Estimados bloguers,
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Acompanho com assiduidade os blogues do quarteto educativo como outros que têm o mínimo de imparcialidade e rigor técnico, como forma de reconhecimento pelo trabalho apresentado, já que não possuo as qualidades para pertencer e colaborar nesses grupos que se destacam. Dito isto, envio em anexo um artigo de um comentador do jornal Expresso que me fez revolver as entranhas, levando à náusea. Simpatizo a quem é dirigido o artigo e com o conteúdo; apenas fiquei irado de jamais ter sido escrito um artigo nos mesmos termos em relação aos ‘colaboradores’ em funções públicas.
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Confesso que me assaltaram imagens pouco civilizadas, fantasiando estar vestido de negro a degolar umas quantas personalidades perante a câmara de vídeo, tal foi a revolta, raiva e indignação com que fiquei, por constatar que quem trabalha na administração pública é menos considerado que o dejeto do cão no passeio da rua…
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No que respeita ao artigo, declaro que existiram vários portugueses, nos quais me incluo, que consideravam há vários anos a administração BES criminosa; e quando o exprimiam em conversas, eram rejeitados e atacados pelos que lá trabalhavam, com a cartilha psicológica que lhes tinha sido impingida no ambiente laboral.
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Talvez agora, finalmente(?), percebam os sentimentos de há muitos anos, daqueles que têm como patrão o governo, e que têm sido os bodes expiatórios dos vários ‘Ricardos Salgados’ que por lá passaram, sendo apelidados de privilegiados em vez de vitimas.
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Têm sido como manobra de diversão, pela porcaria que os outros fizeram, odiados, desprezados e prejudicados fortemente nas suas profissões, que dão o peito às balas, e são simplesmente ‘colaboradores’ como todos os outros. Para esses, que também estão a explorar à custa deles, não foi escrito um artigo de jornal a encorajá-los…
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Contudo, contrariamente ao estado geral da população, empatizo sempre com todos aqueles que são vitimizados pelas decisões dos outros e considero indecente, abjeto e imoral destruírem as vidas dessas pessoas que não contribuíram para o descalabro; é pena que não haja a mesma empatia com as pessoas que trabalham em funções públicas…
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E mais não revelo o que vai na minha alma, tal seria a repulsa com que ficariam se o revelasse; apenas declaro o profundo desgosto e tristeza de viver numa merda de sociedade tão culturalmente pobre…
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Mário Silva
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