Domingo, 7 de Setembro, 2014


Dean Martin, Ain’t That a Kick in the Head

 

Chávez nosso, que estais nos céus comunas, porque é que tardam os restantes a celestiar?

 

 

 

Que se ganhe algo – ao menos. Também vou opinar. 😆

 

 

Perder em casa com a Albânia. E olhem que eles já tinham ido a campos complicados como o Luxemburgo, a Geórgia e o Kazaquistão.

Como nós, até hoje, em jogos oficiais, só a Moldávia.

Mas quando as opções para o ataque são do calibre de um Vierinha, um Éder e um Ivan Cavaleiro e a última substituição, para a pressão final, é a entrada do Miguel Veloso, o céu é o limite.

 

do zerésimo golo da equipa albanesa de cá.

 

 

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Ao ouvir o actual PM na “universidade de Verão” dos candidatos laranjinhas a futuros PM ou coisa pior, fiquei com a perfeita certeza de ele ter atingido aquele estado de solipsismo galopante que há uns 5 anos atingiu o “engenheiro” e que resulta de um delírio de grandeza que cega a possibilidade de auto-crítica e afasta qualquer possibilidade de análise racional de qualquer situação, a partir de um ponto de vista divergente ao da vulgata transformada em credo.

O pior é que, neste anti-PREC sem 25 de Novembro, na presidência está alguém que – como nos tempos em que precipitou um crash bolsista à nossa escala com a conversa do gato por lebre – se preocupa mais em limpar (?) a sua pobre imagem em episódios muito duvidosos do que em agir sobre uma realidade que se deteriora dia a dia, por muito que alguém diga (pela enementésima vez em meia dúzia de anos) que a recessão já acabou, só não se sabe é quando começa outra coisa.

E na fatia maior da oposição damos de fronhas com dois tipos que têm escassas qualidades, e quase nenhuma coincidente, e os defeitos que sabemos: um é um totózero à esquerda e o outro é uma emanação da situação que nos conduziu até aqui (ainda se lembram de quando ele era o número dois ou já se esqueceram?) e que o apoia sem problema algum, ao mesmo tempo que não se envergonha de nada do que de pior teve o seu séquito para nos oferecer.

Se há alternativas?

Sim, temos para aí meia dúzia de facções (ex-)bloquistas mais o márinho em busca de encostanço ao PS e a Festa do Avante sempre linda e multicultural, pelas quintas do Seixal.

Phosga-se, pá, que, por comparação, por momentos quase acreditei na competência da selecção do bento nacional.

crazy

 

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Embora seja ele a merecer um bom punhado no figurão.

No discurso de mais de 45 minutos, Passos Coelho passou em revista algumas das reformas levadas a cabo pelo Governo. Uma delas o mapa judiciário. “ Esperamos que possamos ter uma justiça mais especializada, mais próxima dos cidadãos e que não tenhamos de esperar tantos anos para ver a conclusão de processos mais ou menos mediáticos”, disse, dois dias depois de ter sido conhecida a decisão do Tribunal de Aveiro sobre o caso Face Oculta.

Entre os auto-elogios feitos a reformas na saúde, na educação e na redução de encargos nas Parcerias Público-Privadas, Passos Coelho apontou outro objectivo. “O que temos à nossa frente até às eleições e depois é que temos de levar por diante a reforma do Estado. Não está concluída e há muito por fazer”, afirmou, lembrando o trabalho feito na “racionalidade das autarquias” e que tem se se levar essa reforma para a “administração central”.

E depois, em mais uma tirada erudita, atira-se aos “velhos do Restelo” que parecem ser culpados de sensatez e de terem razão nas críticas (como o original, já agora…):

“Não pensem que foram só os partidos que não viram que era possível encerrar o programa [de ajustamento]. Hoje na esfera de influência para lá dos partidos ainda habitam mais velhos do Restelo do que nos partidos políticos”, disse, num recado que pode ser entendido como dirigido aos comentadores políticos.

Passos Coelho é apenas mais um daqueles políticos que, chegando a S. Bento, Bruxelas ou Estrasburgo, se deslumbra com os a adulação quotidiana dos cortesão e chega a pensar ser inteligência própria o vazio papagueio que amplia.

Ele é um novíssimo… tão novo, tão novo, que até os tiques encenados parecem gter saído do bau das antiguidades satíricas do Herman.

Pires de Lima quer um Portugal “mais sexy”

É verdade que a malta vai rendo menos dinheiro para os trapinhos e a pele pode ficar mais à mostra e com o regime intensivo a que estamos submetidos… andam por aí muita gente elegante (menos eu…).

O artigo vem originalmente do Financial Times, esse bastião do esquerdismo estatista.

É apenas mais um dos vários balanços muito negativos das reformas introduzidas na Suécia na primeira metade dos anos 90, no sentido de desregular, liberalizar e localizar as políticas educativas.

Num páis, muito mais rico do que o nosso, com uma tradição de descentralização muito forte e baixos níveis de desigualdade, o descalabro foi o que se anda a ver há uns anos e que motivou uma inversão nas ditas políticas nos últimos anos.

Mas, entre nós, a coligação dos laranjinhas com os azuis-cueca, continua a insistir em algo que já sabemos não funcionar.

Os “investigadores” que dão apoio a grupos parlamentares, a tertúlia dos economistas insurgentes apalermados, os queirozes&muñozes com muitas viagens aos states para “observar”, tornaram-se um impressionante grupo de pressão em direcção ao penhasco.

E o actual PM e o seu séquito – que só em universidades de Verão de vão de escada conseguem dar uma aula de uma hora sem serem calados – engolem a fórmula sem qualquer capacidade de análise critica das teoriasbu-cosmopolitas (e de novo com aquele tom aflautado que nos lembra alguém) do ministro Poiares mais do secretário Lomba.

Eu até acredito que exista quem, de boa fé, ainda acredite – como qualquer bom marxista-leninista – que a culpa não é da teoria mas do que os homens fizeram com o liberalismo/socialismo real e que se deve continuar a insistir no que sabemos ter falhado.

Mas…

E existe um MEC para quê, se assina de cruz todo o disparate?

Suecos decepcionados com sistema de educação

Nenhum outro país europeu confiou uma fatia tão grande da educação dos seus filhos a empresas privadas como a Suécia. No entanto, à medida que o número de ‘friskola’ aumentava, a confiança da Suécia nas escolas com fins lucrativos diminuía.

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