turmas e alunos a quem se prometeram melhores condições de funcionamento, com “contratos de autonomia” e outras parolices ditas por um secretário de Estado especialista em lugares comuns e muito vento.
Mas há quem goste muito dele. Porque parece que é de muito fácil trato.
Os queirozezes, por exemplo, adoram-no.
Outubro 22, 2014 at 10:25 am
Paulo,
não concordo com tudo o que escreves neste post. A graduação profissional também não é um critério tão “justo” assim. Simplesmente habituámo-nos. Este caos nas colocações não é incompatível com a introdução de novas variáveis que se achem justas e adequadas. Deixo algumas coisas que acho que poderiam ser solução:
Princípio 1: Concurso único para professores contratados que garantisse a simplicidade dos processos e reduzisse a incerteza que os múltiplos concursos e diferentes ordenações geram;
Princípio 2: Calendarização de todas as fases “concursais” de forma a haver uma planificação facilitadora da vida de todos (professores, diretores, escolas, famílias,…);
Princípio 4: Possibilidade de “melhoria” da forma de ordenar os professores com inclusão de outras variáveis que tornem o processo mais justo e eficaz;
Princípio 4: Transparência e publicitação das listas de ordenação e colocação de todos os candidatos que garanta a equidade e possibilidade de recursos;
Princípio 5: Validação prévia de todos os dados dos candidatos que garanta a verdade dos factos;
Princípio 6: Colocações únicas através de lista ordenada e ordem de preferência de forma a tornar o processo mais eficaz e justo;
Princípio 7: Maior celeridade nas colocações;
Operacionalização:
1. As escolas deveriam usufruir da possibilidade de introduzir outras variáveis na seleção de professores, além da graduação profissional. Sei que é polémico, mas é o que defendo desde os meus tempos de estágio, quando o escrevi no meu relatório. A nota de curso é um critério tão relativo quanto muito outros. Daí que faça sentido incluir outras variáveis (como por exemplo, formações complementares; avaliação de desempenho (se valesse alguma coisa), experiência profissional), até como forma de estimular os candidatos a investirem no seu currículo e formação. Agora, tais variáveis deveriam ser comuns a todas as escolas, constituindo-se em critérios objetivos, de fácil validação e num número nunca superior a 5.
2. Cada escola, em tempo útil, deveria definir para cada grupo disciplinar os critérios (daqueles 5) e ponderações que achasse mais adequados (até poderiam optar exclusivamente por não incluir nenhum outro critério), onde a graduação profissional deveria ter uma ponderação maioritária.
3. Os professores candidatos sujeitar-se-iam a um único concurso de recrutamento, dividido em duas fases: primeira, por volta do mês de maio, onde indicariam os seus dados, assim como o preenchimento dos 5 critérios gerais definidos para a seleção de professores; segunda fase, por volta do mês de junho, manifestação ordenada das preferências por escolas (onde estaria patente os critérios e ponderações utilizadas em cada escola p/grupo de recrutamento) e tipos de horários, independentemente de serem escolas TEIP, com autonomia ou “normais”.
4. As escolas, entre a 1ª e 2ª fases de candidatura validariam os dados dos professores assim como o preenchimento dos critérios;
5. A DGAE publicaria, ainda durante o mês de junho, uma lista provisória de ordenação de professores pela graduação profissional, por grupo de recrutamento, onde ficasse também patente as respostas dos candidatos aos 5 subcritérios;
6. As escolas, por volta dos meados de agosto, indicariam as necessidades de horários à DGAE de forma que esta, no fim de Agosto, em data previamente definida e anunciada, publicasse as listas de colocação dos professores de acordo com as preferências e ordenação de todos os candidatos;
7. O tempo para aceitação das colocações deveriam ser diminuídos,
e aumentadas as penalizações por não aceitação de uma colocação;
8. Todas as colocações subsequentes deveriam ser feitas através da modalidade das reservas de recrutamento, respeitando a ordem de preferências dos candidatos;
9. As reservas de recrutamento deveriam acontecer com uma frequência que garantisse uma celeridade do processo de recrutamento.
