Ontem, quando começava a almoçar, um cidadão com nome aproximou-se da minha mesa, deu-me os cumprimentos pelo comentário que fizera na TVI24, mas disse que eu devia ser mais incisivo, porque os professores estão a ser esmagados.
Eu cá não acho que seja pouco incisivo, apenas acho que não esperneio, qual canino desgovernado.
Mas… a pessoa em causa tinha razão numa coisa… os professores sentem-se cada vez mais esmagados e o início deste ano lectivo – condenações e desculpas à parte – voltaram a não ter grandes razões para se sentirem estimados e estimulados pela tutela ou pelas mensagens que inundaram o espaço mediático.
Vejamos… ainda antes de começar o ano tivemos a desilusão de muita gente perante o logro das rescisões, enquanto ao arrancar Setembro tivemos a palhaçada da BCE. Sejam os mais “antigos”, sejam os mais “novos”… os dos quadros ou os contratados foram, mais uma vez vítimas de opções políticas e decisões técnicas que oscilam entre a falta de respeito e a falta de decoro.
Ao nosso redor, nos primeiros dias do ano, nas salas de professores ou nos espaços de debate, quase só se encontram palavras e rostos marcados pela frustração, pela irritação, pela desilusão, pela tristeza.
E com razão.
Mas havia mais à espera.
A partir de um bom relatório técnico do CNE sobre o Estado da Educação em 2013, o que foi chamado para primeiro plano?
Que as escolas falsificam as notas, beneficiando injustamente os alunos, mas também que são antros de uma cultura de retenção que custa 200 milhões de euros ao país; que os professores estão envelhecidos e que é indispensável um novo método para os seleccionar, pois são necessários melhores professores, pois na sua formação também terão classificações inflacionadas.
O que significa que tudo começa sob suspeita, com acusações de manipulação de notas, mas igualmente de um excesso de rigor avaliativo, de velhice e falta de qualidade.
Parece tudo mau, nada parece positivo. Mesmo os restantes títulos, raramente encontraram algo de positivo na Educação e nada em relação a escolas e professoras.
Phosga-se, pá! Nem vou entrar naquela coisa de rebater ponto a ponto as acusações, já só peço que encontrem alguma coisa de positivo.
Por exemplo, o facto de eu ter uma careca crescente, não significa que isso tenha de ser repetido à exaustão, ano após ano. Não poderiam, por exemplo, de quando em vez, referir que eu até mantenho muitas áreas pilosas pelo meu corpo, mesmo avaliando só pelas visíveis?
É necessário estar sempre a dizer que sou míope, não destacando que tenho uma audição de tísico?
O que quero eu dizer com isto?
Não é que a tutela, a comunicação social e a própria opinião pública tenham de andar sempre com os professores ao colo e a fazer-lhes cafuné no cocuruto.
Mas podiam dar-nos uma folguinha, de quando em vez?
Não se poderia, nem que fosse como excepção, destacar coisas positivas ou associar os professores a alguns dos aspectos mais positivos que é inegável existirem?
E se em vez de se dizer que o abandono escolar está bem acima da média europeia, se sublinhasse que os ganhos em duas décadas são enormes?
É que, parecendo que não, os professores também gostam de ver o seu trabalho reconhecido, nem que seja nos anos bissextos, em vez de estarem sempre a ouvir que são muitos, são caros, que aldrabam as notas, que chumbam, demasiados alunos, que estão velhos e precisam ser trocados por outros?
Será que quem diz ou escreve estas coisas não percebe que dificilmente está a ajudar a melhorar as coisas? Eu sei que há quem produza esse tipo de discurso de propósito mas, que raios!, não podem as outras pessoas (que acredito serem de bem) pensar que não gostariam que lhes fizessem o mesmo?
E deixar de chamar “corporativo” a quem ouse discordar da cantilena?
Estamos envelhecidos? Já sabemos! Somos os primeiros a sabê-lo!! Por isso é que um número substancial se aposentou (e esses são os únicos que aparecem pelas escolas com ar sorridente) e muitos outros tentaram rescindir o seu vínculo laboral!!!
Que é preciso formar melhores professores? Acham que não sentimos falta de colegas novos, com novas ideias, novos métodos, nas escolas?? Claro que sentimos, mas os últimos professores a conseguirem entrar para os quadros – nestas vinculações extraordinárias – têm quase todos a idade média dos que já neles estão!!!
