Quinta-feira, 4 de Setembro, 2014


Lou Reed e John Cale, Style It Takes

Eu bem vos disse que era para estar de olho no BdP e nas suas “contratações”. Neste caso é mais um upgrade da criatura.

Hélder Rosalino vai para a administração do Banco de Portugal

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Visão, 4 de Setembro de 2014

  • Professor [Im]Perfeito:

do bunker ou da ausência da realidade…

 

  • Professores ao Infinito:

A reação de Nuno Crato às críticas

Uma coisa é discutir opções políticas e ideológicas, outra é constatar a completa impreparação para uma coisa tão básica como elaborar minutas para algo que foi lançado há 9 meses ou manter uma aplicação informática em funcionamento, sem estar sempre a crashar.

 

Indique o número, contabilizado em idas e vindas, de deslocações à casa de banho.

 

Descrição de um caso real, começando pela tal minuta (a do acordo de extinção do vínculo) que não era passível até ser (Acordo extinção do vinculo de emprego público):

O meu nome é ************ e sou uma das felizes contempladas com o acordo de extinção do vinculo do emprego publico.

Assinei, de boa fé, o acordo de extinção do vinculo de emprego publico nos termos da minuta que a DGAE fez chegar aos agrupamentos de escolas, com a indicação expressa que o “texto das clausulas não é passível de alteração”, no entanto, verifico as seguintes desconformidades:

Não foi considerado no valor da compensação o suplemento remuneratório que me era devido, uma vez que nos últimos 10 anos desempenhei funções em órgãos de gestão, de forma continuada e o artº4 da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro assim o determina. Para que tal não seja uma ilegalidade gritante a minuta não menciona o referido artigo em nenhum dos seus pontos.

Por outro lado, a cláusula segunda da minuta tem a seguinte redação: “a compensação a atribuir ao Trabalhador foi aferida pelas condições remuneratórias que aquele reunia a 31 de agosto de 2014, calculada de acordo com o estabelecido no artigo3º da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro(…)”

Ora eu, em 31 de agosto de 2014, auferia, ilíquido, 3.091,82 € e o cálculo da compensação foi efetuado tendo por base 2.847,13€. Este era o valor auferido em Dezembro de 2013 e estabelecido como base para as indeminizações pelo artigo 4º da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro que, sendo ignorado para um facto, também o deve ser para o outro.

Esta ultima desconformidade é comum a todos os acordos de extinção do vinculo do emprego publico pois o “texto das clausulas não é passível de alteração” …………………

Há ou não aqui ilegalidade em TODOS os acordos que vierem a ser assinados?

Ainda não consegui falar com nenhum advogado que me oriente no sentido de impugnar todo este processo, como fazer a reclamação/exposição/alerta (whatever), a quem dirigir, para onde mandar and so on….

Após 3 dias de pura loucura foi possível submeter a candidatura à BCE.
Senti-me dentro de uma máquina de lavar roupa com a centrifugação no valor máximo.
Chegada aos subcritérios percebi francamente o nível de falta de respeito pelo ser humano – classe professor. Ao fim de 18 anos a contrato, o que é isso de trabalhar mais aqui ou acolá? 500 km’s – coisa de meninos de coro. A família já se habituou, o corpo e o espírito também.
Concretamente:
Sou pura e simplesmente candidata ao grupo 100 – Educação Pré-escolar (3 aos 5 anos de idade).
Apareceram-me estes subcritérios, que transcrevo.
Muitos dos itens de resposta são absolutamente falsos, porque não há outra opção: “ou respondes a estes ou a nenhum!”