Outubro 22, 2014 at 10:51 am
Gostamos de complicar o que é simples:
“Bastaria fazer um decreto-lei que definisse que a colocação de professores seria feita mediante uma seriação de todos os professores, nacionais, no desemprego, ordenados segundo a sua classificação académica e segundo a sua classificação profissional”, explica. “Depois as escolas contratariam os professores respeitando essa lista.”
Santana Castilho
In:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=166079
E o Santana Castilho já publicou algumas “OBRAS” e artigos em jornais!…
🙂
Outubro 22, 2014 at 11:00 am
#1
Ainda que a ideia de um concurso único me pareça a “solução” a verdade é que, com a inclusão da possibilidade de cada escola definir outras vaiáveis além da graduação profissional, é um problema de difícil resolução, pois, para cada escola e grupo de recrutamento, haverá na prática muitas listas de ordenação distintas. Tecnicamente isto é complicado (daí que o MEC tenha optado por, atualmente, fazer concursos distintos). Como fazer um concurso único, com a possibilidade de incluir outras variáveis na ordenação, e, ainda assim, respeitar a ordem de preferências dos candidatos?
Este é o desafio para o qual não tenho uma resposta suficientemente satisfatória. E caso isso não seja possível de resolver o melhor mesmo é voltarmos a uma lista de graduação única para todas as escolas, ainda que, a meu ver, deva ser estudada uma forma de melhorar a fórmula da graduação profissional.
Outubro 22, 2014 at 11:34 am
Deste MEC já se disse tudo e eu assino por baixo.
Dito isto:
– o pecado original de tudo isto é o modelo centralizado;
– e quando a coisa está feia e não há solução testada, às vezes, no limite, o experimentalismo resulta: o remédio experimental já salvou alguns do ébola…
Outubro 22, 2014 at 11:37 am
#1,
…” não concordo com tudo o que escreves neste post. A graduação profissional também não é um critério tão “justo” assim “…
É o único critério justo, desde que as ” bitolas ” entre o ens. público e privado sejam salvaguardados.Esse trabalho devia ser BEM feito ,pela comissão de avaliação do ens. superior.Hoje, quantos alunos saem do ens. público ( final dos cursos ) e vão terminar as licenciaturas no privado ? E para quê ?
Mas muitos outros interesses estão em 1º…lugar.
Assim ,todo o processo ” decorreria sobre rodas bem oleadas “- Concurso Nacional (Anual ) em Janº , Lista graduada nacional em Fev./ Março ,indicação de preferências por escola e posterior colocação ou não .
Sempre assim foi no “meu tempo” e sempre correu dentro da normalidade.
Para horários de substituição/sem colocação de prof.,etc,havia o posterir mini-concurso. Hoje ,o que acontece é um mini-concurso nacional,que possibilita um prof. ser colocado em 95 escolas…
Outubro 22, 2014 at 11:37 am
A colocação dos professores, graças à incompetência crassa de uma equipa ministerial – e assim se vê como funcionam, e com que nível, as coisas no nosso país e na na nossa Educação… -, logrou tornar-se o grande tema de debate sobre o nosso sistema de ensino.
E assim, consegue-se, desde logo, que fique na sombra o principal problema que está a afectar a nossa Educação: uma política miserabilista que considera esta uma mera despesa, hipotecando dessa forma o desenvolvimento sustentável do país – quer dizer, sobretudo o futuro dos alunos.
E, depois, que não se equacione e debata a questão maior que se coloca à nossa Escola, a saber, o seu modelo – uma mistura entre uma vertente basicamente utilitária, ainda subsidiária da Revolução Industrial, com outra terapêutico-assistencial, do Welfare State, acabando na mais recente, do deslumbramento pelos modismos tecnológicos -, completamente esgotado e desajustado à realidade e às exigências do tempo presente e, sobretudo, às do futuro, ou seja, a uma ideia outra de homem e de sociedade.