A formação de professores podia ser melhor??? Claro que sim!!! Mas de quem é o raio da responsabilidade pelo funcionamento desses cursos??? Quem lá dá aulas???
Será que quem produz este tipo de narrativa, repetida, ano a ano, mês a mês, dia a dia, relatório a relatório, não entende que, mesmo que tenham razão, parecem apenas obcecados em ampliar a parte negativa da realidade? Que apenas ajudam a uma atitude de derrotismo que nas escolas se traduz em situações de um dramático desânimo e de uma progressiva depressão colectiva?
Quando será que os professores merecem o reconhecimento (político, público) pelo trabalho que efectivamente fazem e bem, em vez de serem os bombos da festa, a cada novo ano lectivo que arranca, seja por actos de políticos ineptos, seja por palavras de quem também tem a obrigação de ver o que não corre mal?
Setembro 21, 2014 at 9:17 pm
Texto do fundo da alma. Muito bem!
Setembro 21, 2014 at 9:23 pm
olha concordo com tudo, mas tudinho mesmo.
Setembro 21, 2014 at 9:37 pm
E quando já nada funcionar culparão os velhos do Restelo e os novos do Cacém.
Setembro 21, 2014 at 9:38 pm
pois podias talvez ter dito.desde a maria de lurdes e continuando com este governo há uma perseguição quase racista sobre os professores..
Setembro 21, 2014 at 9:47 pm
Sim, a perseguição a quem trabalha não pára
Setembro 21, 2014 at 9:52 pm
O que disse na TVI24 foi claríssimo. Neste texto revejo-me e rever-se-ão a maioria dos professores! Este é o nosso estado de alma!
Setembro 21, 2014 at 9:57 pm
É isso!
Foi o que eu quis dizer e, às vezes, por estes lados, até parece que é pecado ser frontal e sincero e fugir à regra do yes man e do bater nas costas. Ou que uma mera opinião crítica, sincera, é uma declaração de guerra ao blog/bloguista que respeito e admiro,
Um gajo pode ser incisivo sem rebolar no chão.
E há momentos, como este, em que é cada vez mais necessário chamar os bois pelos nomes e dizer que a( i)moralidade não é o olho do cu.
Estes melros deste PSD/CDS não merecem menos.
Setembro 21, 2014 at 10:06 pm
Mesmo perseguição !
Phosga-se, pá!
Mas este mal estar,esta perseguição foi sempre intencional / concertada / começou com a Milú…interessa apenas correr com os profs dos escalões mais altos (menos horas/ aulas ) para poder explorar os mais novos(fora da carrreira / quadros e com tudo congelado ). Tão simples !
É mesmo : phosga-se, pá!
Setembro 21, 2014 at 10:21 pm
Quem não representa terceiros pode dizer o que lhe aprover na comunicação social, já o Nogueira nunca dirá o que gostava de ouvir.
O massacre aos professores do 1º ciclo, na famosa luta das avaliações onde foram apanas chamados à luta professores de outros ciclos, menorizando a capacidade dos professores do 1ºciclo e Educadores e por fim sendo os únicos prejudicados no horário e na idade da reforma,
Setembro 21, 2014 at 10:22 pm
Na Educação, na Justiça…
Atenção ao negrito.
De base? Não me digam que a empresa privada cobrou como se tivesse desenvolvido o programa do zero…
21.09.2014 19:07
Erros ignorados durante 4 anos
Acusação do Sindicato dos Funcionários Judiciais.
Por Sónia Trigueirão
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) revelou ontem que a equipa que geria a plataforma informática dos tribunais, o Citius, já desde 2010 que alertava para os erros do sistema e que foram feitos quatro relatórios sobre o assunto. Este período abrange o último governo de José Sócrates, com Alberto Martins no Ministério da Justiça (até julho de 2011), e o atual Executivo com a ministra Paula Teixeira da Cruz.
Num comunicado intitulado ‘Respostas às mentiras do responsável do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ)’, na sequência das declarações ao ‘Expresso’ de Carlos Brito, número um da informática do ministério, que acusa a anterior equipa de ter deixado uma espécie de “saco com mil peças de um puzzle sem o desenho”, o SFJ revela que os primeiros relatórios são de janeiro e dezembro de 2010. Segundo o documento, a equipa apresentou um projeto de reformulação dos sistemas de informação e relatava todos os constrangimentos da estrutura, depois de ter sido testada em 2009. O mesmo aconteceu em 2011 e em maio de 2012, quando “o gabinete da ministra solicitou um planeamento sobre a reformulação do mapa judiciário”, que foi entregue em junho de 2012.
