Desde 2009 que não existe qualquer verdadeiro concurso nacional e alargado de colocação de professores.

Existiram vinculações extraordinárias, mobilidades internas, ofertas de escola, bolsas de recrutamento, até mesmo um fingimento de concurso nacional em 2013.

Este ano, aquilo a que assistimos, na esteira das ofertas de escola, foi a uma tentativa de sistematização do concurso para contratação de docentes para escolas com contrato de autonomia ou TEIP.

E este ano tivemos uma nova tenativa para complementar a graduação profissional com base na média de curso e tempo de serviço com subcritérios que cada escola escolhia como sendo mais adequados às suas necessidades.

Já li e ouvi directores a dizer que este método não lhes dá a autonomia que desejavam.

Acredito.

Mas a verdade é que têm sido estas tentativas para subverter o modelo clássico de concurso – apresentado como grau zero de inteligência por algumas sapiências – que têm culminado em fiascos.

Claro que podemos fazer textos, berrar, espernear, etc, etc, etc, clamando contra o centralismno do MEC e defendendo que as contratações deveriam ser feitas de acordo com métodos ad hoc.

E chamar-lhe liberalismo, liberdade, etc, etc, as larachas do costume.

Mas isso é apenas uma forma pouco hábil para tentar esconder a realidade.

O que fracassou foi exactamente a “operacionalização” da tentativa mais forte de desmantelamento de um concurso simples de fazer quando as regras são claras.

Quanto aos directores insatisfeitos com a falta de autonomia… eu compreendo-vos. Também seria mais fácil se fosse eu a escolher a dedo os alunos das minhas turmas.