Terça-feira, 14 de Outubro, 2014


Chromeo, Old 45’s

Sabemos que Cavaco Silva se doutorou em York em 1973, após alguns anos por lá.

Sabemos que em Inglaterra só em 1968 se passou a exigir um Bacharelato em Educação aos professores.

Sabemos que, em 1970, Margaret Thatcher se tornou secretária de Estado para a Educação no governo de Ted Heath,

Sabemos que a principal acção de MT no início do seu mandato passou por tentar travar a transformação do sistema educativo inglês no sentido da  “comprehensivisation” (o termo português não existe a menos que tomemos como equivalente o de “unificação” no mesmo sentido do “ensino unificado” da reforma de Veiga Simão), através da circular 10/70. Também se destacou pela abolição da universalidade do leite escolar, através do Education (Milk) Act de 1971.

O que não sabemos?

Se as L.E.A. (autoridades educativas locais) faziam o recrutamento dos professores no início dos anos 70, se o faziam, em que critérios se baseavam, se é verdade que os anos lectivos começavam sem problemas no recrutamento de professores e se o sistema produzia bons resultados em termos das aprendizagens dos alunos.

Mas não deve ser muito difícil saber isso, certo? Eu cá tenho por aí uns elementos. Dispersos, como é evidente…

Só para confirmar a acuidade da memória presidencial…

mandam que o lucro seja repartido, que a iniciativa privada comande as empresas e que o colectivo dos cidadãos defina a educação que lhe forneça a confirmação da melhoria do equilíbrio sucessivamente optimizado.

E que a comunicação social não seja empresarial nem permeável a trampolins de auto-representantes.

Já agora e necessariamente, que a forma e substância de verificar tal equilíbrio sucessivo não continue a ser efectivada por inimputáveis.

É para isto que temos um PR?

Cavaco preocupado com níveis de procriação de cavalos lusitanos

Entre isto e o Duarte Nuno, venha o belzebu, escolha os dois e leve-os com ele para os confins.

 

E largam bitaites como se percebessem de algo mais do que aproveitar a inépcia do MEC para fazerem avançar o que estava encalhado (desregulação total da contratação de professores), com o beneplácito do vácuo presidencial.

Conseguem dizer que a bosta que fizeram foi a senhora do lado que fez.

Qualquer semelhança entre as declarações destes senhores e a realidade é mera e involuntária coincidência.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje em Oleiros que o modelo de colocação de professores deve ser o mais descentralizado possível.
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Eu descentralizava era Vexa para a Guiné Equatorial, Libéria… qualquer coisa assim quentinha… por causa do Inverno, claro. Nunca seria por mentir sobre a origem do erro que está a causar a actual confusão. Porque já se esperava a desfaçatez e falta de honestidade intelectual neste assunto.
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Claro que da parte dos directores existe disponibilidade para assumir a responsabilidade, mas… o problema não é quem gere as coisas, é o modelo que permite que se andem a fazer centenas de concursos, uns atrás dos outros.
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Os sindicatos continuam com aquela fixação das reuniões, como se resolvessem alguma coisa, para além de oportunidades para declarações à comunicação social.
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Quanto ao ministro, faz apelos ao PS – descansem, o PS de Costa não fará rupturas nestas matérias, pois concorda com a “descentralização” e mesmo com a municipalização – e garante que ao fim de quatro anos talvez já consiga perceber alguma coisa deste assunto.

Golos a 9 segundos do fim.

Mas era capaz de me habituar.

E este Schmeichel está muito longe do outro.

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