Outubro 22, 2014 at 11:41 am
Hoje:
É a escolha ( pelos directores ) dos amiguinhos,utilizando os mais variados critérios ,de acordo os seus interesses e finalidades.
O resto é conversa !
Outubro 22, 2014 at 11:41 am
Gosto de ver o ex-ministro Justino a falar sobre colocação de professores. Ele que demonstrou diligentemente como se encrava um sistema e seguidamente fugiu.
Há gente que não tem ponta de vergonha.
Outubro 22, 2014 at 12:07 pm
#3
Tecnicamente não há dificuldade nenhuma. O que descreve é exactamente o que se faz, há muitos anos, com a colocação de candidatos no ensino superior.
Onde também existem diferentes variáveis a ponderar, que são diferentes de escola para escola e de curso para curso, o que faz com que a nota de candidatura se altere também.
O que há é gente incompetente que consegue complicar as coisas ao ponto de criar problemas inexistentes e persistir no erro ao ponto de os tornar irresolúveis e causar prejuízos irremediáveis.
Outubro 22, 2014 at 12:16 pm
#9
Não me parece assim uma solução tão óbvia. Mas se me conseguir explicar…
O procedimento técnico que está por trás da aplicação informática que coloca os professores através do concurso nacional funciona da seguinte forma:
1. ordena os candidatos p/grupo de recrutamento;
2. coloca os professores pela ordem da lista de graduação, colocando-os no 1º horário disponível de acordo com as suas preferências.
Ora se houver múltiplas listas de ordenação este processo não é possível. Como o fazer? Há algumas possibilidades mas…
Outubro 22, 2014 at 12:58 pm
#10
O que lhe quis dizer é que no acesso ao ensino superior a ponderação da nota do secundário e das provas específicas é diferente de escola para escola e de curso para curso. Assim como a prova ou provas que são exigidas para cada curso pela respectiva instituição.
Daqui resulta que a nota com que cada estudante se candidata também varia de curso para curso e o programa informático deverá ter isso em conta.
Havendo ainda outros critérios para certos cursos como preferências regionais, etc.
E, claro, a colocação de um candidato retira-o imediatamente da lista dos que estão por colocar.
Ora bem, eu não sou informático nem matemático e o conhecimento que tenho deste sistema é apenas o que resulta de ter dois filhos que entraram nos últimos anos no ensino superior. Provavelmente para fazer funcionar este programa será necessário um algoritmo de alguma complexidade, mas nada do outro mundo ou que bons profissionais da área não saibam fazer.
O que têm é de existir regras claras, lógicas e coerentes, coisa que me parece que faltou às mentes tortuosas que conceberam o actual no concurso de contratação de professores.
Outubro 22, 2014 at 1:08 pm
E curioso verificar que ha medida que vao diminuindo os lugares nas escolas para leccionar, as pessoas, como quem nao quer a coisa, vao “descobrindo” que a graduacao profissional talvez nao seja o sistema ideal, que e o “grau zero de inteligencia”. Grau zero de inteligencia, so se for de quem se deixar levar nesta conversa! E triste ver como a logica vai mudando ao sabor da conjuntura economica, cada um vai racionalizando a medida das suas conveniencias.
Com o papel do professor na sociedade, passou-se o mesmo. Enquanto a torneira dos fundos europeus financiou a renovacao do parque automovel e a compra de jeeps, o professor era o coitado que ganhava pouco mas certinho, era o “meia-dose e dois num quarto”. Agora e um priveligiado!
Outubro 22, 2014 at 1:22 pm
104!?!
Os modelos estúpidos são criados por pessoas, não são?
