Ainda quanto à BCE, a conversão das duas escalas a 20 não pode ser feita com o primeiro a ter 20 e o último a ter 0…Isso parece-me ridículo.

O Arlindo critica essa opção, mas também me parece que não opta pela solução óbvia… que é a passagem das percentagem para uma escala de valores, mesmo se isso implica a perda de pequenas diferenciações, se não for feita até, pelo menos às centésimas.

A fórmula que o Arlindo apresenta como possível de ser usada pelo MEC – 50%GP + AC (0 a 20) – em que GP é a graduação profissional e AC é a avaliação curricular está, de novo, errada.

Em qualquer dos casos, deveria ser feita a conversão do valor (da GP e da AC) a uma escala de 20, em que o valor mais alto corresponde a 20, aplicando-se depois uma regra de três simples.

Imaginemos que o mais graduado tem 29 pontos, aos quais correspondem os tais 20 “valores”. Um candidato com 23 pontos de GP passa a ter 15,86 “valores” (23×20/29). Um candidato com 17 pontos na GP passa a ter 11,72 (17×20/29).

No caso da AC, mesmo que calculada em termos de percentagem, pode fazer-se o mesmo. Os 100% valem 20 pontos… os 80% valerão 16 valores (80×20/100)… 65% equivalerão a 13 valores… os eventuais 43% transformar-se-ão em 8,6 valores (43×20/100).

E depois somam-se os dois valores e temos o valor final. Não é necessário fazer uma nova divisão por 2. Mas se for feita, também não vem mal ao mundo e ajuda quem só percebe uma ordenação até 20.

A mim parece simples, como a regra. Mas eu sou de História, teoricamente não percebo nada disto.