Escreve o Paulo Prudêncio que o actual MEC fez declarações muito assertivas quanto à sua vontade acabar com a “indignidade” dos horários-zero.

Não vi, nem ouvi, mas acredito no Paulo e na imprensa, pelo que vou contribuir para esse desiderato que Nuno Crato – matematicus emeritus et pluribus unum e coiso e tal – repete há já algum tempo, com uma proposta.

É a modos que assim:

Em finais de Setembro do ano passado o MEC afirmava que existiam cerca ou perto de 1200 horários-zero (em 2012 eram mais de 1700), que ao longo do ano se foram reduzindo. Agora parece que andarão por menos de um milhar.

Então, a opção será criar um programa de rescisões para professores, com majoração da compensação nos grupos com mais horários-zero, receber os pedidos e despachá-los em tempo útil – digamos… em Julho? – numa quantidade apreciável. Digamos que mais de 1500, quase 2000 devem ser suficientes.

Fazendo as coisas, é capaz de dar certo. 900 horários-zero, 1800 rescisões… e vão dois, noves fora, nada. Se falhar, usa-se o teorema de Fermat.

E depois, ao preparar o arranque do ano, ter isso resolvido e evitar normalidades.

Escrevi bem… normalidades. Porque estamos fartos de arranques de ano normais. Já o ano passado foi o mesmo. Um arranque normal.

Para quando um arranque anormal, em que não aconteçam coisas como esta, descrita por um@ director@, algures em transe no país real?

Vários docentes aparecem nas listas definitivas de retirados da mobilidade interna por lhes ter sido atribuída componente letiva sem que tal se tivesse verificado.
Grupo de docência em que se declarou um docente para ACL – esse docente aparece retirado por atribuição de componente letiva (sem que tal se tivesse verificado) e são colocados mais 2 docentes.
Docentes do quadro de um agrupamento a exercer funções por mobilidade interna, em 13/14, noutro agrupamento aparecem na lista dos retirados por ter sido atribuída componente letiva sem que nem o agrupamento de provimento nem aquele em que se encontravam em mobilidade tenham declarado ter serviço. – Ficam em que agrupamento?
Docentes que declararam querer regressar ao quadro de origem, declaram ter informado as duas direções, têm horário nos dois agrupamentos e aparecem como não colocados. 
Docentes colocados em 13/14 por DCE, situação não validada para 14/15, para quem se declarou não haver serviço – aparecem retirados por atribuição de componente letiva.
Docente que em 13/14 exerceu funções noutro agrupamento por mobilidade interna – esse agrupamento declarou não ter serviço mas o agrupamento a cujo quadro pertence declara ter serviço – o docente aparece retirado por atribuição de serviço mas colocam outro docente – fica a dúvida: o serviço letivo a que se referem é o da escola de origem? Então para que colocaram outro docente? 
O que questiono é quem é que retirou ou docentes, quem é que indicou ter serviço e para que agrupamento vão – especialmente os casos em que as duas escolas declaram não ter serviço.