Outubro 22, 2014 at 1:29 pm
#12
Não enfio essa carapuça. Há muito que penso que a forma de seleção de professores deveria ser melhorada. As experiências que têm sido feitas fizeram-me evoluir na minha posição e descartar algumas ideias que tinha quando iniciei esta vida de professor. Apesar de muito naif, partilho um dos capítulos do meu relatório/reflexão de estágio de 2001, antes das guerras da avaliação e desta questão dos subcritérios:
“A profissão
Deixo aqui uma boa indicação do que deve ser o professor: “Então a gente anda aqui tão feliz e no fim do mês ainda nos dão dinheiro?”
Sebastião da Gama
Ser professor é mais do que um desafio é um acto de coragem. Recordo-me há uns anos atrás de ouvir os professores queixarem-se de serem muito mal pagos. Também não se pode ter tudo: as férias e ordenado! Pensava eu antes de abraçar esta profissão.
Uma das principais motivações para ter escolhido tirar o curso de ensino da Matemática foi o facto de julgar não ter dificuldades em termos de colocação. De há uns anos a esta parte a situação inverteu-se pois agora é muito difícil ser colocado. Quem está disposto a ficar na incerteza de ser colocado ou não? Quem está disposto a, durante pelo menos dez anos, andar a saltar de escola em escola, de cidade em cidade? Tenho medo das respostas a estas questões. Parece-me óbvio: se quisermos um melhor ensino, temos que ter melhores professores. Ter melhores professores implica dar à profissão condições mais atractivas.
As condições de vida dos professores degradaram-se, ninguém duvide. Os dois parágrafos anteriores são um exemplo de que a profissão de professor está em crise. Aliás, toda a gente reconhece que o ensino está em crise.
O único critério para a colocação de professores é a média. Um número. O computador trata do resto. Desta forma, a colocação de professores faz-se sem o mínimo de subjectividade. Mas isto acontece em mais alguma profissão? Mas há alguma empresa
que recruta alguém sem fazer uma entrevista, sem conhecer os candidatos, sem saber das suas motivações? Todas essas coisas que levam a sentir afinidades ou repulsas, prazer ou mal estar, tudo o que mostra que somos um ser humano, tudo o que traduz essa estranha vocação de professor, tudo isso é pura e simplesmente ignorado.
Defendo que se premei a qualidade. Por isso não me choca que os professores sejam avaliados, aliás, o que acontece em qualquer empresa. Como sabemos a profissão de professor proporciona inúmeras situações de não ser exercida. Aliás, muitos professores gostam desta profissão por isso mesmo. O receio de ser despedido ou de não ser promovido de forma automática é que parece justificar esse apego desesperado à segurança por parte de tantos professores. Constato que é muito fácil cair na rotina, no comodismo, no facilitismo. Mas será isso benéfico para o ensino? Pessoalmente, preciso que reconheçam o valor ou a ausência de valor do meu trabalho. Embora não seja isso que me faz funcionar, preciso que os outros me digam sinceramente o que pensam do que eu faço.
Melhorar a qualidade e eficácia da docência, torna-se também um imperativo, ao qual não pode ficar alheio o papel da formação dos professores. Apesar de me achar bem preparado a nível científico e pedagógico, sou ambicioso e quero ir mais além para me tornar melhor. Assim, reconheço que é necessária uma actualização permanente dos meus conhecimentos, isto é, uma formação contínua ao longo da minha vida profissional, pois estou consciente de que aprender a ser professor não se esgota neste ano de estágio.
Outubro 22, 2014 at 1:52 pm
Não se trata de conservadorismo… mas enquanto o modelo de concurso único, com graduação única existiu não se viam estas barbaridades… por que motivo se vai exer no que funciona?
Ou será que há outros interesses por trás?
Há pois …
Mexam apenas no que não funciona, e não inventem.
DEFENDO A 200% O CONCURSO NACIONAL ÚNICO!!!
Outubro 22, 2014 at 2:13 pm
#14,
Tão tenrinho !