Em janeiro de 2013, a equipa demitiu-se, porque foi informada de que o seu trabalho iria servir de base a uma empresa privada, que iria continuar o projeto.
O texto do SFJ termina com ironia, referindo que os membros da equipa “assumem a culpa por, em maio de 2013, já depois de terem saído, o Ministério da Justiça ter decidido banir o Citius Plus e ter decidido avançar com o H@bilus/Citius, mesmo sem a parte significante, que nunca foi posta em produção por falta de autorização. Está explicado no documento de junho de 2012 porque é que tudo o que estava desenvolvido deveria ter sido posto em produção”.
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/erros_ignorados_durante_4_anos.html
Setembro 21, 2014 at 10:26 pm
http://oficialdejustica.blogs.sapo.pt/
Setembro 21, 2014 at 10:28 pm
A ler.
<b<CITIUS: Sim, Assumem a Culpa
Posted by all4ten on September 21, 2014
(…)
Ler mais:http://all4ten.wordpress.com/2014/09/21/citius-sim-assumem-a-culpa/
Setembro 21, 2014 at 10:29 pm
Paulo, gabo-te paciência…
# 9
Sempre a mesma cassete do 1º ciclo. Todos somos professores…
Setembro 21, 2014 at 10:31 pm
sim mas há uns mais do que os outros…
Setembro 21, 2014 at 10:32 pm
Os comentadores do regime construiram a opinião pública na hora nobre da TV depois do telejornal, seguiu-se Tony Carreira na RTP, casa dos degredos na TVI e telenovelas na SIC? futebol nos restantes … não se pode esperar muito de um país assim!
Setembro 21, 2014 at 10:32 pm
Caro P. Guinote: gabo-lhe todo o empenho e interesse revelado, incondicionalmente, por todos os agentes “em campo” na educação.
Só com uma visão global como a sua será possível gerir a Educação em Portugal.
Setembro 21, 2014 at 10:32 pm
A maior parte do discurso sobre a Educação que vem a público no nosso país é um discurso sobretudo reactivo, negativista, e raramente afirmativo ou propositivo (ninguém também o quereria apenas encomiástico, bem entendido).
Mas esse discurso encerra um grande perigo potencial para o poder político – ou não fosse este, justamente, o grande responsável pelas políticas educativas e pela gestão e orientação do sistema de ensino -, e assim, esse poder, através dos seus aparelhos ideológicos e respectivos arautos (como é o caso do DJ do CNE), tem que sacudir a água do seu capote para cima dos professores, afinal aqueles que dão o rosto diariamente pelo sistema nas escolas, junto dos alunos e das famílias, fazendo deles o recorrente e fácil bode expiatório das disfuncionalidades que vão sendo sucessivamente imputadas ao sistema.
O DJ não faz por menos: o futuro do sistema de ensino depende em absoluto dos professores, do seu modelo de selecção.
As opções políticas macro, que oscilam ao capricho das inclinações de cada ministro e às modas ideológicas, essas não contam para este campeonato: estão todas sob o beneplácito desse princípio sagrado: todos os ministros (como o próprio DJ…) querem fazer sempre o melhor; têm é dificuldades em superar os bloqueios (que eles mesmos tornaram) estruturais e, claro, as resistências “corporativas” (lá está, os zecos sempre na berlinda e na retranca); os erros e os falhanços, se/quando são reconhecidos, são-no muito à posteriori (para as responsabilidades políticas ficarem muito diluídas ou esquecidas) ou então, mesmo quando são logo ostensivamente visíveis (como é o caso agora de NC), acabam também por serem inimputáveis a tão infalíveis e bem intencionadas luminárias.
Convém ainda sublinhar a curiosa “oportunidade” deste tipo de notícias numa altura em que NC está encostado às cordas da sua própria incompetência.
Setembro 21, 2014 at 10:34 pm
Vai uma apostinha??? segue-se o david justino…com o ps ou psd…
Setembro 21, 2014 at 10:35 pm
Paciência é um tipo com 65 anos 27h letivas e 26 alunos na frente!
