Sexta-feira, 10 de Outubro, 2014


The Doors, Riders on the Storm

Nas listas da Reserva de Recrutamento dos vários grupos existem – a um primeiro olhar – várias duplicações de colocações, com dois docentes para a mesma vaga. Há casos em que podem ser dois horários diferentes, mas outros em que o número de horas e o tipo (anual/temporário) indiciam ser erro, com a dita duplicação a acontecer, como é descrito um caso em post mais abaixo.

Confesso, não estou com disposição e tempo para ir ver isso com detalhe, neste momento.

A ser verdade, se mais este erro se juntar às colocações múltiplas de muitos professores, não é tempo do ministro sair, mas sim de toda a sua equipa.

Por muito teimoso e firme que o actual PM pense que se mostra ao não o aceitar.

Pela extensão, fica em ficheiro: Os horários dos professores.

Exmos Srs

Para que possam agir e tentar que sejam retificadas as listas de concurso interno de professores – Reserva de Recrutamento 3 – que saíram hoje, 10.10.2014.

Está a verificar-se duplicação de colocações, para o mesmo horário na mesma escola, dois professores colocados.

Envio-vos a lista de colocados do grupo recrutamento 620 RR3 – CI, para verificarem a mesma duplicação, e solicito que divulguem a informação por forma a DGAE corrigir os erros, ainda no dia de hoje.

Exemplo: o número de ordem 429 ficou colocado com um horário de 18h anual, na escola 172236. Para a mesma escola e para o mesmo horário ficou o numero de ordem 467. Outro caso, o numero de ordem 564 ficou colocado na escola 404229 com horário completo temporário, e para o mesmo horário ficou o professor que o numero de ordem 632.

Eu sou um dos casos de duplicação.  Fui colocada num horário anual de 18h, AE de Massamá,  agora nesta reserva de recrutamento. Para a mesma escola e para o mesmo horário foi colocada uma outra colega, que está à minha frente. Liguei para a escola, falei com a Direção, e disseram-me que era um erro, pois eles só tinha um único horário e de 18h para o grupo de recrutamento 620.

Verifiquei ainda que este erro repete-se pelo menos mais 4 vezes na mesma lista do 620, com outros colegas, dois colegas colocados no mesmo horário na mesma escola.

Ao analisar a lista de colocação em CI consigo perceber que ficaria colocada em outros horários anuais se não fosse este erro. Apelo à vossa ajuda. Sou professora desde 2001/2002, e nunca estive nesta humilhante situação.  As listas não podem ir abaixo e serem retificadas ainda no dia de hoje ou fim de semana, uma vez que só é permitido aos professores aceitarem a colocação na 2ª feira, dia 13 de Outubro 2014?

Obrigado

Cumprimentos,

I.

Anexo: ListaColocadosCIgrupo620 RR3.

ISTO É QUE É DESCENTRALIZAÇÃO!

(Deslarga-nos, Mário Nogueira!)
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A fase do experimentalismo concursal do MEC que está a decorrer – esta que está a colocar, às resmas, um professor em diferentes escolas – deu-me uma grande, enorme!, ideia ultraliberal, daquelas para além das quais é difícil conceber mais liberdade de escolha e maior descentralização. Para não dizerem que os professores são uns corporativistas com medo da mudança, escondidos por debaixo do bigode protector do Mário Nogueira…
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A ideia – agarrem-se bem! – é esta: no lugar de haver apenas concursos de colocação de professores para todo o do ano lectivo e para a mesma escola, existiriam, isso sim, concursos mensais, para todos os professores interessados (os “quadros de escola” são um atavismo imobilista, um tique socialista!) e para todas as escolas.
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Procedimentos concursais mensais para todos os professores e para todas as escolas, isso mesmo! Isto é que é uma inovação genial!
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Duvidam? Então vejam lá a revolução libertária que isto permite no nosso sistema de ensino, que ficará ímpar entre todos, mesmos o que se julgam mais liberais ou descentralizados!
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Os professores experimentavam a escola durante um mês; se gostassem do lugar, podiam continuar por mais um mês, ou por mais tempo ainda, renovando então o seu contrato sucessivamente, mas, claro – somos libertários, mas não somos irresponsáveis! -, tendo também que esperar pela opinião da direcção da escola; se o lugar não lhes agradasse, concorriam a outro lado ao fim desse período de tempo.
As direcções, por sua vez, avaliavam o trabalho dos professores e, se aquele não agradasse, propunham-nos para o próximo procedimento concursal mensal.
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Liberdade de escolha para os professores e para os directores: ora aí está! E nem vestígios do centralismo estalinista que abafa e distorce o sistema.
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Podia haver até trocas entre escolas, coisas deste género: entre professores: “Colega, eu vou para o mês que vem para a sua escola e sei que você vem para a minha, diga-me lá se a casa que alugou é porreira, que eu cedia-lhe em troca a minha, que é muito jeitosa”. “Troco senhas do refeitório da minha escola com as do da escola para onde quero ir”.
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Ou o director de uma escola para o seu colega de outra: “Ó João, temos aqui um professor de Ed. Física que puxa muito pelos garotos; não queres experimentar trocar com o teu, pode ser que aí o apreciem?”. As possibilidades são quase infinitas! Mais liberdade do que isto…
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Com uma vantagem suplementar não despicienda: os alunos, com este sistema, não se aborreciam por levarem sempre com os mesmos professores (“Eh pá, este mês temos uma nova stora de matemática, fiche!”; “Este gajo de história já chateia, vamos lá ver se nos mandam outro melhor!”). Haviam de ver como as aulas corriam melhor!
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A liberdade de escolher, a descentralização, são uma grande coisa!
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FARPAS

Passos assume que contribuintes podem ter de pagar por eventuais perdas no Novo Banco

Que o PM mentiu, desculpem, prestou declarações desajustadas da realidade, apesar da sua formação em Economia, está mais do que demonstrado.

A técnica é a mesma do costume: reacção inicial a tentar acalmar a malta e depois amargar as coisas às mijinhas.

Falta é agora os liberais que idolatravam o Ricardo Salgado (bilhete na primeira fila para o inefável João Duque) virem protestar contra a solução e organizarem manifs contra o mau uso do dinheiro dos contribuintes para encobrir negociatas privadas.

Ahhh… e espera-se a migração de muitos para a roda da saia do ulrico, que se vai tornar (depois do dirto salgado e antes dele do jardim) o maior recrutador desta gente, caso compre o novo banco.

Chovem colocações, porque chovem repetidas. Deve ser para assegurar a liberdade de escolha aos professores.

Assim é fácil “colocar” 800 ou 8000 professores.

Só é chato porque por cada colocação multiplicada, há turmas que continuam sem professores mais uns tempos.

Isso explica que António Santos, professor de Geografia, residente no Porto, tenha tido a surpresa, esta manhã, de ficar colocado em sete horários, a maior parte dos quais completos (com 22 horas lectivas) e anuais (até 31 de Agosto). Pode, assim, escolher entre escolas situadas em Guimarães, Cinfães, Porto, Marco de Canaveses, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, e Póvoa de Varzim. Como só escolherá um, os restantes ficarão vagos até que seja colocado um novo professor. E, assim, as turmas das outras seis  escolas continuarão, pelo menos no início da próxima semana, sem docente de Geografia.  

O Arlindo está a fazer o ponto da situação.

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