Outubro 22, 2014 at 2:26 pm
“Por isso não me choca que os professores sejam avaliados, aliás, o que acontece em qualquer empresa.”
– Pois claro, na escola “como em qualquer empresa”…
Há quem só se mexa quando estimulado pelo aguilhão. Chamam-lhe condicionamento pela competição.
New Public Management…
Outubro 22, 2014 at 2:29 pm
#16
O cinismo é sinal de maturidade e de feridas de guerra saradas com cepticismo…
Outubro 22, 2014 at 3:02 pm
…até nas escolas, quer-me parecer.
Outubro 22, 2014 at 3:11 pm
“Com a confiança de quem está habituado a prever coisas que não acontecem – qualidade certamente imprescindível para trilhar caminhos políticos com Passos Coelho – o homem que coloca professores à balda e depois pede desculpa garante que não encerrará escolas em 2015, nem decidirá novos despedimentos de professores, nem aplicará experimentalismos nas salas de aula… à luz do passado deste político deverá acontecer, portanto, o contrário.”
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4191932&seccao=Pedro%20Tadeu&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
Outubro 22, 2014 at 3:41 pm
João Narciso concordo com o que escreveu e ao contrário de muitos que são contra só porque sim, o João utiliza argumentos!!
Outubro 22, 2014 at 3:45 pm
PAIS QUEREM “LINHA” NAS ESCOLAS PARA EVITAR AGRESSÕES
“Nas escolas públicas falta alguma organização e autoridade do sistema. Quando existe uma situação que não está correta, o diretor não tem autoridade nenhuma. Quem tem é a tutela. Mas é a escola que tem de ter capacidade para decidir”, observou Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), em declarações à agência Lusa.
“Não há uma linha de responsabilidade na escola pública”, acrescentou.
Para o responsável, a agressão de um aluno de 16 anos a um funcionário numa escola de Gondomar, e da mãe de uma aluna a uma professora de um estabelecimento de ensino no Porto foram “casos isolados”, mas também consequência de, na escola pública, “ser muito complicado” colocar os problemas “nos carris” quando “proativamente as pessoas falham”.
“O conceito de serviço público está a ser repensado. Na escola pública tem faltado essa capacidade. Numa escola privada, os pais apresentam um problema e, em último caso, o patrão toma conhecimento. O patrão não quer perder clientes. O cliente é uma pessoa a quem se tem de dar muita atenção e na escola pública continuamos a ter utentes”, observou Jorge Ascensão.
A Confap defende, por isso, que o Conselho Geral das escolas seja “uma espécie de conselho de administração que fiscaliza a escola, e o seu diretor um CEO”, ou seja, um administrador executivo.
Para o responsável, existe na educação “alguma instabilidade emocional, quase epidémica, que pode começar em qualquer um dos pontos”, ou seja, nos pais, nos alunos, nos professores ou nos funcionários.
“Temos relatos de mães e pais preocupados porque um docente do primeiro ciclo segrega e insulta os alunos, chamando-lhes de burros. Quando surge um caso destes, isso equivale logo a 20 ou 30 famílias descontentes”, descreve.
De acordo com o responsável, os problemas que a escola pública enfrenta passam por ter “um universo heterogéneo muito grande” e por uma necessidade de “meios” ou “de outros métodos para trabalhar a formação na escola”.
http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/pais-querem-linha-de-responsabilidade-nas-escolas-para-evitar-agressoes?artigo-completo=sim
A PARTE MAIS INTERESSANTE:
A Confap defende, por isso, que o Conselho Geral das escolas seja “uma espécie de conselho de administração que fiscaliza a escola, e o seu diretor um CEO”, ou seja, um administrador executivo.
OLHA OLHA… JÁ QUEREM FISCALIZAR OS PROFESSORES E OS FUNCIONÁRIOS!!!
Outubro 22, 2014 at 3:51 pm
Tanta discussão interessante ou nem por isso…por se repetir os pós e as lontras usuais. Há vantagens e desvantagens do modelo centralizado assim como há vantagens e desvantagens do modelo descentralizado.
