Sábado, 4 de Outubro, 2014


Beck, Deadweight

Ainda estou para perceber porque alguém disse a uma pessoa minha amiga que “esse gajo tem cá uma lábia”… 🙂

Recolha do Livresco:

Pais indignados com revogação de colocações de professores

«Não basta vir pedir de novo “desculpem”. Já chega!», diz a associação de pais CNIPE. Já o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados mostrou a sua disponibilidade para prestar apoio jurídico aos docentes que tenham ficado sem colocação, após a divulgação das novas listas.

Crato «não tem condições para continuar como ministro»

Comentário de Constança Cunha e Sá na TVI24 sobre o concurso de professores anulado, que provoca confusão nas escolas.

Pais e sindicatos dizem que, tal como no ano lectivo passado, muitos profissionais ainda não foram colocados.

Reina a “total confusão” na educação e há “pânico” entre os professores

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930 alunos sem aulas de Música

Falta colocar 48 professores na Escola de Música do Conservatório Nacional. ‘Acordai’ e Hino de Portugal tocados por orquestra de 50 estudantes.

Conclusões finais do moderador… o David Justino precisa de uma canalizador menos careiro e eu de um electricista competente, mas com um bocadinho de teoria e não apenas (má) prática.

Quanto à Liberdade na Educação, por mim há que começar pela sala de aula e pela escola e só depois devemos ir à parte “sistémica”.

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Espelho, espelho meu, há alguém mais distraído do que eu? É que fui do jantar directamente para a sessão e os apontamentos para a comunicação ficaram no carro, pelo que teve de ser tudo reconstituído no espaço de um recibo de portagem.

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MAS ELE NÃO SAI?!

Quando eu no post anterior (há 2 semanas) pedi explicitamente a demissão de Nuno Crato – e mais gente o vem fazendo em variadíssimos comentários – pela escandalosa incompetência que está a evidenciar, houve pessoas que acharam tal pedido exagerado ou despropositado.
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Para isso, invocaram sobretudo argumentos de ordem utilitária (“NC está quase no fim do mandato, deixá-lo acabar”) ou de calculismo político (“o outro que viesse faria o mesmo”).
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É uma argumentação em si mesma muito débil e, pior ainda, perigosamente condescendente. A fazer vencimento, jamais se encontrariam motivos válidos para alguém se demitir ou ser demitido (naquela perspectiva estritamente utilitária) ou até para ser simplesmente escolhido para o cargo (do ponto de vista do calculismo político – onde desponta uma leitura determinista da acção política e da história – já que o que unicamente importa “são as políticas”).
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A realidade e a ética apresentam, porém, razões mais imperativas.
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A realidade vem demonstrando que NC se consegue superar a cada dia em falta de competência e de honestidade. Agora, vem faltar à sua palavra e tornar nulas as colocações dos professores entretanto efectuadas (em sede de BRE), prejudicando ostensivamente não apenas os visados, como também as escolas e os alunos e a credibilidade de todo o sistema. E demorou tantos dias para isto, o que piorou e agravou tudo: falta de visão, de ponderação e de capacidade de decisão absolutamente gritantes.
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E, por fim, mas mais importante: sobre um Ministro impende uma ética da responsabilidade, que faz com que ele não apenas tenha que responder perante a sua própria consciência, mas sobretudo perante os seus governados, perante os cidadãos; não apenas perante as suas convicções pessoais ou ideológicas, mas, antes de mais, perante suas obrigações públicas decorrentes do cargo político que ostenta e do bem comum a quem foi confiada a guarda.
Não se trata, pois, de uma questão de “consciência”, do foro subjectivo ou particular (até porque se sabe que há consciências muito “elásticas”…), mas principalmente – dada a sua responsabilidade política – do domínio público e cívico, onde o cuidado pelo bem comum e a exemplaridade (da postura e da acção) constituem requisitos imprescindíveis.
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Em face de tais considerandos, resulta claro e imperativo que a demissão de NC será a única decisão satisfatória e aceitável.
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FARPAS

Já perceberam que o raio da agilizações e flexibilizações dos concursos só têm dado em asneira, certo?

À inépcia juntam-se outras coisas que agora me desgosta qualificar.

Sim, pois, sou estalinista, centralista e nhurro como o raio que me parta (a inteligência nasceu toda para quem poderia ter feito outra coisa, não fez e agora culpa os máriosnogueiras), mas a velhinha lista de graduação profissional é uma ferramenta da qual muita gente desdenha, mas raramente por boas razões ou para fazer melhor.

Se temos o dever de melhorar, se é essencial mudar?

Sim, quiçá, mas… já pensaram que mudar para melhor é mudar para melhor?

E que nestas coisas a margem para errar são deve ser encarada como uma porta larguíssima, por onde tudo passa e tudo se desculpa como sendo natural?

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