Setembro 21, 2014 at 10:59 pm
A neurose, a obsessão, da comunicação social com as escolas é tão grande, tão estúpida, tão enervante, que, quando há temporal, os telejornais começam por dizer: ” Tachos-de-Cima as escolas não abriram, devido ao mau tempo!”
É só o que importa, é só do que falam, até ao limite do ridículo. Como se haver, ou não, aulas fosse mais importante que um bloco de hospital parado por falta de energia eléctrica e da qual dependem vidas humanas.
Setembro 21, 2014 at 11:07 pm
Pois… eu também gostava de não ter que orientar o estágio de 31 alunos no 11º e 30 no 12º ano. ( só arranjar para todos eles, já é um grande stress) para além disso , ter que produzir materiais todas as vezes que o curso na escola muda…
Atitude positiva é pensar que estar incrito no CE seria muito pior.
Setembro 22, 2014 at 12:13 am
Tens 65 anos abc???Sim, é melhor estar vivo em vez de morto ou tonar xanax todos os dias ou um destes dias rebentar e fazer algo disparatado e aprecer no jornal das 20 horas.
Setembro 22, 2014 at 12:19 am
#22
Concordo com a urgência.
Setembro 22, 2014 at 12:31 am
#19 tas a espera de q para te reformares?
Com o actual estado da coisa eu nao pensava 2x
Setembro 22, 2014 at 12:38 am
Longe disso. Mas, estar deprimido, ou não, depende muito de nós.
Setembro 22, 2014 at 12:47 am
A depressão é muito divertida, especialmente para quem xana aquela cena toda, meu!
Setembro 22, 2014 at 12:58 am
O 1º ciclo está insuportável!
Uma carga horária brutal consecutiva que se torna um sofrimento, tanto para alunos como para professores.
Todos os anos mudam o programa de matemática. Como se não fosse já complexo o que estava vigente, ainda foram buscar este anos mais alguns conteúdos que era suposto serem dados no 5º e no 6º ano.
A maioria dos professores queixa-se da complexidade e da falta da maturidade que os alunos necessitam para assimilar determinados conteúdos.
Os professores desesperam, porque sentem que não conseguem chegar aos alunos, não por falta de formação, mas porque os programas estão desajustados ao nível cognitivo da maioria dos alunos. Refiro-me mais concretamente ao 3º e 4º ano de escolaridade.
Há relatórios a dar conta dessas dificuldades, mas que não passam de registos de lamentações, pois os diretores não os enviam para lado nenhum. Aguentar e calar…
Seria importante que o António Costa como candidato a 1º ministro dissesse o que pensa fazer da educação e dos professores do 1º ciclo, que são um género de escravos imbecis, que fazem de tudo um pouco, até supervisão pedagógica fazem aos professores das AEC, acrescentando-lhes a carga horária semanal de trabalho não letivo.
Como é possível haver um grupo de professores que trabalha mais horas que qualquer outro grupo, quando o mesmo deveria ter mais tempo para preparar as várias áreas curriculares que dá ?…
É normal e justo estar enfiado numa escola a tempo inteiro até aos 66 anos , só vendo alguma redução horária aos 60 anos (menos 5h semanais)?…
Para quando o debate sobre o 1º ciclo?…
Será que ainda não vai fazer parte da agenda do próximo governo?…
É que nunca fez parte das agendas de ninguém, nem dos sindicatos, que sempre se borrifaram para este ciclo…
Setembro 22, 2014 at 1:03 am
Luís Ferreira # 20
Nem mais! Subscrevo isso há muito tempo. Mas pior… é que isto nunca mais acaba! Toda essa gente me mete nojo.
Setembro 22, 2014 at 1:09 am
O nojo é assim uma espécie de luto de sofá.
Viva Zapata!
Setembro 22, 2014 at 1:10 am
Je vais me jeter au jour de oui!
Setembro 22, 2014 at 1:57 am
Este post devia aparecer na comunicação social!
Também concordo com o comentário #6 , foi incisivo quanto baste, sem ser vociferante.
Setembro 22, 2014 at 6:51 am
Apoiado!
Setembro 22, 2014 at 7:49 am
#21
Mas o que é que o incomoda com o 1º ciclo?
Só você é que pode queixar-se? Acha que é igual aos restantes ciclos a carga horária ?
Porque é que não é criado igualmente uma escola a tempo inteiro para o 2º ciclo?