Para mim não é essa a relevância.
O relevante é que se conclui que, se queremos alunos com aulas a tempo e horas, não há alternativa a um modelo centralizado e fechado. Injusto whateva sem dúvida mas é o compromisso. Nisso o Paulo está com toda a razão.
Se queremos afagar os egos e abraçar a utopia do “right man for the right job” então avança-se com a pura da descentralização. Mas isso implica:
a) concursos a realizar em Maio/Junho para salvaguardar prazos legais, todos eles,desde os do Código do Trabalho ao do Processo Administrativo inclusive as impugnações e protestos e ainda as denunciações; claro, antes de se saber quantas horas são necessárias mas isso é o problema de se contabilizar as necessidades de professores ao minuto(uma bestice imho). Ou seja, contratação de escola a sério NÂO é compatível com contratação baseadas em horas necessárias.
b) responsabilização a sério de quem contrata a pessoa errada; não, não pode ser com eleições, 2 ou 3 anos de incompetentes pode destruir uma carreira ou um cidadão;
c) reformular a formação inicial de professores e a própria formação contínua e como esta pode contribuir para um CP(curriculum professoral).
É só fazer a escolha.
Outubro 22, 2014 at 3:55 pm
““Por isso não me choca que os professores sejam avaliados, aliás, o que acontece em qualquer empresa.””
BWAHAHAHAHAH. Voltamos a este assunto é isso?
Querem saber quantas vezes o Bava foi bem avaliado? Sabem que a PT anda em avaliações internas desde 1985 e mesmo hoje em dia, muitos continuam a ser preteridos em favor de certos elementos mais próximos da famelga ou da cor política? Aliás, a PT e outras semelhantes já tentaram os métodos mais rigorosos e objectivos e mesmo assim continua a não funcionar?
Se há empresa onde a avaliação interna resulta a 100%(ou mesmo acima de 75%), ainda está por aparecer.
Outubro 22, 2014 at 4:00 pm
Vou sair que tenho que ir para uma reunião complicada, mas fica a última achega.
Após terminar o curso, trabalhei quase 1 ano numa empresa média de metalomecânica(actualmente em risco de falência). Onde os empregados com a melhor avaliação eram, regra geral, alguns dos piores. Mas como eram amicíssimos dos capatazes e de toda a organização posta ao serviço da avaliação, acabavam por ser os beneficiados das promoções. Pouco ou nada o mérito fez justiça.
Alguns destes acabaram por vir a dar enorme prejuízo quando a empresa quis expandir-se e tiveram que gastar rios de indemnizações para controlar danos, libertando os quadros de certos elementos. But the damage was done.
I’m out salut
Outubro 22, 2014 at 4:10 pm
Todos sabemos que não é o factor antiguidade que valida as competências para o ensino além de que o processo actual é meramente o acumular de tempo de serviço e quanto mais têm são sempre os mesmos a serem colocados, descartando os outros mais jovens do Ensinam com qualificações legítimas para leccionar.Existem várias fórmulas para efectivamente tornar o processo de selecção de professores mais equitativo e mais focado para ao Ensino de hoje. Este processo poderia ser centralizado ou descentralizado, ou seja a GP seria o valor da nota da profissionalização com ponderação de critérios padronizados instituídos pelo mec inerentes a cada grupo de recrutamento e determinado nível de ensino. Dou um exemplo: grupo 610-Música. Uns possíveis critérios: ” Utilização de programas de edição de som? Sim ou Não” ” Sabe tocar instrumentos de cordas? Sim ou Não” em suma, o cálculo da GP+ponderação/ percentagens de determinados critérios consoante o grupo de recrutamento e tendo em conta as metas curriculares.
Outubro 22, 2014 at 4:47 pm
#26,
??????????????????????????????????