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– Dinamizou e/ou participou em projetos/atividades/formação ao abrigo do antigo programa Comenius.
– Experiência profissional em nº de dias no desenvolvimento de atividades de assessoria pedagógica.
Até 365 dias (mínimo que a aplicação permite!)
– Indique o número de dias de tempo de serviço docente, em que o serviço distribuído incluía o acompanhamento de alunos em formação em contexto de trabalho no âmbito dos cursos profissionais.
Até 365 dias (mínimo que a aplicação permite!)
– Níveis lecionados.
– Num dos três últimos anos nas escolas em que esteve integrado teve algum serviço de apoio pedagógico acrescido?
– Qual a experiência profissional, contabilizada em anos, na lecionação de Cursos Vocacionais e ou Cursos Profissionais.
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, na leccionação de turmas de Percursos Curriculares Alternativos, Cursos de Educação e Formação e Cursos Vocacionais.
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, na lecionação no âmbito de projetos com metodologia Fenix, ou Turma Mais.
Maior ou igual a 1095 dias.
Entre 730 e 1094 dias.
Menor ou igual a 729 dias. (Com estas hipóteses sou obrigada a prestar falsas declarações.)
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, no exercício do cargo de diretor de turma.
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, de experiência comprovada e continuada com grupos heterogéneos (grupos de alunos matriculados em, pelo menos, três anos de escolaridade distintos)?
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, de experiência comprovada e continuada em que desempenhou funções de tutor?
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, prestado em turmas PIEF?
– Habilitação académica para recrutamento no âmbito da Educação Especial.
Respostas fechadas:
Formação especializada no domínio cognitivo-motor.
Etc. (Tive que escolher -inventar- uma graduação, assim de fresco.)
POR FIM:
– Possui qualificação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidata?
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Sinto-me como uma vítima que num último reduto de esperança fecha os olhos  e atira-se de peito feito contra o perigo de ser apanhado. O perigo de vir a ser excluído por falsas declarações. E assim adapta a sua lógica de resposta imaginária ao “pretendido” pelo senhor diretor. Tal e qual um aluno que estudou pouco e escreve qualquer coisita a ver se cola…
Deixa cá ver: “Diretor de Turma” é alguém que dirige uma turma, logo se as turmas sempre foi minhas e só minhas…. Sim, fui DT durante 18 anos. Esta era canja!
No meio desta chico-espertice serão escolhidos os melhores professores da escola pública de Portugal pelos senhores diretores.
Sim, porque na escola pública só é preciso escolher muito bem os contratados.
Atenção que eu NÃO estou  a aludir a que se deva fazer uma escolha tão minuciosa (!) de todos os professores (quadros incluídos).
Apenas realço o que é absolutamente ilógico, incoerente, para justificar tamanha anormalidade de concurso, que por mais voltas que lhe deem nunca servirá para nada mais do que dar emprego aos lindos olhos (entre outras partes do corpo) de alguém.
Querem melhorar a escola pública ou querem acabar com ela?
Querem desgastar os professores da escola pública ao máximo no início do ano escolar para depois comparar os seus resultados com os do privado?
Querem comparar o incomparável?
Querem um concurso tão exigente para depois vincular extraordinariamente quem sempre trabalhou no privado?
Alguém muito indecente inventou as férias, o descanso semanal, a noite!
Ah, ok! Não era para os professores, essa classe especial de malandros e sornas…
Nota:  Não escrevo para agradar a ninguém, não escrevo contra ninguém em particular (cada um de nós agarra-se às oportunidades), escrevo o que muita gente pensa e tem medo de dizer. O medo anda por aí, nos grupos de professores da internet, nos corredores das escolas, nas salas de professores.
Quem traz o medo dentro de si perpetua-o nos seus alunos por contaminação. Pecadora me confesso e solidária com todos, à exceção dos chicos-espertos.
.
C.C.

Calendário Escolar 2014-2015

A minuta que não era passível de alterações vai ser alterada.

Exmo.(a) Senhor(a)
Diretor(a) / Presidente de CAP
Escola /Agrupamento

Na sequência da nossa comunicação do dia 30 de agosto, considerando a necessidade de clarificar o texto da cláusula segunda da minuta do Acordo de Extinção do Vínculo de Emprego Público, tornando-o mais inequívoco, é retificado por aplicação do artigo 148.º do CPA.
Amanhã dia 4 de setembro de 2014 receberá uma nova versão, reforçando a informação de que a minuta não é passível de alterações, sendo apenas completada nos termos que ela própria prevê.
Fica assim clarificado que a compensação é aferida quer pelo valor da remuneração base correspondente ao escalão da escala indiciária do docente no mês de dezembro de 2013, nos termos do n.º 1 do artigo 4.º, quer pelo tempo de serviço apurado nos termos do artigo 5.º, considerando, também, o disposto no artigo 13.º, todos da Portaria n.º 332-A/2013, de 11 de novembro.
Assim, caso já se tenha verificada a assinatura do acordo seguindo a minuta anterior, deve V. Ex,ª convocar, de novo, o docente a fim de assinarem o acordo nos termos da nova redação.
Verificada tal circunstância, deve ser registada em ata a substituição de uma minuta pela outra, dando sem efeito o acordo assinado anteriormente (o qual deve ficar anexado à ata), sendo, no final, assinada pelas partes.
Deve, finalmente, ser enviada à DGAE cópia da ata, do acordo anulado e do novo acordo assinado.
Na circunstância de ainda não ter sido assinado o acordo na minuta que é substituída, deve ser utilizada aquela que amanhã dia 4 de setembro de 2014 se enviará, remetendo cópia a estes serviços.

Com os melhores cumprimentos,

O Diretor-Geral da Administração Escolar

Mário Agostinho Alves Pereira

A perversão da liberdade

É “livre” a família que é obrigada a mudar de residência para conseguir ter um médico ou uma escola para os seus filhos?

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(c) Henrique Monteiro