Já alguma vez pensou na legitimidade dessa opção política?
É que os alunos que saem do 4º ano de escolaridade passado três meses estão numa escola em que tem tardes livres na sua organização horária. Estes alunos vão para casa. São ainda muito pequenos…
Então o governo não se preocupa com as famílias?
Não se preocupa com o tempo que estas crianças podem ser deixados sozinhos sem ninguém e entregues a si próprios?
Só o faz no 1º ciclo porquê?
Tudo isto ainda nunca foi respondido por ninguém.
Gostava de saber se estivesse no 1º ciclo se o mesmo assunto o aborreceria assim tanto?…
Quanto à idade da reforma deste grupo específico é verdade que perdeu o que tinha anteriormente e paralelamente subiram-lhe a carga horária.
Parece-me haver algum cinismo e um preconceito da sua parte sobre este tema.
Estarei enganada?…
Se estiver as minhas desculpas…
Setembro 22, 2014 at 10:26 am
Fafe e outros fácil falar assim da depressão.Como sabem existem dois tipos da mesma exogena e endogena..sendo a primeira muito mais facil de sarar….já a segunda depende muito da pessoa…e nao tenho a menor duvida que este tipo de doenças vão ser a grane epidemia do seculo xxi….miuito em virtude da forma de viver e de sociedade….mas atenção,muitos dos ditos super homens apanham por vezes a tal dita doença parva….
Setembro 22, 2014 at 11:17 am
Fico encantada quando se diz que os profs estão velhos! Quem é que decide a idade de reforma? E um prof. mais velho é um mau professor? Por mim, pode criar-se um departamento de “aviamento de almas” no MEC. Estou na fila. Preparem os instrumentos letais, que eu prefiro estar morta do que obrigada a viver neste vale de lamúrias contra a “escumalha docente”. Não há pachorra!!
Setembro 22, 2014 at 11:19 am
34
Aliás, os media e o MEC tudo fazem para que apanhemos a “doença parva”! Olhem o Robin Williams, também a apanhou…
Setembro 22, 2014 at 12:44 pm
O Paulo foi fantástico (como sempre!!!) e mantém sempre a calma. E tem uma memória fantástica, os argumentos são excelentes e pensa pela sua cabeça. É por isso que eu confio nele… 🙂
Setembro 22, 2014 at 1:27 pm
#27
o novo programa de matemática (novos são sempre, refiro-me ao do Crato), contém conteúdos que eu acho que nem todos os professores do 1.º ciclo compreendem, quanto mais os alunos, nomeadamente, no que se refere à Geometria…
Setembro 22, 2014 at 1:35 pm
# 33
Colega Luana, está enganada e aceito as suas desculpas 🙂
Eu apenas pretendia dizer que toda a classe está a ser atingida e não parece, neste post, ser pertinente individualizar os mais castigados.
Até porque isso não é consensual nem nos próprios grupos disciplinares quanto mais nos vários níveis de ensino.
No meu caso, ensino profissional do secundário, e sendo o menos graduado do grupo levo com o menos desejado… mas, admito que é uma vantagem trabalhar com alunos maiores de idade. 🙂 Bjs
Setembro 22, 2014 at 1:48 pm
“A depressão é muito divertida, especialmente para quem xana aquela cena toda, meu!”
se n fosses um palerma querias ser o q?
Setembro 22, 2014 at 3:24 pm
#34
há dias vi isto: https://www.youtube.com/watch?v=dFKsN9J0hTM#t=90 e gostei. Com excepção de terem usado um cão…
Lamento por todos aqueles que estão MESMO deprimidos!
Setembro 22, 2014 at 10:56 pm
… e já agora, quando os políticos ou os jornalistas constatarem, pelo enésima vez que o abandono escolar em Portugal é muito elevado, vão ver, POR FAVOR, o que se passa nas comunidades portuguesas emigradas no Canadá (Vancouver, etc.), Luxemburgo, e por aí fora.
Irão constatar que em muitos países as autoridades locais deparam exactamente com o mesmo problema e não sabem como o resolver.
Setembro 23, 2014 at 12:32 am
a esta narrativa de destruição psicológica e de reputação, responde-se com resistência passiva e zelo individual no local de trabalho, já que as outras resistências estão no ‘banho-maria’ do medo e do mundo ‘há-coisas-piores’…