…” Dou um exemplo: grupo 610-Música. Uns possíveis critérios: ” Utilização de programas de edição de som? Sim ou Não” ” Sabe tocar instrumentos de cordas? Sim ou Não” “…
🙂 🙂 🙂
Outubro 22, 2014 at 4:52 pm
#21 – Carlos Reis ?
#26 – Amadeu ?
talvez mais :
Ana Batista
Trabalhou em Artes
Frequentou Formação Superior
Mora em Palmela
😉
Outubro 22, 2014 at 5:09 pm
#s Carlos Reis, Amadeu,Ana Batista,
Trabalhou em artes musicais ? Sim ou não ?
Trabalhou em artes marciais ? Sim ou não ?
Trabalhou em artes visuais ? Sim ou não ?
Trabalhou em artes decorativas ? Sim ou não ?
etc.
Frequentou Formação Superior ? 🙂 SIM !
Concluiu Formação Superior ? Sim ou não ? Hummmm !
Chuta com o pé esquerdo e pé direito ? Sim ou não ?
etc.
Outubro 22, 2014 at 5:14 pm
Conhecendo o João Narciso… não me espanta esta filosofia!
E quantos mais professores vou conhecendo mais defendo a lista graduada única!!!
Outubro 22, 2014 at 5:21 pm
#26,
Assim de repente, lembrei-me de duas músicas:
“Amadeus, Amadeus, … Rock me Amadeus”
e
“Não te cures, não … E vais ver onde vais parar”
Era um bom critério para colocação no 610, não?
Desde que vi um porco a andar de bicicleta…
Outubro 22, 2014 at 5:28 pm
Nem mais !
Outubro 22, 2014 at 5:42 pm
É uma vergonha!
E há 11 anos todos os filhos recebiam abono de família…independentemente do rendimento salarial!
Por aqui se vê o investimento que os governos fazem nas politicas familiares!
DESPESA COM ABONO DE FAMÍLIA DESCEU PARA VALORES DE HÁ ONZE ANOS
A despesa do Estado com o abono de família foi, em 2013, “sensivelmente a mesma” de há 11 anos, revela o relatório anual do Observatório das Famílias e das Políticas de Família.
ara a descida dos últimos anos, contribuíram os cortes no montante da prestação a receber mensalmente, o fim do quarto e do quinto escalão de abono e as novas condições de acesso a esta prestação social, adianta o relatório que analisa o desenvolvimento das políticas de família na sociedade portuguesa em 2013.
Fazendo uma análise da despesa do Estado com esta prestação social, o observatório refere que, após uma tendência de subida, mais acentuada entre 2007 e 2009, quando foram introduzidas novas medidas, como o abono pré-natal, majorações para famílias monoparentais e para famílias com mais de um filho, começa a descer, a partir de 2010, “refletindo o recuo do Governo nos apoios económicos às famílias a partir de novembro desse ano”.
O ano em que o abono de família atingiu o valor mais elevado, no período de 2000 a 2013, foi em 2009, com cerca de 865,8 milhões de euros. Em 2011, caiu para 555,4 milhões de euros.
No Orçamento do Estado de 2014, o Governo estabeleceu uma nova diminuição, ainda que ligeira, na verba atribuída ao abono de família, que no ano passado abrangia 1.294.132 crianças e jovens.
http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/despesa-com-abono-de-familia-desceu-para-valores-de-ha-onze-anos
Outubro 22, 2014 at 5:50 pm
#26,
Música – DGAE
http://www.dgae.mec.pt/c/document_library/get_file?p_l_id…pdf
Outubro 22, 2014 at 6:10 pm
#1,
Não me arrepela nada que exista uma bonificação para quem comprovadamente tenha desempenhado certas funções, mas… será que sabemos se fez alguma coisa de jeito só por as ter desempenhado?
A questão das médias é bem velha… tb passei por ela e sobrevivi.
#2,
SC não diz nada de novo, pois isso é apenas o que existia e que, há sempre essa hipótese, muita gente qualificava de mau até voltar a achar bom.
