… mas é indispensável lidar com uma realidade objectiva em que quem entra nos quadros, mesmo em vinculações extraordinárias, tem mais de 40 anos de idade e cerca de 15 de carreira, assim como existe um exército de professores profissionalizados desempregados.

Para além de que os ganhos que se têm conseguido (por muito que exista a tentação de retirar os professores da equação) têm sido com os professores “envelhecidos” e seleccionados, ao que parece, de forma errada e, também ao que parece, incapaz de escolher os melhores.

Ora, aquilo com que eu não posso concordar é que a média do meu curso de História com a da minha profissionalização, mais os meus 20 e tal anos de experiência de docência, valham menos do que um potencial “grau plus ultra da inteligência” resultante dos critérios definidos por um@ director@ que não dá aulas há não sei quanto tempo e que, se calhar, tem uma formação académica bem abaixo da minha.

CNEINtro

David Justino, O Estado da Educação 2013, p. 11.