Embora seja ele a merecer um bom punhado no figurão.

No discurso de mais de 45 minutos, Passos Coelho passou em revista algumas das reformas levadas a cabo pelo Governo. Uma delas o mapa judiciário. “ Esperamos que possamos ter uma justiça mais especializada, mais próxima dos cidadãos e que não tenhamos de esperar tantos anos para ver a conclusão de processos mais ou menos mediáticos”, disse, dois dias depois de ter sido conhecida a decisão do Tribunal de Aveiro sobre o caso Face Oculta.

Entre os auto-elogios feitos a reformas na saúde, na educação e na redução de encargos nas Parcerias Público-Privadas, Passos Coelho apontou outro objectivo. “O que temos à nossa frente até às eleições e depois é que temos de levar por diante a reforma do Estado. Não está concluída e há muito por fazer”, afirmou, lembrando o trabalho feito na “racionalidade das autarquias” e que tem se se levar essa reforma para a “administração central”.

E depois, em mais uma tirada erudita, atira-se aos “velhos do Restelo” que parecem ser culpados de sensatez e de terem razão nas críticas (como o original, já agora…):

“Não pensem que foram só os partidos que não viram que era possível encerrar o programa [de ajustamento]. Hoje na esfera de influência para lá dos partidos ainda habitam mais velhos do Restelo do que nos partidos políticos”, disse, num recado que pode ser entendido como dirigido aos comentadores políticos.

Passos Coelho é apenas mais um daqueles políticos que, chegando a S. Bento, Bruxelas ou Estrasburgo, se deslumbra com os a adulação quotidiana dos cortesão e chega a pensar ser inteligência própria o vazio papagueio que amplia.

Ele é um novíssimo… tão novo, tão novo, que até os tiques encenados parecem gter saído do bau das antiguidades satíricas do Herman.