E não me quero adiantar muito sobre coisas óbvias.
#26,
Conheço casos, com rosto, de colocações de pessoal contratado sempre na mesma escola, desde que há “flexibilidade” e “avaliação curricular” (mesmo que no primeiro ano a pessoa nem tivesse ainda leccionado) porque as pessoas em causa não passam de súbditos das direcções e não propriamente excelentes servidores do interesse das escolas.
E é aqui que as coisas esbarram: o “interesse das escolas” e “dos alunos” é o mesmo que “o interesse pessoal das direcções” para escolher os afilhados?
Há quem não faça isso, pois há, mas há quase tantos que o fazem, sem qualquer vergonha.
Outubro 22, 2014 at 6:11 pm
#22,

Isso é que faria rabiar muita gente, desde que o CG não fosse correia de transmissão de interesses de dentro ou fora da escola.
Outubro 22, 2014 at 6:13 pm
#35:
Bem arrematado.
Abraço
Outubro 22, 2014 at 6:43 pm
Os alunos são realmente os mais prejudicados. E de diversas maneiras…
“Tenho 18 netos e nunca discuti política com eles. Alguma coisa está errada na formação deles.” (ASS).
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-que-se-paga-aos-professores-e-uma-vergonha=f894662#ixzz3Gtf0Wux4
Outubro 22, 2014 at 6:55 pm
Soares do Santos que vá dar palpites na Holanda!
http://oduilio.wordpress.com/2014/10/22/a-rotina-e-uma-prisao/#respond
Outubro 22, 2014 at 6:57 pm
#36
Pois!
E o CG é o quê, mais propriamente?
Outubro 22, 2014 at 6:58 pm
E, apesar de mais desprezados, ainda os há muito bons!
Outubro 22, 2014 at 7:10 pm
#39
Não me interessa o autor, mas a ideia.
Conviria reflectir nela…
Outubro 22, 2014 at 7:38 pm
A escola resvala para a órbita concentracionária e jacobina do “controlo popular”, seja pelos caciques municipais seja pela gestão empresarial, seja pelas venenosas associações de pais.
Outubro 22, 2014 at 7:54 pm
#40,
A Caixa Geral, mas sem os depósitos.
Outubro 22, 2014 at 8:19 pm
#44
Ahahahah! Gostei!
Outubro 22, 2014 at 8:38 pm
olha olha..mas mas.era só o BES??
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/agencia_efe_ha_11_bancos_europeus_em_risco_de_chumbar_nos_testes_de_stress_bcp_e_um_deles.html
Outubro 22, 2014 at 8:38 pm
pois..gestores de topo….é no que dá…http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/telecomunicacoes/detalhe/pt_fecha_pela_primeira_vez_abaixo_de_um_euro_e_ja_vale_menos_que_a_divida_da_rioforte.html
Outubro 22, 2014 at 9:43 pm
#30
Sandra, não sei quem seja e não me parece de muito bom tom dizer que me conhece sem se identificar. de qualquer forma ainda bem que não se admira do que eu defendo.
Outubro 22, 2014 at 9:47 pm
#35
Por acaso não acho que as funções devam bonificar para alguma coisa. Acho que tem de se bonificar o que de facto pode ser um acréscimo de qualidade: formação complementar (mestrados e doutoramento, formação complementar, avaliação docente (se bem feita)).
Outubro 22, 2014 at 9:49 pm
se cá nevasse fazia-se cá ski
Outubro 22, 2014 at 9:51 pm
#11
Sim, a colocação seguindo um algoritmo tipo o que se usa no acesso ao ensino superior parece-me uma boa ideia. Até gostava de saber como funciona… talvez esteja aí a solução para um concurso único ainda que com distintas listas de graduação (#3).
Outubro 22, 2014 at 10:01 pm
A ideia de bonificações deixa-me sempre arrepiado